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Regência Verbal e Nominal - 2ª Fase - ExercíciosRegência Verbal e Nominal - 2ª Fase
Profª Odete AntunesA sintaxe de regência cuida especialmente das relações de dependência em que se encontram os termos na oração ou as orações entre si no período composto. Os termos, quando exigem a presença de outro, chamam-se regentes ou subordinantes; os que completam a significação dos anteriores chamam–se regidos ou subordinados. Quando o termo regente é um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), ocorre a regência nominal.
Veja:
Agora note:
Quando um termo REGENTE é um VERBO, ocorre a REGÊNCIA VERBAL.
Voltemos:
Agora veja:
Como você deve ter notado, quando o termo REGENTE é um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), ocorre a REGÊNCIA NOMINAL, tanto no período simples quanto no composto por subordinação.
Nota: Na regência verbal, o termo regido pode ser ou não preposicionado: na regência nominal, ele é obrigatoriamente preposicionado.
A palavra REGÊNCIA vem do verbo reger (reger = -ência), e este do latim Regere = dirigir, guiar, conduzir, governar.
Dessa forma, regente é aquele que DIRIGE, CONDUZ, GOVERNA, e regido é aquele que é DIRIGIDO, CONDUZIDO, GOVERNADO.
Fique atento a isto:
O termo que completa o sentido de um verbo é chamado OBJETO. O objeto (termo regido) pode estar ligado (ao termo regente) por meio da preposição ou não. Se completar o verbo sem preposição obrigatória, recebe o nome de objeto direto, e pode ocorrer em período simples ou composto por subordinação.
Veja o exemplo:
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Notou no exemplo que este verbo CHAMAR não pede a preposição para ter significação no seu complemento? Temos aqui um período simples, (oração que apresenta apenas um verbo ou locução verbal).
No caso de dúvida(s) se o “a” é preposição ou artigo, tente substituí-lo pela preposição para. Se não der é porque não é preposição. Caso permaneça em dúvida consulte em nosso site a aula sobre Crase.
Outra dica para saber também se o complemento verbal é objeto direto ou indireto é só você fazer a pergunta depois do verbo, por exemplo, chama quem? Resposta: A atenção.
Troque o complemento “a resposta” pelo pronome isto, assim: chama quem? Resposta: isto. O pronome "isto" pediu preposição? Não, então o complemento do verbo é objeto direto.
Se o termo completar o sentido do verbo por meio da preposição obrigatória, então, o complemento verbal é objeto indireto. Veja o exemplo:
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Notou que o verbo pede a preposição para que o complemento verbal tenha sentido?
Agora troque o complemento verbal pelo pronome NISTO. Acredita em quê? Resposta: Nisto (contração da preposição "em" + o pronome "isto" = nisto). Fácil, não é?
No período composto por subordinação o processo é o mesmo.
Veja o exemplo:
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Que é que o público exigia? Resposta: que os ingressos fossem devolvidos.
Trocando a oração subordinada pelo pronome ISTO, temos como resposta: O público exigia isto.
Notou que o verbo EXIGIR não pediu a preposição? É por isto que a oração exemplificada é classificada como oração subordinada substantiva objetiva direta.
Note agora:
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Substituindo a oração subordinada pelo pronome NISTO, temos: Meus pais insistiam nisto.
NISTO é a contração da preposição em + o pronome isto.
Espero que você tenha entendido e gostado da explicação!
Para lembrar, veja o quadro abaixo:
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO VTD verbo transitivo direto (não exige preposição) OD objeto direto (completa o sentido de um verbo transitivo direto) VTI verbo transitivo indireto (exige a preposição) OI objeto indireto (completa o sentido de um verbo transitivo indireto) VTDI verbo transitivo direto e indireto CN complemento nominal (completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio) VV vozes verbais VA voz ativa: sujeito agente VPA voz passiva analítica (verbo ser + particípio) VPS voz passiva sintética (com o pronome “se”) VPR voz passiva reflexiva (sujeito agente e paciente)
REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS
ASPIRAR
• No sentido de 'almejar', 'pretender', pede complemento com a preposição 'a' (objeto indireto):
• No sentido de 'cheirar', 'sorver', 'inalar', pede complemento sem preposição (objeto direto):
ASSISTIR
• No sentido de 'prestar assistência', 'dar ajuda', é normalmente empregado com complemento sem preposição (objeto direto):
• No sentido de 'ver', 'presenciar como espectador', pede complemento com a preposição 'a' (objeto indireto):
• No sentido de ‘caber’, ‘pertencer’ pede complemento com a preposição 'a' (objeto indireto):
• No sentido de ‘convocar’, ‘mandar vir’, exige complemento sem preposição (objeto direto):
CHAMAR
• No sentido de 'cognominar', 'dar nome', pode ser tanto transitivo direto como indireto (com o objeto indireto regido pela preposição 'a' seguido de predicativo do objeto introduzido ou não pela preposição 'de'. Há, portanto, quatro construções possíveis:
Caso o complemento (objeto direto ou indireto) esteja representado por um pronome oblíquo átono, teremos as seguintes construções:
Chamei-o de covarde. Chamei-lhe de covarde.
Chamei-o covarde. Chamei-lhe covarde.
• Quando não forem acompanhados de pronome oblíquo átono, pedem complemento sem preposição (objeto direto).
ESQUECER, LEMBRAR
• Quando forem acompanhados de pronome oblíquo átono, pedem complemento com preposição 'de' (objeto indireto):
Empregado no sentido de 'ser custoso', 'ser difícil', pede complemento introduzido pela preposição 'a' (objeto indireto) e tem seu sujeito representado por uma oração com verbo no infinitivo:
CUSTAR
• No sentido de 'trazer como conseqüência', 'acarretar', exige complemento sem preposição (objeto direto):
IMPLICAR
• No sentido de 'mostrar-se impaciente', 'demonstrar antipatia', exige complemento com a preposição 'com' (objeto indireto):
Normalmente é usado com dois complementos: um sem preposição (objeto direto) e outro com preposição (objeto indireto). Admite duas construções: informar alguma coisa a alguém ou informar alguém de (ou sobre) alguma coisa.
INFORMAR
Esta regra a respeito do verbo INFORMAR aplicar-se também aos verbos AVISAR, CERTIFICAR, CIENTIFICAR, NOTIFICAR e PREVENIR.
Na linguagem culta deve ser empregado como transitivo indireto, com o complemento introduzido pela preposição 'a':
OBEDECER
Quando usado com complemento, é transitivo direto; portanto o complemento não deve vir introduzido por preposição:
NAMORAR
Se o complemento denota coisa, deve ir sem preposição (objeto direto); mas se o complemento denota pessoa, deve vir regido pela preposição 'a' (objeto indireto).
PAGAR / PERDOAR
Na linguagem culta, o verbo preferir deve ser empregado com dois complementos: um sem preposição (objeto direto) e outro com a preposição 'a' (objeto indireto)
PREFERIR
• No sentido de 'ter fundamento', 'mostrar-se verdadeiro', é empregado sem complemento (verbo intransitivo):
PROCEDER
• No sentido de 'originar-se', 'provir', é transitivo indireto com complemento regido pela preposição 'de':
• No sentido de 'levar a efeito', 'executar', 'realizar', é transitivo indireto com complemento regido pela preposição 'a':
• No sentido de 'desejar', 'ter vontade de', pede complemento sem preposição (objeto direto):
QUERER
• No sentido de 'estimar', 'ter afeto', é transitivo indireto com complemento regido pela preposição 'a':
Pede complemento com a preposição 'com' (objeto indireto).
SIMPATIZAR
VISAR
• No sentido de 'mirar' e de 'dar visto', pede complemento sem preposição (objeto direto):
• No sentido de 'ter vista', 'objetivar', é transitivo indireto com complemento regido pela preposição 'a':
PARA NÃO ESQUECER
Os pronomes o, a, os, as deve ser empregados como complemento de verbos transitivos diretos e os pronomes lhe, lhes como complementos de verbos transitivos indiretos:
Quer uma mesa nova.
—> Quero-a.
Quero a meus pais.
—> Quero-lhes.
Paguei o empréstimo.
—> Paguei-o.
Paguei ao gerente.
—> Paguei-lhe.
Convidei meus pais.
—> Convidei-os.
Obedeço a meu pai.
—> Obedeço-lhe.
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