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Estilos Literários: 10. Segundo Tempo Modernista - Geração Presença

Colaboração: Bartolomeu Amâncio da Silva (Prof. Bartô)

Em 1927, um grupo de artistas fundou uma nova revista, Presença (cujo primeiro número saiu a 10 de Março, vindo a publicar-se, embora sem regularidade, durante treze anos), que tentou retomar e aprofundar as propostas de Orpheu. Contando com a colaboração de alguns participantes da geração anterior, os "presencistas" defenderam uma arte de caráter mais psicologizante. Seus principais representantes foram: José Régio, João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca.

Na literatura portuguesa, a revista Presença (de José Régio e João Gaspar Simões) é por uns entendida como "a contra-revolução do modernismo" (Eduardo Lourenço), e, por outros, como "um segundo modernismo".

O Presencismo, organizado em torno desta revista, representou a consolidação de algumas conquistas modernistas da Geração Orpheu e, ao mesmo, um recuo em relação às propostas mais radicais do Primeiro Tempo Modernista. Por isso a Geração Presença é caracterizada como conservadora no nível estético e no plano ideológico.

Privilegiou o psicologismo, a introspectiva radical, a busca do "eu profundo", o individualismo, a evasão dos problemas sociais. Propôs uma literatura neutra, sem outro compromisso que não tem com ela mesma; mais voltada para a temática universalizante, intemporal, na busca da "verdade mais profunda", da "essência".

A reação contra o evasionismo e o psicologismo do Grupo Presença iniciou-se com a revista Seara Nova, aglutinando, numa perspectiva mais sociológica, autores como António Ribeiro, Jaime Cortesão e Aquilino Ribeiro.



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