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Os persas: 1. O Império

Escola Secundária Francisco Manyanga

A civilização persa tem sua origem na raça ariana. Esta raça habitou primitivamente o centro da Ásia, e dividiu-se em diversos ramos, um dos quais penetrou na Europa, outro na Índia, e finalmente outro, denominado Irânio, deu origem aos dois povos que vamos estudar — os Medos e os Persas. O ramo Iraniano, assim chamado por causa das montanhas do Irã, bifurcou-se, dando origem aos medos e aos persas. O povo persa manteve-se muito tempo em um estágio de civilização bastante rudimentar, ao passo que os medos constituíam uma monarquia florescente e já bastante civilizada.

Porém, em determinada época, os persas superaram e dominaram os medos, e projetaram sua influência sobre a Ásia, a África e a Europa. Não criaram uma civilização própria, como os egípcios, mas apenas fizeram uma obra de síntese e de difusão das outras civilizações, isto é, assimilaram as civilizações de outros povos e espalharam-nas, pelas suas numerosas conquistas.

No século VI a.C., no reinado de Ciro, teve início a formação do Império Persa. Por suas façanhas político-militares, Ciro ficou conhecido como "O Grande ". O império por ele fundado durou mais de dois séculos. Foi um dos maiores impérios do Antigo Oriente Médio.

O domínio de todo esse imenso território exigiu a submissão de diferentes povos e culturas. Exigiu, também, a montagem de uma complexa máquina administrativa que incluía altos funcionários, conhecidos como "os olhos e os ouvidos do rei ".

A evolução política

Em meados do II milénio a.C., tribos de origem indo-europeia emigraram para a região do planalto do Irã, na Ásia Central. Essa região é cercada por cadeias de montanhas, ricas em minério, ferro, chumbo e metais preciosos. Grande parte da área central do planalto é dominadas por desertos e terras salgadas, havendo poucas terras férteis, propícias ao desenvolvimento agrícola. Somente nos vales entre as montanhas é possível o cultivo de cereais e árvores frutíferas.

Entre as tribos indo-europeias que emigraram para o Irã destacaram-se os medos e os persas, que se estabeleceram, respectivamente, no norte e sul da região.
Ao final do século VII a.C., os medos tinham um império organizado, que se impunha sobre os persas. No reinado de Ciáxares (625-585 a.C.), os medos, aliados aos babilônios, conseguiram vencer os assírios, destruindo sua capital (612 a.C.).

Trinta e cinco anos após a morte de Ciaxeres, Ciro II (559-529 a.C.), rei dos persas comandou uma revolta contra a dominação dos medos. Em 550 a.C., conquistou o território medo, vencendo Astíages, filho de Ciáxeres.

Ciro promoveu a unificação dos persas e dos medos, lançando as bases da construção de um império que se tornaria um dos maiores da antiguidade. Através de conquistas militares, Ciro e seus sucessores expandiram os domínios do Império Persa, que chegaram a ocupar uma vasta área, abrangendo desde o vale do rio Indo até o Egito e o norte da Grécia, incluindo toda a Mesopotâmia.

Quando Dario lançou-se à conquista da Grécia, foi derrotado na famosa Batalha da Maratona (490 a. C.). Essa derrota praticamente assinalou o limite máximo das possibilidades de expansão do Império Persa.

O sucessor de Dario, Xerxes I tentou novamente conquistar a Grécia, mas também fracassou. Iniciou-se, então, a trajectória de decadência do Império Persa, que vai até 330 a.C., quando o império foi conquistado por Alexandre Magno (Macedônia), durante o reinado de Dario III.

Administração do grande império


Placa de Dario I
Esta placa de prata com uma declaração de Dario I contém o mesmo
texto em três línguas: persa antigo, elamita e babilônio. A peça foi
encontrada em Persépolis, antiga capital do Império Persa, pertence
ao Museu Nacional do Irã.
Durante o reinado de Dário I (521 a 485 a.C.), o império Persa atingiu seu grande apogeu. Além de expandir militarmente o império, Dário cuidou, sobretudo, de organizá-lo administrativamente.

Dário dividiu o império em várias províncias, chamadas satrápias. Cada satrápia era governada por um administrador local denominada sátrapa.

Para prevenir-se contra o excesso de autoridade do sátrapas, procurou vigiar e controlar seus poderes, designando um general de sua confiança como chefe do exército de cada satrápia.

Além disso, periodicamente, enviava altos funcionários a todas as províncias para fiscalizar os sátrapas. Esses inspetores reais ficaram conhecidos como olhos e ouvidos do rei.

Não havia uma capital única para o Império, isto é, o rei poderia ficar, temporariamente, em algumas cidades, como Pasárgada, Persépolis, Ecbatona ou Sasa.
Ainda tendo em vista as questões da unidade administrativa, os persas aperfeiçoaram os transportes e as comunicações. Grandes estradas foram construídas entre as principais cidades do império, destacando-se a estrada que ligava as cidades de Sardes e Susa, com 2.400 km de extensão. Desenvolveu-se também um bom serviço de correios, a cavalo, com diversos postos espalhados pelos caminhos.

A adoção da língua aramaica em todos os documentos oficiais era mais uma medida que visava a unidade do imenso império. O aramaico era a língua usada pelos funcionários do governo e principais comerciantes.


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