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Barroco: 2. O Barroco na Europa

  • Data de publicação
Itaú Cultural | Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro

Realizada em 1694, a pintura do padre jesuíta Andrea Pozzo no
teto da Igreja de Santo Inácio, em Roma, tornou-se uma
importante referência para a arte barroca.

O barroco surgiu na Itália após o Concílio de Trento, realizado de 1545 a 1563, que reuniu a cúpula da Igreja Católica e em que se decidiu pela oposição a certas inovações propostas por segmentos reformadores da Igreja.

A Contra-Reforma, como ficou conhecida essa reação, significou um grande impulso para a arte religiosa. Interessada em popularizar a tradição e os ensinamentos cristãos, a Igreja Católica patrocinou artistas e artesãos, multiplicou a produção de ornamentos e imagens para a decoração dos templos, e irradiou essa tendência estética por diferentes lugares ao redor do mundo.

O incentivo dado pela Igreja à produção artística levou artistas de toda a Europa para a Itália, criando um intercâmbio que fez o barroco se espalhar rapidamente pelas principais capitais do continente. O realismo das imagens de Caravaggio, a dramaticidade e o movimento de obras como as de Carracci e Bernini logo repercutiram na arte religiosa européia.


Diego Velázquez
Cristo Crucificado, 1632
óleo sobre tela, 250 x 170 cm
Museu do Prado, Madri

Espanha - Na Espanha, o impacto causado pelo barroco italiano foi notado principalmente na pintura. Diego Velázquez, o mais importante pintor espanhol à época, desenvolveu um trabalho marcado pelo realismo do italiano Caravaggio, que já em 1603 tinha obras expostas em Sevilha, onde Velázquez iniciou sua carreira.

Na escultura, no entanto, em vez do mármore usado na Itália, persistiu a opção pela talha em madeira, de origem medieval. As esculturas policromadas e cheias de detalhes e o uso de enormes retábulos ricamente decorados foram característicos tanto do barroco espanhol quanto do português e do brasileiro.

Portugal - O apogeu do barroco português se deu com o reinado de D. João V, após o domínio espanhol, de 1580 a 1640.

A influência italiana foi intensa. Na arquitetura destacaram-se o italiano Nicola Nazzoni, que desenvolveu no norte do país um estilo tipicamente português, e o alemão Frederico Ludovice, que após uma estadia em Roma transferiu-se para Portugal a convite dos jesuítas e projetou o Convento de Mafra.


Fachada do Convento de Mafra, construído entre 1717 e
1744 e decorado com esculturas italianas.

A expansão marítima de Portugal significou também a difusão e o desenvolvimento da arte barroca. Nas colônias, populações nativas e escravas eram doutrinadas no cristianismo, garantindo a conservação da Igreja Católica contra-reformista, que enfrentava dificuldades em vários pontos da Europa. As primeiras manifestações artísticas do barroco chegaram à América com a Companhia de Jesus, quando Portugal ainda estava sob domínio espanhol, e continuaram durante o processo de colonização do território português, a partir da restauração da Coroa.

A escultura em madeira, a talha dourada e a azulejaria usadas no barroco brasileiro, são heranças do barroco português.

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