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Os cretenses: 1. Introdução

Equipe Passeiweb

Por volta de 3.000 a.C., a ilha de Creta, no Mediterrâneo, foi habitada por povos heterogêneos (principalmente arianos procedentes da Ásia Menor). A partir de 2.600 a.C., instalaram-se povoados portuários, como Cnossos e Maliá, que funcionavam como entrepostos comerciais. Foram dominados pelos aqueus em 1.450 a.C.

Creta é uma das maiores ilhas do Mediterrâneo. A civilização Cretense passou por três estágios:

• Civilização egéia
• Civilização cretense
• Civilização minóica

Os primeiros habitantes dessas terras deram origem à Civilização egéia, nome devido ao Mar Egeu.

A maioria da população era formada por pescadores e marinheiros, por isso eram chamados de povo do mar.

No início, houve preocupação com a agricultura de oliva, uva, trigo, milho miúdo, legumes, ameixa, figo, e com o comércio marítimo com as outras ilhas do Mar Egeu, com o Egito e com a Ásia. Com o comércio marítimo, podiam oferecer saída aos produtos da ilha e de suas indústrias e meios de obter produtos alimentícios que o solo não conseguia proporcionar em grande quantidade. Exportavam azeite, vinho, tecidos, armas de bronze, jóias e uma admirável cerâmica.

Expandindo-se pelo mar, os cretenses fundaram diversas colônias, entre as quais Micenas, Tirinto e Tróia.

A indústria cretense era parcialmente controlada pelo Estado. Fabricavam tecidos, ferramentas, utensílios domésticos, vasos e jóias. Havia divisão de trabalho e produção em larga escala.

O trabalho era exercido por escravos. O poder era centralizado no rei. Construíram grandes palácios (como o de Cnossos), dedicaram-se a afrescos e à cerâmica e desenvolveram, em placas de argila, a escrita pictográfica "Linear A" (com alguns hieróglifos emprestados copiados dos egípcios) e a "Linear B" (uma forma primitiva do grego). As tabuletas relatavam fatos sobre as administrações dos palácios. Eram politeístas e cultuavam deuses humanos e animais.

No século passado, em 1900, o arqueólogo inglês Arthur Evans descobriu traços e vestígios de grandiosos palácios datados do século XX a.C.. Eram restos das cidades cretenses Cnossos e Faístos. Eram palácios com quartos decorados, oficinas, redes de água e esgoto, locais que demonstravam um alto grau de civilização e organização social.

A cultura e o povo na Civilização Minóica


Reconstituição do Palácio de Cnossos
Em torno de 1750 a .C., uma catástrofe ocorreu em Creta (não se sabe ao certo o que foi mas os historiadores acham que foi um terremoto ou uma explosão vulcânica)e soterrou os palácios reais. Sobre estas ruínas, o rei Minos, no século XVI a.C., construiu outros palácios de igual beleza, como o palácio de Cnossos. Foram os arquitetos Dédalo e Ícaro que o fizeram a mando de Minos.

O palácio era enorme, compreendia salas do trono, teatro para espetáculos, torneios e touradas, tinha vários fins e, a construção, de quatro ou cinco andares, contava com 1300 divisões. O pátio central tinha mais de 10.000 m2. Era habitado pela família real, funcionários e servos.

Eram um povo festivo e levavam uma vida alegre. Quase não havia distinção entre as classes sociais. Tanto os homens quanto as mulheres dedicavam muito do seu tempo aos jogos, exercício físicos ao ar livre, pugilismo, luta de gladiadores, corridas, torneios, desfiles e touradas.

Realizações do povo cretense


Afresco cretense
- A dança, acompanhada de cantos e sons;
- Os teatros ao ar livre, nos pátios dos palácios;
- Enormes potes da altura do homem, para armazenarem alimentos (serviam, também, como objetos de decoração, pois eram ricamente decorados);
- Um sistema próprio de escrita, gravado em argila (inspirada nos hieróglifos egípcios);
- Labirintos com salas e corredores;
- Casas confortáveis;
- A escultura representada em miniaturas;
- Uma pintura maravilhosa inspirada na natureza, nos pássaros, nas flores, na vida à beira-mar etc., usando principalmente o azul e o vermelho.

Arte cretense cheia de fantasia, vida, delicadeza, graciosidade e originalidade, expressava o gênio de um povo acostumado à independência. Os artistas eram capazes de representar o momento de fúria de um touro ou o suave movimento de um polvo. Os artesãos trabalhavam a cerâmica, o ouro, a prata, o bronze, com os quais faziam lindas peças e objetos de adorno.

Os cretenses no campo artístico só foram superados pelos gregos.

A organização política da civilização Minóica


Deusa Cretense
Cnossos tornou-se o centro político da ilha de Creta, sendo que, o chefe político era um rei-sacerdote, com diversos poderes, entre eles o religioso, administrativo e de juiz supremo, podendo governar de forma absoluta.

A religião era monástica e matriarcal. A maior atração religiosa era a Deusa-Mãe, que era considerada a deusa da fecundidade, da maternidade, da terra e dos homens. Representava o bem e o mal ao mesmo tempo. Era também a senhora dos animais e a ela eram consagrados os pássaros, leões e serpentes.

"A presença da mulher em exibições perigosas e de grande habilidade e também nas festas aparece em diversas pinturas em cerâmicas e nos afrescos. Essa valorização da mulher se deve principalmente ao fato de que a divindade maior de Creta é uma mulher (a Deusa-Mãe). Daí podemos concluir que a mulher na sociedade Cretense gozou de uma grande consideração." (Baseado em Franco di Trondo, La Storia e I suol Problemi, Loescher Editore, Torino, Itália)

Em sua homenagem, o povo organizava festividades, jogos, torneios, touradas em que os rapazes se exibiam em perigosos exercícios ginásticos, mas sem matar o touro, pois o consideravam um animal sagrado.

Também tinham outras divindades que viviam rodeadas de pássaros, de serpentes, de touros ou de seres fantásticos com corpo humano e cabeça de animal, lembrando o Minotauro. Praticavam o culto dos mortos, enterrados com alimentos, ferramentas e objetos de adorno.

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