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O surgimento da escrita (2) - Os caracteres chineses


O terceiro grande sistema é originário da China, e os mais antigos vestígios – fragmentos de marfim e osso – datam de há mais ou menos 1500 - 1000 a. C. Os Chineses desenvolveram um complexo sistema de escrita a partir da combinação de pictogramas, ideogramas e sinais.

De igual modo, a invenção de um novo suporte foi uma "conquista" do povo chinês, conseguida a partir de uma planta fibrosa – a cana de bambu, sendo todo o seu processo, desde o corte dos ramos até à moldagem das folhas, um trabalho manual.

Tal como acontecia com o papiro, também as fibras do bambu eram amaciadas com cal e expostas ao sol até secarem por completo, ao que se seguia o processo de as mergulhar por um par de dias para que as fibras internas se separassem da camada exterior mais rugosa.

Depois de secas ao sol (para ficarem mais claras) essas fibras eram moídas com a ajuda de um pilão de madeira até formarem uma papa, à qual se misturava uma quantidade de cré ou de farinha de arroz, para garantir ao futuro papel uma certa brancura. De seguida, era trabalhada a sua consistência, pelo recurso ao método de compressão e aplicação de colas obtidas a partir de plantas, para segurar as fibras no seu conjunto. O resultado final era então a obtenção de uma folha de papel, ainda que com um aspecto ligeiramente grosseiro.

A diferença entre a folha de Tsai-Lun e as anteriores (de papiro e pergaminho) reside no fato de, num primeiro momento as plantas serem desfibradas para, num segundo momento, serem novamente juntas de modo a formarem um feltro por empastamento. Com algumas nuances, este é o princípio que se mantém até hoje no fabrico do papel.

É também com os Chineses que tem lugar um novo tipo de operação, o da formação das folhas. Pelo emprego de um molde retangular, cujo fundo era constituído por uma fina rede de seda (que filtrava a água), os artífices iam constituindo, com muita paciência, folhas a partir da pasta inicial. Muito dificilmente as folhas tinham a mesma espessura, daí que tenhamos referido que as folhas se apresentavam com um aspecto "grosseiro".

A mesma operação era repetida até que se formasse uma pilha de folhas para serem prensadas e, por fim, separadas e dispostas ao sol em superfícies lisas para secarem. E assim nascia uma arte que os Chineses dominaram por um longo período de tempo e da qual o Ocidente só tomou conhecimento muito mais tarde.

Veja também: O surgimento da escrita | Os caracteres chineses | A Escrita Hieroglífica no Egito | A escrita cuneiforme da Mesopotâmia | O alfabeto: uma nova forma de escrita | Considerações finais

Fontes: UFRJ | Revista Temas

>> AINDA SOBRE O surgimento da escrita

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