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Os Incas: 3. A Sociedade

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População Inca
Nobreza real

Dentro da sociedade inca havia grupos privilegiados e outros subordinados a eles.

Os nobres foram chamados pelos espanhóis de “orelhões”, devido à impressão que tiveram de suas enormes orelhas, aumentadas pelos grandes pendentes que usavam.

Os “orelhões” eram educados em escolas especiais durante quatro anos. Eles cursavam a língua quechua, religião, quipus, história, geometria, geografia e astronomia. Ao terminar os estudos eles se graduavam em uma cerimônia solene, onde demonstravam sua preparação passando em algumas provas.

Eles se vestiam de branco e se reuniam na Praça de Cuzco. Todos os candidatos tinham o cabelo cortado e levavam na cabeça um llauto negro com plumas. Depois de rezarem ao sol, lua e ao trovão, eles subiam a colina de Huanacaui, onde ficavam em jejum, participavam de competições e dançavam.

Mais tarde, o Inca lhes entregava umas calças justas, um diadema de plumas e um peitoral de metal. Finalmente ele perfurava a orelha de cada um pessoalmente com uma agulha de ouro, para que pudessem usar seus pendentes característicos, marca de sua categoria.

Os “orelhões” tinham vários privilégios, entre eles a posse de terras e a poligamia. Eles recebiam presentes do monarca, tais como mulheres, lhamas, objetos preciosos, permissão para usar liteiras ou trono.

Eles constituíam os funcionários do Império. Em primeiro lugar estavam os quatro apu, ou administradores das quatro partes do Império que assessoravam diretamente o Imperador. Abaixo deles estavam os tucricues, ou governadores das províncias que residiam em suas capitais, e eram periodicamente inspecionadas.

Curacas

Os curacas constituíam a nobreza local, alguns com ancestrais mais antigos que os próprios imperadores. Uma vez conquistadas suas comunidades pelos incas, eles concordavam em se incorporar na estrutura imperial, em troca de conservar parte de seus privilégios. Dentro destas prerrogativas, estava o direito a cobrar tributo aos membros de sua comunidade.

Para garantir a sua fidelidade, o Estado obrigava a cada novo curaca que aceitasse a autoridade, a manifestar a sua adesão ao Inca, enviando o seu filho e sucessor para se educar em Cuzco. Ali, ele aprendia a língua quechua, a religião oficial e os costumes do Império.

Os curacas ofereciam freqüentemente ao Imperador, uma filha ou uma irmã como esposa secundária, e ganhavam dele mulheres e servidores. Esta prática reforçava mais uma aliança entre eles. Os curacas tinham a obrigação de peregrinar a cada ano pela cidade capital para oferecer parte dos bens produzidos.

Todo curaca dependia dos chefes de província e tinham uma “segunda pessoa", como os espanhóis chamavam, com menos poder. Seu nome era huatunruna e ele se encarregava de lidar diretamente com o povo.

Os curacas não se casavam com os outros membros do ayllu, formando dentro dele um grupo privilegiado de principais, entrelaçados com outras famílias de curacas da província ou da própria Cuzco.

Grupos não privilegiados

O ayllu era a comunidade de camponeses unidos por vínculos familiares que tinham antepassados em comum e habitavam o mesmo território. O Estado entregava terras a cada comunidade para sua subsistência. Anualmente, o chefe local ou curaca, pagava parcelas a cada família de acordo com o número de seus componentes. As terras eram trabalhadas coletivamente por todos os membros da comunidade. Regularmente eles deviam entregar fortes tributos em produtos e em trabalho ao Estado e aos curacas.

Os mitimaes eram comunidades camponesas que haviam perdido suas terras de origem. Em alguns casos tratava-se de colonos que os incas enviavam as regiões rebeldes, para instalá-los ali como fonte de controle e informação. Em sua nova residência, eles reproduziam seu ayllu e costumes.

Em outros casos, eles pertenciam a um povo que havia crescido em armas. Como castigo, eles eram deslocados para o lugar mais longe da sua região de origem.

Por outro lado, os yanas, ou servos procediam de diversas extrações. A maioria era formada por prisioneiros de guerra, mas às vezes eram simplesmente jovens recrutados pelo Imperador. Não gozavam dos privilégios do ayllu e não tinham vínculos e atributos étnicos.

Freqüentemente eram presenteados aos nobres, para que trabalhassem em suas terras. Boa parte deles era formada de servidores do palácio imperial ou dos templos.

Apesar de tudo, não se pode dizer que foram escravos, já que era lícito possuir terras, ganhos e bens, que só podiam ser passados para um de seus filhos.

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