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Os Incas: 7. Os costumes

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Sociedade Inca
Nascimento

Desde a gravidez, a mulher tinha que cumprir com uma série de requisitos como não comer determinados alimentos e, freqüentemente se abster da vida sexual. Um adivinho era consultado para prever se o nascimento viria com boa ou má sorte.

As mulheres do povo pariam sem parteira e com dor. Depois de dar a luz, cortavam o cordão umbilical com um pedaço de cerâmica e o guardavam para dar ao bebê para comer caso ficasse doente. Depois, tomavam banho com a criança em uma corrente de água próxima, envolviam o bebê em uma coberta, colocando-o em uma cuia, para voltar ao trabalho que haviam interrompido antes do parto.

Uma prática muito comum era matar ou abandonar as crianças consideradas deformadas. Os bebês cujas mães morriam no parto ou durante a amamentação também eram abandonados, a não ser que alguém se encarregasse deles.

Depois do nascimento de seu filho, o pai se encostava a uma rede queixando-se das dificuldades que havia sofrido no parto, enquanto que a mãe continuava trabalhando. Na realidade, esta era a forma de proclamar publicamente que ele era o pai do recém-nascido.

Criação

O cuidado com as crianças não era excessivamente complicado. Em geral os bebês mamavam até os dois anos. Isso porque o leite supria uma alimentação infantil deficiente. Apesar de o leite materno ser combinado progressivamente com comestíveis, tirar o peito era muito complicado. Para conseguir, as mães colocavam nos bicos dos peitos determinadas substâncias amargas, e maltratavam seus filhos fisicamente quando pediam o peito.

Para poder continuar trabalhando, as mulheres incas carregavam os seus filhos. O mais freqüente era levá-lo nas costas, com tiras de pano feitas com lã de lhama ou algodão, decoradas com finos bordados que expressavam a ternura da mãe.

As crianças ajudavam nos trabalhos para aprenderem a ser úteis; os homens na caça e no cultivo, e as mulheres na casa. Quando faziam algo indevido, eles eram castigados.

A imposição do nome implicava a idéia de reconhecer a criança como pessoa. Isso era feito entre os 5 e 12 anos, quando ela cortava o cabelo e as unhas em uma cerimônia assistida por toda a família. Geralmente o ritual era feito por um tio, que lhe servia uma colher de sílex. Uma vez terminada a cerimônia, o nome da criança era anunciado e ela recebia presentes. O homem tinha duas partes, uma correspondente ao seu ayllu (clã) e outra de índole pessoal. No final, havia uma festa com danças, cantos e bebedeira.

Puberdade e matrimônio

O início da puberdade era acompanhado por uma série de rituais. A mulher que tinha a primeira menstruação, ficava 48 horas sem comer, comia um pouco de milho cru no terceiro dia e no quarto se purificava tomando um banho. Ela recebia um vestido novo, sandálias e um nome definitivo. Os homens também ganhavam com a puberdade sua primeira vestimenta de homens e as armas, junto com o nome.

O matrimônio era um ato exclusivamente civil sem a menor intervenção religiosa. O estado incaico partia da premissa de que ser solteiro era um luxo desnecessário e todo mundo tinha que se casar. Marcava-se uma data para o casamento geral e neste dia os homens e as mulheres ficavam em filas. O Inca e seus representantes nas províncias, perguntava a cada homem, qual era a mulher escolhida (normalmente depois de já ter com ela um matrimônio de prova). Ele tira a moça da fila e a entrega ao noivo.

O recém-casal se apresenta na casa dos pais da noiva, anunciando as boas novas. O pai faz uma entrega simbólica da desposada e o noivo a recebe.

Depois do matrimônio eles vão até a casa das autoridades ayllu, onde recebem roupas novas, uma casa, um casal de lhamas e a parcela da terra que terão que trabalhar para subsistir.

Doença e Morte

Os Incas atribuíam a doença a duas possíveis causas: o pecado ou o malefício. O pecado só podia ser redimido com reparações da pessoa em falta. Enquanto o malefício era conjurado diante das manipulações dos bruxos. Quando o doente era desesperançado, seja pela gravidade de seus pecados, ou pelo poder do malefício, ele era abandonado para que não contagiasse os vivos.

Acreditava-se que a vida além da morte tinha relação com a vida moral que as pessoas haviam levado. Quem tivesse se comportado bem, iria para o paraíso onde desfrutaria de tudo. Enquanto que os maus eram condenados a um inferno, onde fazia frio e não havia comida.

A idéia de que a morte não distanciava completamente o espírito do morto, motivava celebrações especiais para satisfazê-lo. Seus parentes tinham que organizar banquetes ou fazer oferendas em sua homenagem.

As formas de enterro variavam de acordo com as regiões. Nas centrais, o cadáver era enterrado com suas prendas de uso e colocado em posição fetal. Na costa, eles eram enterrados em urnas funerárias e no interior, os cadáveres eram envolvidos em peles de lhama.

O enterro também variava de acordo com a importância do morto. Se esta foi uma pessoa poderosa na vida, podia continuar sendo depois de morta. Na costa peruana, os grandes personagens eram mumificados. Em Cuzco, todos os imperadores eram embalsamados. Suas múmias eram retiradas em algumas ocasiões para passear pela cidade ou para presidir cerimônias.

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