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Europa - Turquia - A queda de Constantinopla


A queda de Constantinopla nas mãos do Sultão Muhámad II, o Conquistador, verificou-se em 1453 e assinala o fim do Império Romano do oriente. Do oriente emigram sábios e artistas para o ocidente. Esta onda cultural que se espraia na Europa deu origem à renascença. O patriarcado ortodoxo da cidade perde o tradicional vínculo com o império do Oriente, agora encerrado.

O direito privado começa a sofrer novas influências decorrentes do renascimento da cultura greco-romana. Há uma tendência para a sua unificação do direito dentro das novas nações e dos grandes principados, tendo como fonte do direito, cada vez mais o soberano em nome do Estado.

Os sultãos reconhecem ao patriarca de Constantinopla o papel de representante dos cristãos ortodoxos presentes no vasto império otomano. O cargo de patriarca é submetido a pesados impostos, enquanto a sede é deslocada para o bairro Fanario.

Após a queda de Constantinopla, vários Papas tentaram salvar os ortodoxos do domínio muçulmano. De Nicolau V a Leão X, todos os Papas deste período buscaram socorrer o império moribundo do oriente, porém sem resultados satisfatórios.

Os turcos favorecem a centralização em Constantinopla de patriarcados antes independentes, como o sérvio ou o búlgaro. Por isso, as lutas de independência dos povos submetidos aos otomanos freqüentemente mesclaram-se à reivindicação de autonomia eclesiástica em relação à Constantinopla. A tomada pelos otomanos de Constantinopla deixou na geografia uma marca que até hoje divide os territórios da fé muçulmana e cristã. Os turcos nessa época marcharam sobre Budapeste e Viena. No sul, as galeras otomanas atacavam os portos italianos.

A Europa resistiu. O continente tornara-se o terreno das inovações bélicas: a qualidade da pólvora e a fundição de canhões muito menores de ligas de bronze e estanho.
Artistas, protótipos dos engenheiros e designers modernos, foram mobilizados para criarem armas mais sofisticadas. Os cadernos de Leonardo da Vinci trazem desenhos de um embrião da metralhadora, de um tanque primitivo e de um canhão a vapor.
A própria estratégia e a indústria militar se modernizaram. Na Itália, o uso de companhias de arqueiros, protegidos por soldados com lanças, pôs fim à hegemonia da cavalaria medieval. A artilharia tornou-se mais importante que a cavalaria na destruição de fortalezas.

Não havia um centro único de produção de arcos, nem de canhões — seja dos mais antigos, de bronze, ou dos mais novos e mais baratos, de ferro fundido. Tais armamentos estavam sendo produzidos próximo das jazidas de minérios em Málaga (Espanha), Milão (Itália), Liège (França) e até mesmo na Suécia.

A combinação de inovações tecnológicas, de um espírito comercial, e de uma fé flexível, que permitia a guerra, empurrou a Europa para o Oriente.

Fonte: Monfort.org.br

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