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Europa - Alemanha - O surgimento da Imprensa


A imprensa é um fenômeno recente com mais ou menos 300 anos de existência, e no principio a serviço da sociedade burguesa e suas atividades lucrativas.

Até o século XV, vários tipos de matérias foram utilizados para a transmissão de informações, tais como o papiro, linho, algodão e o pergaminho, orem somente após o séc XV que a melhoria do papel fez a diferença na transmissão das informações.

A partir de 1438, o Alemão Gutemberg, utiliza-se de um invento chinês a tipografia, e transforma os tipos de madeira para chumbo, o que torna as composições mais convincentes.

Esta primeira fase da imprensa foi marcada principalmente por dois fatores decisivos para a sua evolução, a escolaridade (grande parte da população era analfabeta) e o poder aquisitivo (papel impresso era muito caro).

Neste período as Gazetas estavam divididas em duas partes as gazetas manuais (totalmente manuscritas e de maior credibilidade) e as impressas. Esta foi a forma como deu-se início ao intercambio mundial (1400 a 1600) e pode ser considerado a primeira fase da globalização, pois ligou-se o comercio entre as Cidades Italianas e o Oriente, divulgou-se as Grandes Descobertas e até mesmo as novas formas do Mundo.

As centrais de correspondências estavam nos centro de atenção (Veneza, Áustria, etc.), e divulgava somente os interesses pelo comércio, pelas técnicas e curiosidade sobre as viagens.

Como as Gazetas impressas eram pagas por assinatura, e a um alto custo, havia alguns problemas, tais como o conflito de informações, o que tornou lenta a sua expansão.

Este período também pode ser considerado o período heróico do jornalismo.

1527 - Fenômeno Religioso - Grande fato divulgado pela imprensa Reforma com as 13 teses de Martinho Lutero, criticas à Igreja, aos dogmas, às indulgências,a utilização de Cristo para a manipulação, o celibato e a infalibilidade do papa.

Neste período a leitura passou a ser instituída como uma forma de salvação, pois a bíblia que era monopólio da igreja com um custo estimado de 90 bois, mais ou menos 30 mil reais ( feita em pergaminho), passa agora a ser de domínio público com o custo de ovelha mais ou menos 200 reais (impressa pelas novas técnicas).

Com a intenção de formar novos leitores para os jornais, inicia-se por volta do séc 16 a alfabetização familiar centrada na religião.

No século 17 tem início a contra reforma, e com ela a reestruturação das sociedades, inclusive com um grande significativo aumento do poder aquisitivo, além da liberdade de expressão o que levou a um avanço no consumo de jornais.

Neste período o surgimento dos jornais necessitava da autorização dos reis.

O Segundo momento da impressa no mundo

Por volta de 1600, a formação da sociedade burguesa e sem origem definida, já que a maioria não pertencia nem ao clero e muito menos a nobreza, toma o poder político, e começa a questionar a divisibilidade dos poderes nacionais.

Na Inglaterra, neste período o rei foi obrigado a aceitar a negociação sobre seu poder e a carta magna (João sem terra e a República de Craw) e por volta de 1664 a 1660 os puritanos derrubam a monarquia.

A França com o poder centralizado no Rei Luiz XIV (O Estado sou EU), atrelado a ele estava a nobreza e o clero que nem tributos pagavam. O país estava dividido entre o clero, a nobreza e o 3º Estado (resto).

Julho de 1788, concessões feitas à burguesia ascendente, torna-se base das críticas sobre o estado francês, e onde tem início os confrontos entre a nobreza e seus exércitos enfraquecidos e a burguesia com uma milícia forte e popular, e com isso cai o símbolo do pode absoluto francês, é tomada a bastilha.

Este período ficou marcado principalmente pelo artigo 11 da Constituição francesa (26/08/1789) A livre comunicação, e neste período de liberdade de imprensa, os meios de informação escritos aumentam em um curto período o que não havia acontecido nos últimos 200 anos. Em apenas 2 anos e 6 meses surgem nas cidades francesas 680 jornais. O que levou a condições básicas para o surgimento da imprensa moderna.

Esta evolução transformou a imprensa de forma que se tornou combativa, ou seja, revolucionária, ativista, com opinião formada politicamente (centro, direita e esquerda).

A imprensa política deixa o gênero informativo e adota o gênero opinativo, a partir do momento que supeficializava por ideologias as informações.

Em 1792, o fechamento do parlamento traz instabilidade para o Estado, e a imprensa paga o pato.

A transformação da Imprensa em mercadoria foi um processo que levou a materialização de produtos como forma de ganhar dinheiro, principalmente nos Estados Unidos da América que teve um processo de urbanização rápido e com a transformação dos centros comerciais (Baltimore, Nova York) e foi uma forma de gerar lucros nunca vistos antes.

A imprensa americana não nasce popular, portanto havia a necessidade de um jornal popular, com textos mais fácil, e desta iniciativa nasce o “Sol de Nova York” centrado no cais que no início será editado com 5000 exemplares e 5 anos depois seriam 30.000 exemplares.

Os jornais normais americanos custavam cerca de US$ 0,12 (doze centavos de dólar) o que era caro para a população. Porém, Benjamim populariza a imprensa incluindo publicidades, e dá inicio a chamada imprensa de centavo e o jornal popular passa a custar US$ 0,2 (dois centavos de dólar).

A partir de 1845 os jornais populares contam com uma tiragem de 80,000 exemplares porém a imprensa vulgariza suas manchetes adotando o sensacionalismo e o trech ( bois de duas cabeças, etc.).

O Rádio trouxe uma nova fase ao papel do jornalismo, pois foi um grande instrumento revolucionário já que este novo instrumento de comunicação inseriu os não escolarizado nos meios de comunicação. Então com advento do rádio o jornal falado torna-se uma aldeia global.

Neste processo temos um rompimento na impressa escrita que foi até 1980, pois neste período desde a sua invenção processo era o mesmo de Gutemberg, e este rompimento se dá com o advento do computador e seus recursos digitais.

Hoje estamos em fase de uma nova revolução, onde o necessário não é a reflexão, mas sim os meios tecnológicos e tornou a Internet uma nova base comunitária.

O desafio para um futuro próximo é a televisão digital que deverá romper com o formato atual, trazendo até os indivíduos centros computadorizados, a criação de novas referencias e arquivos de interesses e sem dependência de editores e ainda com baixo custo, levando a uma nova forma de alfabetização mundial.

O estatuto da burguesia foi um estatuto social na Idade Média. Estes tinham como origem o povo, mas que ao longo dos tempos foram ganhando riqueza, ficando assim um povo rico ao qual damos o nome de burguesia. A sua riqueza deveu-se ao comércio, pois estes homens da burguesia eram essencialmente comerciantes.Estes (em Portugal), nunca tiveram orgulho em ser burgueses, queriam ser nobres.

Este era o estatuto que fazia tudo para subir na vida.

A burguesia, para alcançar o seu objetivo de ascender à nobreza, colaborou nos Descobrimentos, já que também era de todo o seu interesse estabelecer rotas comerciais com as praças mundialmente famosas, ajudando também assim na centralização do poder.

A burguesia portuguesa atinge o seu auge na segunda metade do século XVIII, em grande parte devido à atuação do Marquês de Pombal. Desde então, a burguesia atingiu um peso significativo na ação política e econômica do reino.

Nota: Só mais tarde se utiliza o nome de classes. Nesta época designavam-se as classes sociais por estatutos sociais.

Fonte: USP

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