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Primeiros povos: 1. Os índios

FUNAI | Página 3 - Pedagogia & Comunicação

Ao chegarem ao Brasil, os portugueses encontraram um território povoado. Seus habitantes, porém, desconheciam a escrita e não deixaram documentos sobre o próprio passado. O conhecimento que temos sobre o índio brasileiro do século 16 baseia-se principalmente em relatos e descrições dos viajantes europeus que aqui estiveram, na época. Particularmente, os livros do alemão Hans Staden e do francês Jean de Lery, que conviveram com os índios por volta de 1550. Os dois apresentam detalhadamente o modo de vida indígena, relacionando aspectos que vão dos mais triviais, como as vestes e adornos, aos mais complexos, como as crenças religiosas. Sobre as épocas anteriores à chegada dos portugueses, os estudos históricos contam com a contribuição da Antropologia e da Arqueologia, que permitiram traçar um panorama abrangente, apesar da existência de lacunas.


Quadro de Albert Eckhout (Séc. 17) tematiza dança indígena
O povoamento da América do Sul teve início por volta de 20.000 a.C., segundo a maioria dos pesquisadores. Existem indícios de seres humanos no Brasil datados de 16.000 a.C., de 14.200 a.C. e de 12.770 a.C., encontrados nas escavações arqueológicas de Lagoa Santa (MG), Rio Claro (SP) e Ibicuí (RS). A dispersão da espécie por todo o território nacional aconteceu em cerca de 9000 a.C., quando o número de homens aumentou muito. Tupis e guaranis

Ao longo desse processo, teria ocorrido a diferenciação lingüística e social que deu origem aos troncos indígenas Macro-Jê e Macro-Tupi. Deste último, entre os séculos 8 e 9, originaram-se as nações Tupi e Guarani. São as que mais se destacam nos últimos 500 anos da História do Brasil, justamente porque tiveram um contato mais próximo com o homem branco.

Na chegada de Pedro Álvares Cabral, em 1500, estima-se que os índios brasileiros fossem entre um e cinco milhões. Os tupis ocupavam a região costeira que se estende do Ceará a Cananéia (SP). Os guaranis espalhavam-se pelo litoral Sul do país e a zona do interior, na bacia dos rios Paraná e Paraguai. Em outras regiões, encontravam-se outras tribos, genericamente chamados de tapuias, palavra tupi que designa os índios que falam outra língua.

Apesar da divisão geográfica, as sociedades tupis e guaranis eram bastante semelhantes entre si, nos aspectos lingüísticos e culturais. Os grupos se formavam e se mantinham unidos principalmente pelos laços de parentesco, que também articulavam o relacionamento desses mesmos grupos entre si. Agrupamentos menores, as aldeias ligavam-se através do parentesco com unidades maiores, as tribos.

Rios navegáveis e terras férteis

Os índios sobreviviam da caça, da pesca, do extrativismo e da agricultura. Nem esta última, porém, servia para ligá-los permanentemente a um único território. Fixavam-se nos vales de rios navegáveis, onde existissem terras férteis. Permaneciam num lugar por cerca de quatro anos. Depois de esgotados os recursos naturais do local, migravam para outra região, num regime semi-sedentário.

Suas tabas (aldeias) abrigavam entre 600 e 700 habitantes. Levando em conta as possibilidades de abastecimento e as condições de segurança da área, um conselho de chefes determinava o local onde eram erguidas. As aldeias eram formadas por ocas (cabanas), habitações coletivas que apresentavam formas e dimensões variadas. Em geral, as ocas eram retangulares, com o comprimento variando entre 40 m e 160 m e a largura entre 10 m e 16 m. Abrigavam entre 85 e 140 moradores. Suas paredes eram de madeira trançada com cipó e recobertas com sapé desde a cobertura.

As várias aldeias se ligavam entre si através de trilhas, que uniam também o litoral ao interior. Algumas eram muito extensas como a do Peabiru, que unia a região da atual Assunção, no Paraguai, com o planalto de Piratininga, onde se situa a cidade de São Paulo. Descobrimentos arqueológicos confirmam contatos entre os tupis-guaranis e os incas do Peru: objetos de cobre dos Andes foram desenterrados em escavações, no Rio Grande do Sul e no Estado de São Paulo.

Mandioca, peixe e mariscos

A alimentação dos índios do Brasil se compunha basicamente de farinha de mandioca, peixe, mariscos e carne. Conheciam-se os temperos e a fermentação de bebidas alcoólicas. Com as fibras nativas dos campos e florestas, fabricavam-se cordas, cestos, peneiras, esteiras, redes, abanos de fogo; moldavam-se em barro diversos tipos de potes, vasos e urnas funerárias, pois enterravam seus mortos.

Na taba, vigorava a divisão sexual do trabalho. Aos homens cabiam as tarefas de esforço intenso, como o preparo da terra para o cultivo, a construção das ocas e a caça. Além destas, havia a atividade que consideravam mais gloriosa - a guerra. As mulheres, além do trabalho natural de dar a luz e cuidar das crianças, semeavam, colhiam, modelavam, teciam, faziam bebidas e cozinhavam.

Os casamentos serviam para estabelecer alianças entre aldeias e reforçar os laços de parentesco. A importância da família se contava pelo número de seus homens. As grandes famílias tinham um líder e as aldeias tinham um chefe, o morubixaba. Em torno dele, reunia-se um conselho da taba, formado pelos líderes e o pajé ou xamã, que desempenhava um papel mágico e religioso. As crenças religiosas dos índios possuíam papel ativo na vida da tribo. Praticavam-se diversos rituais mágico-sagrados, relacionados ao plantio, à caça, à guerra, ao casamento, ao luto e à antropofagia.

Antropofagia e vida após a morte

Basicamente, os tupi-guaranis acreditavam em duas entidades supremas - Monan e Maíra - identificados com a origem do universo. Ao lado das divindades criadoras, figurava também uma entidade - Tupã - associada à destruição do mundo, que os índios consideravam inevitável no futuro, além de ter ocorrido em passado remoto. Acreditavam também na vida após a morte, quando o espírito do morto iniciava uma viagem para o Guajupiá, um paraíso onde se encontraria com seus ancestrais e viveria eternamente. A prática da antropofagia talvez estivesse especialmente ligada a essa viagem sobrenatural, sendo uma espécie de ritual preparatório para ela, segundo alguns estudiosos.

Para outros, o ritual antropofágico servia para reverenciar os espíritos dos antepassados e vingar os membros da aldeia mortos em combate. Não se descarta a hipótese de que tivesse também um significado alimentar, em época de escassez de recursos. De qualquer modo, após as batalhas contra tribos inimigas, o ritual antropofágico tinha caráter apoteótico, mobilizando todos os membros da aldeia numa sucessão de danças e encenações que terminavam com a matança de prisioneiros e o devoramento de seus corpos.

Na organização política de uma aldeia, destacava-se a figura do chefe, o morubixaba, mas este só exercia efetivamente o poder em tempos de guerra. Ainda assim não podia impor a sua vontade, devendo convencer um conselho da aldeia, por meio de discursos. A guerra era uma atividade epidêmica. Acontecia por razões materiais, como conquistar terras privilegiadas; morais e sentimentais, como a vingança da morte de parentes ou amigos por grupos adversários; ou ainda religiosas, vinculadas à antropofagia.


Gravura de Théodore de Bry, mostrando pernis, costelas e paletas humanas sendo preparados no moquém,
a churrasqueira indígena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um povo guerreiro

O caráter beligerante das sociedades indígenas brasileiras desmentem a versão da História segundo a qual os índios se limitaram a assistir à ocupação da terra pelos europeus, sofrendo os efeitos da colonização passivamente. Ao contrário, nos limites das suas possibilidades resistiram à ocupação territorial, lutando bravamente por sua segurança e liberdade. Entretanto, o contato inicial entre índios e brancos não chegou a ser predominantemente conflituoso. Como os europeus estivessem em pequeno número, podiam ser incorporados à vida social do índio, sem afetar a unidade e a autonomia das sociedades tribais.

Isso favoreceu o intercâmbio comercial pacífico, as trocas de produtos entre os brancos e os índios, principalmente enquanto os interesses dos europeus se limitaram ao extrativismo do pau-brasil. Em geral, nas três primeiras décadas de colonização, os brancos se incorporavam às aldeias, totalmente sujeitos à vontade dos nativos. Mesmo em suas feitorias, os europeus dependiam de articular alianças com os indígenas, para garantir a alimentação e segurança.

Posteriormente, quando o processo de colonização promoveu a substituição do extrativismo pela agricultura como principal atividade econômica, o padrão de convivência entre os dois grupos raciais sofreu uma profunda alteração: o índio passou a ser encarado pelo branco como um obstáculo à posse da terra e uma fonte de mão-de-obra barata. A necessidade de terras e de trabalhadores para a lavoura levaram os portugueses a promover a expulsão dos índios de seu território, assim como a sua escravização. Assim, a nova sociedade que se erguia no Brasil impunha ao índio uma posição subordinada e dependente.

Confederação dos tamoios

Contra essa ordem, a reação indígena assumiu muitas vezes caráter violento, como a guerra dos Tamoios, que se estendeu por três anos, a partir de 1560. Incentivados por invasores franceses estabelecidos na Baía da Guanabara, vários grupos desses índios uniram-se numa confederação para enfrentar os portugueses, ao longo do litoral entre os atuais estados do Rio de Janeiro e São Paulo. A atuação dos jesuítas Manuel de Nóbrega e José de Anchieta resultou num acordo de paz, realizado em Iperoígue, uma aldeia situada onde hoje se localizam os municípios paulistas de São Sebastião e Ubatuba.

Outra possibilidade de reação indígena ao avanço português era a submissão, assumida sob a condição de "aliados" ou escravos. Essa forma de convivência "pacífica" foi obtida particularmente graças ao trabalho dos padres missionários que, promovendo a cristianização dos índios, combatiam sua cultura e tradições religiosas, além de redistribuí-los territorialmente, em geral de acordo com os interesses dos colonizadores.

As Sociedades

Os índios sobrevivem. Não apenas biologicamente, mas também do ponto de vista das tradições culturais, segundo comprovam estudos recentes, os quais demonstram que a população indígena vem aumentando rapidamente nas últimas décadas. Hoje, as 215 diferentes sociedades somam cerca de 358 mil pessoas, que falam 180 línguas distintas. Os índios vivem nos mais diversos pontos do território brasileiro e representam, em termos demográficos, um pequeno percentual da população de 150 milhões de habitantes do Brasil. Todavia são um exemplo concreto e significativo da grande diversidade cultural existente no País.

Os seus antepassados contribuíram com muitos aspectos de suas diversificadas culturas para a formação do que atualmente se chama Brasil: um país de vasta extensão territorial, cuja população é formada pelos descendentes de europeus, negros, índios e, mais recentemente, também de imigrantes vindos de países asiáticos, que mesclaram suas diferentes línguas, religiões e tradições culturais em geral, propiciando a formação de uma nova cultura, fortemente marcada por contrastes.

Mais da metade da população indígena está localizada nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, principalmente na área da Amazônia Legal. Mas há índios vivendo em todas as regiões brasileiras, em maior ou menor número, com exceção dos estados do Piauí e Rio Grande do Norte.

Mesmo no Piauí, existem grupos de pessoas que vivem no interior do estado as quais vêm se auto-identificando como indígenas e começam a reivindicar o reconhecimento como indígenas junto à FUNAI.

Muitos dos nomes usados para designar as sociedades indígenas que vivem no Brasil não são autodenominações destas sociedades. Foram imensas as dificuldades de comunicação entre os europeus e os nativos da terra, bem como, muito mais tarde, entre os funcionários do órgão indigenista oficial e mesmo entre os antropólogos e os índios, motivadas pelo não-entendimento das línguas faladas.

Assim sendo, é comum que uma sociedade indígena seja conhecida por uma denominação que lhe foi atribuída aleatoriamente pelos primeiros indivíduos que entraram em contato com ela ou pela denominação dada pelos inimigos tradicionais. Ela é quase sempre pejorativa. E há, ainda, sociedades que receberam nomes diferentes em épocas diversas.

Portanto, a mesma sociedade indígena pode ser conhecida por vários nomes e eles nem sempre são escritos da mesma forma. Isto depende de convenção feita pelos não-índios, uma vez que os falantes originais das línguas indígenas eram ágrafos, isto é, não conheciam a escrita.

Existe uma "Convenção para a grafia dos nomes tribais" estabelecida pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA) em 1953. Embora muitos aspectos desta convenção sejam respeitados pelos antropólogos até hoje, há outros aspectos que nunca foram seguidos.

Sobreviventes

Finalmente, para preservar a unidade e a integridade de seu modo de vida, os índios optaram também pela migração para as áreas interioranas, cujo acesso difícil tornava o contato com o branco improvável ou impossibilitava a este exercer seu domínio. Essa alternativa, porém, teve um preço alto para as tribos indígenas, forçando-as a adaptar-se a regiões mais pobres ou inóspitas.

Ainda assim, em relação ao enfrentamento ou à submissão, o isolamento foi o que permitiu parcialmente aos índios preservarem sua herança biológica, social e cultural. Dos cinco milhões de índios da época do descobrimento, existem atualmente cerca de 350 mil, segundo a Funai - Fundação Nacional do Índio (dados de 2005).

Quadro de Etnias

ESTADO ETNIAS POPULAÇÃO TOTAL
ACRE (AC)
Amawáka Katukina Nukuini
Arara Kaxinawá Poyanawa
Ashaninka Kulina Shanenawa
Deni Manxinéri Yawanáwa
Jaminawa Nawa  
9.868
ALAGOAS (AL)
Cocal Karapotó Xucuru-Kariri
Jeripancó Tingui-Botó  
Kariri-Xocó Wassú  
5.993
AMAPÁ (AP)
Galibi Karipuna Wayampi
Galibi-Marworno Palikur Wayána-Apalai
4.950
AMAZONAS (AM)
Apurinã Katawixi Parintintin
Arapáso Katukina Paumari
Aripuaná Katwená Pirahã
Banavá-Jafí Kaxarari Pira-tapúya
Baniwa Kaxinawá Sateré-Mawé
Barasána Kayuisana Suriána
Baré Kobema Tariána
Deni Kokama Tenharin
Desana Korubo Torá
Himarimã Kulina Tukano
Hixkaryana Maku Tukúna
Issé Marimam Tuyúca
Jarawara Marubo Waimiri-Atroari
Juma Matis Waiwái
Juriti Mawaiâna Wanana
Kaixana Mawé Warekena
Kambeba Mayá Wayampi
Kanamari Mayoruna Xeréu
Kanamanti Miranha Yamamadi
Karafawyána Miriti Yanomami
Karapanã Munduruku Zuruahã
Karipuna Mura  
83.966
BAHIA (BA)
Arikosé Kariri Pataxó
Atikum Kiriri Pataxó Hã Hã Hãe
Botocudo Kiriri-Barra Tupinambá
Kaimbé Pankararé Tuxá
Kantaruré Pankararú Xucuru-Karirí
16.715
CEARÁ (CE)
Jenipapo
Kariri Tabajara
Kalabassa Pitaguari Tapeba
Kanindé Potiguara Tremembé
5.365
ESPÍRITO SANTO (ES)
Guarani [M'byá]
Tupiniquim
1.700
GOIÁS (GO)
Ava-Canoeiro
Karaja Tapuya
346
MARANHÃO (MA)
Awá Guajajara Krikati
Guajá Kanela Timbira (Gavião)
18.371
MATO GROSSO (MT)
Apiaká
Katitaulú Pareci
Arara Kayabí Parintintin
Aweti Kayapó Rikbaktsa
Bakairi Kreen-Akarôre Suyá
Bororo Kuikuro Tapayuna
Cinta Larga Matipu Tapirapé
Enawené-Nawê Mehináko Terena
Hahaintsú Metuktire Trumai
Ikpeng Munduruku Umutina
Irantxe Mynky Waurá
Juruna Nafukuá Xavante
Kalapalo Nambikwara Xiquitano
Kamayurá Naravute Yawalapiti
Karajá Panará Zoró
25.126
MATO GROSSO DO SUL (MS)
Atikum
Kadiwéu Ofaié
Guarany (Kaiwá e Nhandéwa) Kamba Terena
Guató Kinikinawa Xiquitano
32.519
MINAS GERAIS (MG)
Atikum Maxakali Tembé
Kaxixó Pankararu Xakriabá
Krenak Pataxó Xucuru-Kariri
7.338
PARÁ (PA)
Amanayé Karafawyána Tembé
Anambé Karajá Timbira
Apiaká Katwena Tiriyó
Arara Kaxuyana Turiwara
Araweté Kayabi Wai-Wai
Assurini Kayapó Waiãpi
Atikum Kreen-Akarôre Wayana-Apalai
Guajá Kuruáya Xeréu
Guarani Mawayâna Xipaya
Himarimã Munduruku Zo'e
Hixkaryána Parakanã  
Juruna Suruí  
20.185
PARAÍBA (PB)
Potiguara
7.575
PARANÁ (PR)
Guarani (M'byá e Nhandéwa)
Kaingang Xeta
10.375
PERNAMBUCO (PE)
Atikum
Kapinawá Tuxá
Fulni-ô Pankararú Xucuru
Kambiwá Truká  
23.256
RIO DE JANEIRO (RJ)
Guarani
330
RIO GRANDE DO SUL (RS)
Guarani
Guarani Mbya Kaingang
13.448
RONDÔNIA (RO)
Aikaná
Kanoê Pakaanova
Ajuru Karipuna Paumelenho
Amondawa Karitiana Sakirabiap
Arara Kaxarari Suruí
Arikapu Koiaiá Tupari
Ariken Kujubim Urubu
Aruá Makuráp Uru Eu Wau Wau
Cinta Larga Mekén Urupá
Gavião Mutum  
Jabuti Nambikwara  
6.314
RORAIMA (RR)
Ingaricô
Taurepang Waiwaí
Macuxi Waimiri-Atroari Yanomami
Patamona Wapixana Ye'kuana
30.715
SANTA CATARINA (SC)
Guarani
Guarani Nhandeva Xokleng
Guarani Mbya Kaingang  
5.651
SÃO PAULO (SP)
Guarani
Kaingang Terena
Guarani M'Bya Krenak  
Guarani Nhandeva Pankararu  
2.716
SERGIPE (SE)
Xocó
310
TOCANTINS (TO)
Apinaye Javae Tapirape
Ava-Canoeiro Karaja Xerente
Guarani Kraho  
7.193


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