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Cuba: Assalto ao Quartel de Moncada


A invasão do quartel de Moncada, localizado na Província de Santiago de Cuba, região oriental da ilha, foi a primeira ação armada liderada pelos irmãos Fidel e Raúl Castro contra o ditador Fulgêncio Baptista, e ocorreu em 26 de julho de 1953.

Às 5h15min da manhã deste dia, durante o carnaval em Santiago de Cuba (que acontece todo final de julho), as portas dos galinheiros foram abertas e deixaram sair os automóveis. Começava o grande golpe.

A idéia era nada menos que tomar o quartel de Moncada, através de sua porta número 3, invadir o paiol de armas e munições, distribuir fuzis pelas ruas para que a população se juntasse aos rebeldes e, claro, começar um movimento insurreicional que culminasse com a derrota do ditador de então, Fulgêncio Batista.

Nada, ou quase nada, deu certo.


Vista aérea: Hospital militar e Palácio da Justiça à esquerda. À direita: quartel de Moncada e, atrás, Hospital Civil.
 

Um grupo, liderado por Raúl Castro e integrado por dez homens, ocupou um prédio vizinho, o Palácio da Justiça. Outro, liderado por Abel Santamaria e integrado por vinte e um homens, ocupou o hospital militar que era outro prédio vizinho, de cujo quintal e das janelas pensava-se dar cobertura a um terceiro grupo que comandado pelo líder máximo de todo o golpe, um jovem e fogoso advogado chamado Fidel Castro. Justamente este grupo começou o desastre.

Para começar, seus noventa e cinco homens foram divididos em uma vanguarda de oito, comandads pelo próprio Fidel Castro, um segundo grupo de quarenta e cinco, armados com espingardas calibre 22 e a única metralhadora disponível, e os quarenta e dois restantes formariam a "reserva de combate" e tinham fuzis de calibre mais significativo.

Ao aproximar-se da entrada do portão número três, o Buick verde que levava Fidel Castro foi detido por um jipe militar. Começou o tiroteio, e a partir daí foi tudo rápido demais para que alguém pudesse entender extamente o que estava acontecendo: do Palácio da Justiça e do hospital militar disparavam tiros sobre o quartel, Fidel e seus oito homens se enfrentavam com os homens do jipe, e do que se supunha sero paiol de armas e munições saíram soldados atarantados. O combate foi curto. Uma metralhadora calibre 30, colocada no meio do enorme gramado do quartel, varreu esperanças finais. Quando Fidel ordenou a retirada, percebeu que sua força reserva estava perdida: haviam tomado rua erradas. Para o fim das desgraças, os quatro homens que chegaram a entrar no paiol, não encontraram nada além de cinqüenta soldados que dormiam e tinham sido acordados com o tiroteio: como era carnaval, o paiol tinha sido transferido para outro lugar e ali dormiam soldados de folga que tinham estado na farra até poucas horas antes.

O ataque ao quartel de Moncada resultou em torturas e execução de metade dos participantes liderados por Fidel Castro. Fidel, impossibilitado de agir devido à rigorosa vigilância policial, procurou exílio no México, onde reorganizou suas forças.

Este episódio é considerado como o início da revolução que levaria Fidel ao poder em 1959.

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