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Estilos Literários: 02. Humanismo ou Pré-Renascentismo

Colaboração: Bartolomeu Amâncio da Silva (Prof. Bartô)

No período do Humanismo, século XV (1434 - 1527), também denominado Quatrocentismo ou Pré-Renascentismo, há três manifestações literárias que devem ser destacadas:

1. A poesia palaciana, compilada em 1516, no Cancioneiro Geral, por Garcia Resende. Era realizada na corte, por nobres e para a nobreza, e destinava-se ao entretenimento nos serões do Paço. Quase sempre frívola, afetada e circunstancial, era recitada nos serões do Paço ou servia a concursos poéticos, galanteios, homenagens e ditos espirituosos. A poesia separa-se da música, ou seja, enquanto no Trovadorismo a poesia se destinava ao canto e dependia do acompanhamento musical, na fase palaciana os poemas passam a ser compostos para a leitura individual ou para a declamação. O termo "trovador" passa a ter conotação pejorativa, designando um artista de recursos poéticos limitados, e surge a figura do poeta, tal qual hoje a concebemos: aquele que escreve para o prazer da leitura ou da recitação.

2. A prosa historiográfica, desenvolvida nas "crônicas de Fernão Lopes, reúnem duas virtudes de seu autor: a visão histórica e as qualidades estilísticas. Fernão Lopes reconstruiu a história dos reis de Portugal a partir de rigorosa pesquisa e interpretação documental, aliando a excelência da investigação à qualidade literária da prosa em que vazou suas crônicas. Foi, simultaneamente, o primeiro historiador e o primeiro bom prosador da língua. Estilo simples, elegante e coloquial. Há ações simultâneas, cortes abruptos na narrativa e digressões. Consegue presentificar os fatos mais remotos através de diálogos e retratos psicológicos. Aproxima-se da epopéia pela combinação de efeitos individuais e de movimentos de massa na mesma unidade de ação, fazendo convergir acontecimentos múltiplos para um desfecho.

3. O teatro medieval e popular de Gil Vicente, o poeta dramaturgo apelidado "O Genial Criador do Teatro Português" - As encenações litúrgicas que se faziam nas igrejas (mistérios, milagres e moralidades), e as profanas que se faziam nas praças e na corte (momos, farsas ou arremedilhos, entremezes, pantomimas e soties) foram os antecedentes medievais do teatro gilvicentino. Gil Vicente foi o primeiro a fazer valer o texto literário sobre a cenografia e o espetáculo. Expressou uma visão medieval do mundo renascentista. Realizou um teatro oposto à tradição clássica.



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