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Povos da Mesopotâmia: 4. Os Amoritas (Antiga Babilônia)

Equipe Passeiweb



Código de Hamurábi
Fonte: Museu do Louvre

A Babilônia era uma das cidades da Mesopotâmia, região ao sul da Ásia entre o rio Tigre e o Eufrates, no atual Iraque e terras circundantes.

Veja o mapa da zona da antiga Mesopotâmia (termo que significa "terra entre os rios") (Fonte: Museu Americano de História Natural - Central Park - Nova Iorque - EUA)

Por volta de 2000 a.C., amoritas do deserto invadiram as cidades-estados sumerianas e acadianas e fundaram a cidade da Babilônia.

1º Império Babilônico – Formou-se a partir de 1.728 a.C., sob o reinado de Hamurabi, depois de campanhas militares contra cidades e povos vizinhos. Babel tornou-se a capital do império e pólo econômico e cultural. As principais obras literárias mesopotâmicas foram transcritas para o acadiano. Em 1.513 a.C., o império babilônico foi derrotado e saqueado pelos hititas, povo procedente da Capadócia, na Ásia Menor. Depois foram dominados pelos cassitas, elamitas e assírios.

Hamurabi (1.728 a.C. - 1.686 a.C.), sexto rei da primeira dinastia babilônica (amoritas), é o fundador do 1º Império Babilônico. Conseguiu unificar os semitas e os sumérios. Durante seu governo, cercou a capital com muralhas, impulsionou a agricultura, restaurou os templos mais importantes e instituiu impostos e tributos em benefício das obras públicas. É autor do famoso código penal, o mais antigo da História, que leva seu nome. O Código de Hamurabi estabelecia regras de vida e de propriedade, estendendo a lei a todos os súditos do império. Determinava penas para as infrações, baseadas na lei de talião (olho por olho, dente por dente).

Sob o comando de Hamurábi os babilônios conquistaram toda a Mesopotâmia e criaram um Estado unificado. Nascia então o primeiro Império Babilônico. Cada cidade passava a ser governada por homens escolhidos pelo imperador.

No período de Hamurábi, houve um certo desenvolvimento da propriedade privada e do comércio. Propriedades agrícolas foram doadas a funcionários públicos, sacerdotes e até mesmo a determinados arrendatários. Entretanto, todas essas atividades privadas sempre permaneceram sobre controle estatal. Os mercadores, por exemplo, formavam uma corporação subordinada ao Estado, e o comerciante era uma mistura de funcionário publico e mercador privado: comprava a mando do rei e colaborava na cobrança de taxas.

Rapidamente, a capital babilônica transformou-se num dos principais centros urbanos da Antigüidade, sediando um grandioso império e convertendo-se no eixo cultural do Crescente Fértil. A principal realização cultural desse período foi o Código de Hamurábi, baseado no direito sumério, que tinha por finalidade consolidar o poder do Estado e adequá-lo ao desenvolvimento de uma economia mercantil. Hamurábi estabeleceu uma sólida intervenção do Estado na economia pois havia regras de trabalho, normas comerciais e até valores para a compra e venda de animais e aluguéis de terras, entre outras.

Hamurábi também empreendeu uma ampla reforma religiosa, transformando o deus Marduk, da Babilônia, no principal deus da Mesopotâmia, mesmo mantendo as antigas divindades. A Marduk foi levantado um templo junto ao qual foi erguido o zigurate de Babel, citado no livro de Gênesis (Bíblia) como uma torre para se chegar ao céu.

Após a morte de Hamurábi, o Império entrou em decadência devido às diversas conspirações contra seus sucessores, às revoltas das cidades dominadas e dos camponeses empobrecidos pelos altos impostos cobrados e à sobrecarga de trabalhos obrigatórios. Aproveitando dessa fraqueza, os cassitas, povo indo-europeu que ainda possuía uma organização tribal e vivia a leste do rio Tigre, invadiram a Baixa Mesopotâmia e ali permaneceram, aproximadamente, por 400 anos, até serem suplantados pelos assírios.



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