Questões: Fogo Morto, de José Lins do Rego

  • Data de publicação

1. (MACKENZIE) Texto

1 O Capito Antnio Silvino voltava a tomar
2 conta de seus pensamentos. Admirava a vida
3 errante daquele homem, dando tiroteios, protegendo
4 os pobres, tomando dos ricos. Este era o
5 homem que vivia na sua cabea. Este era o seu
6 heri. Para ele s havia uma grandeza no mundo,
7 era a grandeza do homem que no temia o governo,
8 do homem que enfrentava quatro Estados,
9 que dava dor de cabea nos chefes de polcia,
10 que matava soldados, que furava cercos, que
11 tinha poder para adivinhar os perigos. Se um dia
12 visse o Capito Antnio Silvino seria um homem
13 feliz.

Jos Lins do Rgo Fogo morto

Assinale a alternativa correta sobre o texto.

(A) Evitando-se a repetio de grandeza (linha 6) e mantendo-se o sentido original, a segunda orao estariacorreta se fosse assim redigida: onde o homem.
(B) Substituindo-se uma grandeza no mundo (linha 5) por muitas fraquezas no mundo, a frase correta seria: Para ele s haviam muitas fraquezas no mundo.
(C) Em Admirava a vida errante daquele homem (linhas 2 e 3), a forma admiravadenota ao concluda num certo momento do passado.
(D) Em Admirava a vida errante daquele homem (linhas 2 e 3), substituindo-se daquele homem pelo pronome correspondente tem-se corretamente: Admirava-o a vida errante.
(E) A sucesso de oraes que caracterizam o homem (linhas de 7 a 11) produz um ritmo que sugere a intensa atividade atribuda ao Capito.


2. (UEL) Sobre o romance Fogo Morto, de Jos Lins do Rego, correto afirmar:

(A) Caracteriza-se como uma obra memorialista, pois a personagem central, mestre Jos Amaro, narra a sua histria pessoal, enfatizando os problemas que o mundo capitalista traz para o homem.
(B) Embora tenha sido escrito na dcada de 1930, quando o movimento modernista j havia operado uma revoluo na literatura, o romance bastante convencional, sobretudo na caracterizao da paisagem e do homem nordestino, aproximando-se da viso de mundo romntica.
(C) Apresenta uma viso saudosa da realidade poltica, econmica e social do Nordeste da primeira metade do sculo XX, bem como uma viso pitoresca do espao enfocado.
(D) O uso do discurso indireto livre um dos procedimentos de construo narrativa mais significativos do romance, na medida em que permite a diversidade de olhares sobre uma dada realidade e, ao mesmo tempo, auxilia no processo de aprofundamento do drama psicolgico vivenciado pelas personagens.
(E) Faz um retrato fotogrfico da realidade nordestina, afastando-se do ficcional, uma vez que parte de fatos que realmente existiram e que podem ser comprovados, como a decadncia dos engenhos de acar e a Guerra de Canudos.


3. (UFV) O romance regionalista dos anos 30, em cuja temática insere-se a obra Fogo Morto, abordou as questões socioeconômicas do Nordeste brasileiro.
Dentre as seguintes alternativas, apenas uma NÃO confirma a declaração acima. Assinale-a:

(A) Enquanto o desenvolvimento industrial deixou suas marcas na fase heróica do movimento modernista, o romance nordestino dos anos 30 privilegiou as heranças culturais do Brasil rural.
(B) O enredo de Fogo Morto é de natureza documental, confirmando a abolição da escravatura como um dos fatores preponderantes para o declínio da sociedade patriarcal brasileira.
(C) O personagem do romance regionalista da década de 30, não conseguindo vencer as adversidades de um destino hostil, evadiu-se no tempo e no espaço em busca de aventuras amorosas e sentimentais.
(D) Fogo Morto insere-se na temática social do “romance de 30”, consolidando o escritor José Lins do Rego como o romancista que melhor retratou a decadência dos senhores dos engenhos da cana-de-açúcar.
(E) O “romance de 30” retratou de forma mais direta a linguagem, o folclore e a vida social do Nordeste brasileiro, resgatando os valores e as tradições daquela sociedade patriarcal.


4. (UFV) A respeito de Fogo Morto, de José Lins do Rego, apenas NÃO se pode afirmar que:

(A) o autor utiliza-se de um narrador externo e distanciado do mundo narrado, recusando, assim, o processo tradicional da onisciência absoluta.
(B) o romance retrata a decadência econômico-social do “coronel” Lula de Holanda e seu povo, transformando o engenho Santa Fé em uma espécie de microcosmo da realidade nordestina brasileira.
(C) o andarilho Vitorino “Papa Rabo”, personagem semilouco e também decadente, é rotulado pela crítica como o Quixote sertanejo, sempre em busca de injustiças a corrigir.
(D) o protagonista Carlos de Melo narra episódios da infância e adolescência vividas no engenho do avô José Paulino, fornecendo-nos um amplo perfil da sociedade patriarcal do Nordeste açucareiro.
(E) os personagens Lula de Holanda, José Amaro e o quixotesco Vitorino vivem em permanente conflito com o mundo; suas mulheres, caracterizando-se pelo bom-senso e por atitudes mais combativas, confirmam a relevância da figura feminina naquela sociedade em decadência.


5. (FATEC) Texto para as questes 05 e 06

A velha Sinh no sabia mesmo o que se passava com o seu marido. Fora ele sempre de muito gnio, de palavrasduras, de poucos agrados. Agora, porm, mudara de maneira esquisita. Via-o vociferar, crescer a voz para tudo, at para osbichos, at para as rvores. No podia ser velhice, a idade abrandava o corao dos homens. Pobre da Marta que o pai nopodia ver que no viesse com palavras de magoar at as pedras. Por ela no, que era um resto de gente s esperando amorte. Mas no podia se conformar com a sorte de sua filha. O que teria ela de menos que as outras? No era uma moafeia, no era uma moa de fazer vergonha. E no entanto nunca apareceu rapaz algum que se engraasse dela. Era triste, lisso era. Desde pequena via aquela menina quieta para um canto e pensava que aquilo fosse at vantagem. A sua comadreAdriana lhe chamava a ateno:
Comadre, esta menina precisa ter mais vida.
No fazia questo. Moa era para viver dentro de casa, dar-se a respeito. E Marta foi crescendo e no mudou degnio. Botara na escola do Pilar, aprendeu a ler, tinha um bom talhe de letra, sabia fazer o seu bordado, tirar o seu molde,coser um vestido. E no havia rapaz que parasse para puxar uma conversa. Havia moas mais feias, mais sem jeito,casadas desde que se puseram em ponto de casamento. Estava com mais de trinta anos e agora aparecera-lhe aquelenervoso, uma vontade desesperada de chorar que lhe metia medo. Coitada da filha. E depois ainda por cima o pai nempodia olhar para ela. Vinha com gritos, com despropsitos, com implicncias. O que sucederia sua filha, por que Deus nolhe dera uma sina mais branda?, pensava assim a velha Sinh enquanto na tenda o mestre Jos Amaro batia sola. Aqueleofcio era doentio.
(Jos Lins do Rego, Fogo morto.)

Considere os enunciados a respeito do fragmento:

I. As expectativas familiares de Sinh frustram-se no momentoem que percebe que o marido tem um gnio difcil.
II. A ausncia de pretendente para se casar com Martarevela a Sinh que ela no soubera educar sua filha.
III. A velha Sinh se d conta de que o marido vive umacrise cujas razes, porm, ela desconhece.
IV. A relao entre pai e filha, no momento das reflexes davelha Sinh, est marcada pela violncia verbal.
V. A velha Sinh tem crises de choro ao perceber que suafamlia est se tornando desconhecida para ela.

So corretos os enunciados:

(A) I, II e IV.
(B) II, IV e V.
(C) II e III.
(D) III e IV.
(E) I, III e V.

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