Movimentos Políticos-Culturais: 1. O Iluminismo

  • Data de publicação
Profs. Elias Goulart | Ricardo Bergamini | José J. de A. Arruda

O Iluminismo foi um movimento poltico-cultural que expressou as necessidades e anseios da sociedade burguesa do sculo XVIII, o sculo das luzes. Movimento este que denunciava erros e vcios do Antigo Regime, abrindo caminho para diversos movimentos sociais.

  • Difundiu-se na Frana e na Inglaterra.
  • Iluminismo um conjunto de idias frontalmente opostas ao absolutismo dos reis e ao misticismo religioso.
  • Principal Caracterstica valorizao da cincia e da racionalidade como forma de eliminar a ignorncia dos seres humanos acerca da natureza e da vida em sociedade.
  • Manifestou-se sobretudo no campo da filosofia, poltica, economia, arte e literatura.
  • Na poltica, defendiam os direitos do indivduo e no combate s arbitrariedades dos governos absolutistas.
  • Os principais filsofos iluministas franceses foram: Montesquieu, Voltaire e Rousseau.
  • Independncia dos EUA, Inconfidncia Mineira e a Revoluo Francesa foram influenciados pelas idias iluministas.
A RAZO EM PRIMEIRO LUGAR

Os iluministas eram genericamente chamados de filsofos.

As atividades econmicas ligadas aos princpios mercantilistas se projetavam aos burgueses, comerciantes, banqueiros e homens de negcio em geral.

Os reis, nobres e os integrantes do clero ainda detinham o prestigio e o poder poltico, em uma organizao social justificada pela vontade divina.

O Iluminismo uma das manifestaes que exercem mais profunda influncia no pensamento e nas aes da humanidade.

Os conceitos fundamentais do Iluminismo são:

  • Razo o nico guia infalvel da sabedoria.
  • O Universo uma mquina governada por leis uniformes e inflexveis (no se acha submetida de modo algum, a milagres ou outras formas de interferncia divina).
  • A melhor estrutura da sociedade a mais simples e a mais natural. A vida do bom selvagem prefervel do homem civilizado com suas convenes artificiais e antiquadas que somente servem para perpetuar a tirania do clero e dos governantes.
  • No existe o pecado original. A depravao do homem no inata. Seus atos de crueldade e de baixeza devem-se influncia de padres intrigantes e de dspotas belicosos. Se os homens tiverem liberdade para seguir os ditames da razo, a natureza humana e, conseqentemente, a prpria sociedade, poder ser facilmente aperfeioada.
PRECURSORES DO ILUMINISMO

Seus precursores foram:

Francis Bacon: filsofo ingls, desenvolveu o mtodo experimental, no qual enfatizava a importncia da observao e da experimentao para o desenvolvimento do conhecimento. Seus estudos se aplicavam em cincias naturais. Obras: Novum organum.
Ren Descartes: dedicou-se ao estudo da fsica, matemtica e da filosofia. Procurou desenvolver um mtodo que produzisse verdades absolutas. Escreveu: Regras para a direo do esprito; Discurso do mtodo e Meditaes.
Isaac Newton: matemtico, astrnomo, fsico e filosofo, contribuiu para a formulao da lei da gravitao universal. Principal obra: Os princpios matemticos da filosofia da natureza, que rene as bases da mecnica clssica. Para ele, as idias tinham origem nos sentidos humanos, contrario a teoria do direito divino dos reis, afirmava que os governos eram criaes humanas, formulou a teoria do Estado liberal e da propriedade privada. Obras: Ensaio sobre o entendimento humano, Primeiro tratado sobre o governo civil e o Segundo tratado sobre o governo civil.

CONTRA A TIRANIA

  • Defendiam a tese de que os governos deveriam existir para o bem da sociedade com a funo de garantir a liberdade econmica e individual e da igualdade de todo perante a lei. Quando o Estado no cumpre suas funes, a populao tem o direito de se rebelar contra ele.
  • As novas idias foi o que abriu caminhos para o surgimento do iluminismo.
  • As obras dos filsofos iluministas tinham em comum a crena no progresso contnuo do ser humano.
  • Os iluministas se opunhavam aos dogmas da Igreja, tradio e ao fanatismo.
  • Seus princpios: afirmavam que as formas de governo haviam sido criadas pelas relaes humanas e no pela vontade divina, defendiam a tese que os governos deveriam existir para o bem da sociedade, com a funo de garantir a liberdade econmica e individual, e todos teriam igualdade perante lei, com base nisso, argumentavam que os nobres e os clrigos deveriam pagar impostos e ser julgados por tribunais comuns a todas as pessoas.
  • O Estado era defendido pelos iluministas fundamentava-se na idia de contrato social, segundo a qual cada individuo nasce com direitos inalienveis, como o direito vida, liberdade, propriedade, por isso so chamados de contratualistas ou jusnaturalistas, significa direito natural, eles viviam em estado de natureza, isso , em uma situao na qual no havia nem governo nem leis.
FILSOFOS ILUMINISTAS

Entre os principais pensadores iluministas destacam-se: Voltaire, Montesquieu, Denis Direrot e Jean le Rond d Alembert e Jean Jacques Rosseau.

Voltaire: Foi o mais destacado filsofo iluminista. Durante sua estada na Inglaterra, publicou as Cartas Filosficas. Elogiava as liberdades inglesas, atacava o Absolutismo e a intolerncia. Depois de vagar pela Europa, fixou-se em Ferney, em 1755, de onde, at sua morte, exerceu extraordinariamente influncia. Notabilizou-se por combater a ignorncia, a superstio, o fanatismo religioso e por defender a razo, a tolerncia e a monarquia constitucional. A escrita e os livros eram suas principais armas contra a ignorncia. Escreveu: Cartas inglesas e Trato sobre a tolerncia. Seus discpulos se espalharam pela Europa, divulgando suas idias. Voltaire, ao longo de sua vida, celebrizou-se por suas contundentes crticas tradies e religio.
Montesquieu: Em 1721, publicou as Cartas Persas, nas quais satirizava os costumes e a instituies. Em 1748 publicou sua grande obra O Esprito das Leis, dedicada ao estudo de diversas formas de governo. Dava grande destaque Monarquia inglesa, preconizando a separao dos poderes Executivo, Legislativo e Judicirio, nica forma capaz de garantir a liberdade.
Montesquieu foi um dos mais brilhantes filsofos do sculo XVIII, passou em revista as diferentes formas de governo em sua obra O Esprito das Leis.
Denis Direrot: Foi o responsvel pela organizao dagrande Enciclopdia, obra em 35 volumes, publicada entre 1751 e 1752, que continha as novas idias. O governo condenou a obra, proibindo sua divulgao em duas oportunidades. Diderot foi auxiliado por um matemtico, d'Alembert, tendo como colaboradores a maior parte dos novos pensadores e escritores.
Jean-Jacques Rousseau: Ao contrrio de Voltaire e Montesquieu, monarquistas liberais, foi um democrata convicto. Suas idias foram expostas num tratado de educao e, principalmente, no Contrato Social, sua obra mxima. Uniu-se ao enciclopedistas, procurou analisar as razes das desigualdades sociais, para ele, o ser humano naturalmente bom, mas a sociedade o corrompe, gerando desigualdades sociais, escravido e tirania. Suas idias foram seguidas por Robespierre e outros lderes da Revoluo Francesa.

Os filsofos do Iluminismo buscaram enxergar de maneira racional as sociedades, destacando os problemas das naes imersas no Antigo Regime. Dentre os aspectos interpretados, destaca-se a crtica sociedade estamental de privilgios de nascimento e a autocracia monrquica exercida sob o pretexto da interveno divina.


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