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Os romanos: 2. A Monarquia

Rainer Souza, Prof. História

Ínicio da organização político-social

Por volta do século VII a.C., os etruscos impuseram seu domínio aos italiotas, e a aldeia romana acabou por tornar-se uma cidade. Ao adquirir características de cidade, Roma iniciou um processo de organização político-social que resultou na Monarquia.

Politíca: as instituições

Durante a monarquia, Roma foi governada por rei, senado e Assembléia Curial. O rei era juiz, chefe militar e religioso. No desempenho de suas funções,
submetia-se a fiscalização da Assembléia Curial e do Senado.

São conhecidos sete reis romanos: Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio Prisco (o Antigo), Sérvio Túlio e Tarquínio (o Soberbo). Provalvelmente deve ter existido outros reis, porém não há comprovação histórica. Dos reis citados acima quatro eram italiotas e os três últimos eram etruscos.

O senado era um conselho formado por cidadãos idosos, responsáveis pela chefia das grandes famílias (genos). As principais funções do Senado eram: propor
novas leis e fiscalizar as ações dos reis.

A Assembléia Curial compunha-se de cidadãos agrupados em cúrias. Seus membros eram soldados em condições de servir o exército. A Assembléia tinha como principais funções: eleger altos funcionários, aprovar ou rejeitar leis, aclamar o rei.

Sociedade: a divisão de classes

A sociedade romana estava dividida na seguintes categorias:

PATRÍCIOS Eram os cidadãos romanos, grandes proprietários de terras, rebanhos e escravos. Desfrutavam de direitos politicos e podiam desempenhar funções públicas no exército, na religião, na justiça, na administração.
CLIENTES Homens livres que se associavam aos patrícios, prestando-lhes diversos serviçoes pessoais em troca de auxílio econômico e proteção social.
PLEBEUS Homens livres que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e ao trabalho agrícola. A plebe representava a maioria da população romana, sendo constituida de imigrantes vindos, sobretudo, de regiões conquistadas pelos romanos. Durante o período monárquivo, os plebeus não tinham direitos de cidadão, isto é, não podiam exercer cargos publícos nem participar da Assembléia Curial.
ESCRAVOS Eram, em sua maioria, prisioneiros de guerra. Trabalhavam nas mais diversas atividades, como serviços domésticos e trabalhos agrícolas. Desempenhavam funções de capatazes, professores, artesãos etc. O escravo era considerado bem material, propriedade do senhor, que tinha o direito de castigá-lo, vendê-lo, alugar seus serviços, dEcidir sobre sua vida ou morte.

Passagem para República

Apesar dos progressos que Roma vinha alcançando com a Monarquia, no reinado de Tarquínio as famílias romanas poderosas (os patrícios) ficaram insatisfeitas com as medidas adotadas por esse rei etrusco em favor dos plebeus. Para controlar diretamente o poder em Roma, os patrícios, que formavam o Senado, rebelaram-se contra o rei, expulsando-o e estabelecendo uma nova organização politíca: a República.


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