Estilos Literários: 13. Segundo Tempo Modernista

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Colaboração: Bartolomeu Amâncio da Silva (Prof. Bartô)

o perodo de maturao e de regionalismo, revelando-se, aps as conquistas da gerao de 1922, uma fase muito rica na produo de prosa e poesia. Reflete o momento histrico conturbado, reinante no s na Europa, mas tambm no mundo.

Poesia - Nesta fase construtiva predomina a prosa, enquanto a poesia se apresenta de forma mais amadurecida. No precisa mais ser irreverente e experimentalista, nem chocar o pblico; agora familiarizado com a nova maneira de expresso. As influncias de Mrio de Andrade e Oswald de Andrade esto presentes na produo potica ps Semana de Arte Moderna. Os novos poetas do continuidade pesquisa esttica anterior, mantendo o verso livre e a poesia sinttica.

A nova tcnica est marcada pelo questionamento mais vigoroso da realidade, acompanhada da indagao do poeta sobre seu fazer literrio e sua interpretao sobre o estar-no-mundo. Conseqentemente, surge uma poesia mais madura e politizada, comprometida com as profundas transformaes sociais enfrentadas pelo pas. Ampliando os temas da fase anterior, volta-se para o espiritualismo e o intimismo, presentes em certas obras de Murilo Mendes, Ceclia Meireles, Jorge de Lima e Vinícius de Moraes.

A Prosa - A prosa reflete o mesmo momento histrico da poesia, cobrindo-se igualmente das preocupaes dos poetas da dcada de 30. So autores mais representativos: Jos Lins do Rego, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e rico Verssimo.

Nessa fase, a prosa se reveste de carter mais maduro e construtivo, refletindo e aproveitando as conquistas da gerao de 1922. A linguagem atinge certo equilbrio e adota uma postura mais documental ao expor a realidade brasileira e focalizar o aspecto social. Essa tendncia aplicada nos romances urbanos, voltados exposio da vida nas grandes cidades, revelando as desigualdades sociais, observadas na vida urbana brasileira, com destaque para algumas obras de rico Verssimo.

Os escritores focalizam, ainda, a realidade regional do pas, originando a prosa regionalista que destaca a seca e os flagelos dela decorrentes. Os romancistas comprometidos com essa temtica so: Rachel de Queiroz, Jos Lins do Rego, Jorge Amado e Graciliano Ramos. Ao lado dessa tendncia, encontra-se a prosa intimista ou de sondagem psicolgica, elaborada a partir do surgimento da teoria psicanaltica freudiana. Seus representantes so: Dionlio Machado, Lcio Cardoso e Graciliano Ramos. Portanto, a denncia social e a relao do "eu" com o mundo e, em especial, com o povo brasileiro so o ponto de tenso dos romances do perodo.

A preocupao mais marcante da prosa o homem do Nordeste, incluindo sua vida precria e as condies adversas impostas pela geografia do lugar, pela submisso dos trabalhadores aos proprietrios de terras, advinda de sua grave falta de instruo. O encontro com o povo brasileiro propicia, pois, o nascimento do regionalismo, reforado pelos temas dedicados decadncia dos engenhos; s regies de cana-de-acar; s terras do cacau no sul da Bahia; vida agreste; s constantes secas, aprofundando as desigualdades sociais; ao movimento migratrio; mo-de-obra barata, misria e fome.

Em 1945, encerra-se o perodo dinmico do Modernismo, abrindo espao para a fase de reflexo, devotada aos questionamentos sobre a linguagem, ao retorno a certos modelos estilsticos tradicionais, sobretudo, no incio dos anos 50, visando inovaes.

Some-se a isso que, o trmino da Segunda Guerra Mundial (1945) empurra o pas para a era industrial e passa a contar com um proletariado de grande peso representativo, vido de participar efetivamente da vida poltica. Alm disso, o pas desponta como uma potncia moderna, facilitando o aparecimento da nova esttica, revelando, segundo Antônio Cândido, "no seu ritmo histrico, uma adeso profunda aos problemas da nossa terra e da nossa histria contempornea".

Fonte: USP

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