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Os romanos: 4. O Império - apogeu e queda

Sandra Lúcia, Profª História

Apogeu e queda de Roma

A partir de 27 a.C., Otávio foi acumulando poderes e títulos, entre eles o de augusto, e o de imperador.

Otávio Augusto tornou-se, na prática, rei absoluto de Roma. Mas não assumiu oficialmente o título de rei e permitiu que as instituições republicanas (Senado, Comício Centurial e Tribal etc.) continuasse existindo na aparência.

Alto Império (27 a.C. - 235 d.C)

O alto império foi a fase de maior esplendor desse período.

Durante o longo goveno de Otávio Augusto ( 27 a.C.-14 d.C.), uma série de reformas sociais administrativas foi realizada. Roma ganhou em prosperidade econômica. O imenso império passou a desfrutar um período de paz e segurança, conhecido como Pax Romana. Após a morte de Otavio Augusto, o trono romano foi ocupado por vários imperadores, que pode ser agrupados em quatro dinastias:

  • Dinastia dos Julios-Claudius (14 - 68) – Tibério, Calígula, Claudio e Nero
  • Dinastia dos Flávios (69 - 96) –Vespasiano e Domiciano
  • Dinastia dos Antoninos (96 - 192) – Nerva, Trajano, Adriano, Marco Arélio, Antinino Pio e Cômodo
  • Dinastia dos Severos (193 - 235) – Sétimo, Severo, Caracala, Macrino, Heliogábalo e Severo Alexandre
Baixo Império (235 - 476)

O baixo império corresponde à fase final do período imperial. Costuma ser subdividido em:

  • Baixo Império pagão (235 - 305) – período em que dominava as religiões não-cristãs.Destacou-se o reinado de Dicleciano, que dividiu o governo do enorme império entre quatro imperadores (tetrarquia) para facilitar a administração. Esse sistema de governo, entretantom não se consolidou.
  • Baixo Império Cristão (306 - 476) – nesse período, destacou-se o reinado de Constantino, que através do Edito de Milão, concedeu liberdade religiosa aos cristãos. Consciente dos problemas de Roma, constantino decidiu mudar a capital do império para a parte oriental. Para isso remodelou a antiga Bizâncio (cidade fundada pelos gregos) e fundou Constantinopla, que significava “cidade de Constantino”.
Crise do Império

O Baixo Império foi sendo corroído por uma longa crise social, economica e politíca. Entre os fatores que contribuíram para essa crise, destacam-se:

  • Elevados gastos públicos para sustentar a imensa estrutura administrativa e militar;
  • Aumento dos impostor para custear as despesas do exército e da burocracia administrativa;
  • Crescimento do númeor de miseráveis entre a plebe, os comerciantes e os camponeses;
  • Desordens sociais e politicas provocadas por rebeliões tanto das massas internas quanto dos povos submetidos.
Agravando ainda mais esa situação social e econômica , os romanos tiveram de enfrentar a pressão dos povos bárbaros. Chegou um momento em que os romanos perceberam que os soldados encarregados de defender Roma vinham dos próprios povos contra os quais eles (romanos) combatiam.

Divisão e Declínio do Império e Invasão Bárbara

O declínio parece haver começado dentro do próprio Império no século IV a.C. A cada dia, ficava mais difícil proteger o imenso território e o exército tinha de utilizar seus recursos para conter as invasões bárbaras nos séculos III e V d.C. A economia começou a sofrer os efeitos das invasões, pois o dinheiro para as construções públicas e cerimônias era desviado para o exército.

Com a morte de Teodósio, em 395, o grande império Romano foi dividido em: Império Romano do Ocidente, com sede em Roma; e Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla.

A finalidade dessa divisão era fortalecer cada uma das partes do império para vencer a ameaça das invasões Bárbaras. Entretando, o Império Romano do
Ocidente não teve organização interna para resistir aos sucessivos ataques dos povos bábaros.

Os bárbaros tinham exército eficientes, que contavam com soldados guerreiros, coesão interna das tropas e boas armas metálicas.Apesar de rudes, os bábaros exibiam ideal e vigor. Roma, por sua vez, mostrava-se corropida pela discórdia, pela indisciplina no exército e pela falta de entusiamo das populações miseráveis. O aumento do cristianismo também teve um impacto semelhante. Os aristocratas e pessoas cultas optavam pela igreja no lugar da política, debilitando assim a liderança romana. As pessoas abandonaram os templos e foros de Roma e começaram a migrar para novas igrejas nas saídas da cidade.

No século V d.C. o Império estava em pedaços. Em 455 d.C, os vândalos saquearam Roma. Em 476, o ultimo imperador de Roma, Romulo Augusto, foi deposto por Odocro, rei do hérulos, um dos povos bárbaros. Quanto ao Império Romano do Oriente, embora com trnsformações, sobreviveu até 1453, ano em que os turcos conquistaram Constantinopla.

O Império Romano chegava ao fim no oeste, mas continuou no leste até o século XV.


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