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Os Incas: 2. A economia

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Mita - Trabalho obrigatório
Controle vertical da produção

As fontes de riqueza incaica eram a agricultura e o gado.

Os incas organizaram a sua economia na base do controle de diferentes regiões produtivas. Como estas áreas estavam determinadas pela altura em que se encontravam, este sistema foi batizado de controle vertical de produção. Isso lhes permitiu contar com uma grande variedade de produtos que garantiam a sua subsistência.

As quatro regiões produtivas eram: a serra, a puna, a costa e a margem da selva.

A serra é uma zona seca e fria a mais de 3.500 metros de altitude. Para cultivar nela, foi usado um sistema que consistia em escavar as ladeiras das montanhas para formar pequenos aterros, suportados por muros de pedra. Sobre eles, colocava-se terra boa e adubo. Eles eram irrigados artificialmente através de canais. Os principais cultivos nesta região foram milho, arroz peruano e coca.

A puna é uma região desértica e fria, a mais de 5.000 metros de altura. Nela eram criadas lhamas e alpacas e se cultivava batata e pimentão. A irrigação na puna era natural, quer dizer, através do descongelamento.

A costa é uma região árida e seca. Dela provinham peixes e mariscos, abóbora, abacates, amendoim e cacau. Para cultivar nesta região, eles tiveram que apelar para a fertilização da terra e a construção de canais de irrigação.

Por último, a margem da selva é uma zona úmida e quente. Dali saíam produtos tropicais, frutas, ervas comestíveis, fungos, mel, aves, rãs, lebres e madeira.

Tributos

A primeira categoria era quando os tributos eram dados aos curacas ou chefes do aylly. As comunidades tinham que fornecer a estes chefes comunais alimentos, matérias primas e produtos manufaturados.

Os curacas ficavam com uma parte destas contribuições e o resto era enviado ao Estado Central. O Inca podia saber exatamente quanto havia sido produzido e conseqüentemente a parte que lhe correspondia, graças ao preciso sistema de contabilidade incaico.

A segunda categoria de tributos incluía os trabalhos coletivos nas terras do Inca. Os produtos obtidos eram destinados a manter o imperador, os nobres e o exército. Uma parte deles era reservada para alimentar os camponeses, em tempos de baixas colheitas.

Os membros do aylly deviam realizar, além disso, trabalhos públicos, periódicos e rotativos, o que era chamado de mita. O período da mita variava e podia se estender durante muito tempo. Deste serviço, obrigatório entre os 18 e 50 anos, eram isentos os artistas e os artesãos.

O sistema da mita era utilizado para fazer trabalhos nas minas, no empedramento de ruas, escavação e limpeza de canais, na construção de caminhos e pontes, na edificação de palácios e templos, no transporte de bens e no levantamento de depósitos.

Reciprocidade e redistribuição

A reciprocidade era comum entre as comunidades de camponeses da região andina, desde antes da chegada dos incas. Ela consistia na prática da solidariedade e da ajuda mútua entre os membros de uma comunidade. Por exemplo, os habitantes de ayllu colaboravam entre si para semear e colher as parcelas de subsistência. No caso de um matrimônio, toda a comunidade ajudava a levantar a casa dos recém-casados. Os incas incorporaram o princípio da reciprocidade dos aylly, como uma das bases do funcionamento econômico e social de seu império.

A redistribuição considerava o reconhecimento, por parte dos camponeses, dos diferentes níveis de autoridade que existiam na sociedade. Os ayllus entregavam os tributos aos curacas, e os bens tributados se acumulavam em depósitos reais que ficavam em aldeias, caminhos e cidades.

Quando alguns povos do Império não podiam satisfazer suas necessidades básicas porque as regiões onde viviam haviam sido afetadas por colheitas ruins ou outras catástrofes, o Estado incaico redistribuía uma parte dos alimentos, matérias primas e produtos manufaturados armazenados.

Os bens acumulados também eram utilizados para pagar os gastos das constantes expedições militares e para premiar os serviços realizados por alguns funcionários, geralmente nobres.

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