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Questões: Macunaíma, de Mário de Andrade - 3


11. (FUVEST) Assinale a alternativa correta:

(A) Macunaíma é "o herói sem nenhum caráter" porque, no âmbito individual, é múltiplo e contraditório e, no plano da representação de uma coletividade, é inescrupuloso e mau caráter.
(B) Macunaíma é "o herói sem nenhum caráter" por apresentar uma personalidade complexa, caracterizada a partir de traços psicológicos delineados sob um ponto de vista objetivo e científico.
(C) Macunaíma é "o herói de nossa gente" por retratar, a partir dos traços múltiplos e contrastantes que o caracterizam, a coletividade brasileira, formada pela miscigenação racial e cultural.
(D) Macunaíma é "o herói de nossa gente" por ser, como os brasileiros, esperto e trapaceiro, valendo-se mais da criatividade que da inteligência em suas ações.
(E) Macunaíma é "o herói sem nenhum caráter" por reunir, de um ponto de vista psicológico e antropológico, as características de um povo cujo comportamento se define pela preguiça e imoralidade.


12. (POLI) Leia com atenção o texto que segue, retirado do capítulo "Ursa Maior", de Macunaíma, para responder à próxima questão:

Vamos dar a despedida,
– Taperá,
Talequal o passarinho,
– Taperá,
Bateu asa foi-se embora,
– Taperá,
Deixou a pena no ninho.
– Taperá,...
(Mário de Andrade, Macunaíma.)

Macunaíma – doente, sozinho e derrotado no final do romance – canta esses versinhos momentos antes de virar estrela. Essa velha canção recolhida pelo autor no folclore brasileiro, no contexto da obra, pode ser lida como:

(A) Um anúncio das ações finais do herói, similar ao gesto do passarinho que se retira de seu ninho.
(B) Uma revelação da pressa de Macunaíma, que queria sair voando do mundo.
(C) Uma mostra de que o herói de nossa gente virou pássaro e saiu voando do ninho, já que suas penas estavam caindo.
(D) Uma demonstração da alegria de Macunaíma que cantava feito um pássaro no fim do romance.
(E) Nenhuma, pois essa canção só foi colocada no livro para mostrar o folclore brasileiro.


13. (FUVEST) Leia o texto abaixo e considere as afirmações.

A inteligência do herói estava muito perturbada. As cunhãs rindo tinham ensinado pra ele que o sagui-açu não era saguim não, chamava elevador e era uma máquina. De manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças pardas não eram onças pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas.

(Mário de Andrade, Macunaíma)

I. As características modernistas desse fragmento estão não só no estilo, próximo do expressionismo, como também na ruptura da linguagem literária tradicional, já que palavras indígenas, coloquialismos e barbarismos passam a integrar o registro literário.

II. Nesse fragmento, o narrador incorpora a visão primitiva de Macunaíma, quando descreve a cidade de São Paulo. Pode-se dizer que ocorre uma inversão paródica do que se encontra em textos descritivos de cronistas europeus do século XVI, já que estes levavam em conta, muitas vezes, o referencial europeu para relatar a realidade da terra recém-descoberta.

III. Pode-se dizer que a justaposição de palavras indicadoras de ruídos, algumas onomatopaicas, sugere a intensidade do barulho urbano, assim como a enumeração das marcas de automóveis sugere o volume do tráfego.

Pode-se dizer que está(ão) correta(s)

(A) apenas a afirmação I.
(B) todas as afirmações.
(C) apenas a afirmação II.
(D) apenas as afirmações II e III.
(E) apenas a afirmação III.


14. (FUVEST) A presença da temática indígena em Macunaíma, de Mário de Andrade, tanto participa ___________, quanto representa uma retomada, com novos sentidos, _______.

Mantida a seqüência, as lacunas serão preenchidas corretamente por:

(A) do movimento modernista da Antropofagia / do Regionalismo da década de 30.
(B) do interesse modernista pela arte primitiva / do Indianismo romântico.
(C) do movimento modernista da Antropofagia / do Condoreirismo romântico.
(D) da vanguarda estética do Naturalismo / do Indianismo romântico.
(E) do interesse modernista pela arte primitiva / do Regionalismo da década de 30.


15. (UNIFESP) Uma feita em que deitara numa sombra enquanto esperava os manos pescando, o Negrinho do Pastoreio pra quem Macunaíma rezava diariamente, se apiedou do panema e resolveu ajudá-lo. Mandou o passarinho uirapuru. Quando sinão quando o herói escutou um tatalar inquieto e o passarinho uirapuru pousou no joelho dele. Macunaíma fez um gesto de caceteação e enxotou o passarinho uirapuru. Nem bem minuto passado escutou de novo a bulha e o passarinho pousou na barriga dele. Macunaíma nem se amolou mais. Então o passarinho uirapuru agarrou cantando com doçura e o herói entendeu tudo o que ele cantava. E era que Macunaíma estava desinfeliz porque perdera a muiraquitã na praia do rio quando subia no bacupari.
Porém agora, cantava o lamento do uirapuru, nunca mais que Macunaíma havia de ser marupiara não, porque uma tracajá engolira a muiraquitã e o mariscador que apanhara a tartaruga tinha vendido a pedra verde pra um regatão peruano se chamando Venceslau Pietro Pietra. O dono do talismã enriquecera e parava fazendeiro e baludo lá em São Paulo, a cidade macota lambida pelo igarapé Tietê
. (Mário de Andrade, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.)

Os “manos” mencionados no texto são:

(A) os índios que formam toda a tribo de Macunaíma.
(B) os amigos anônimos que Macunaíma encontrara em São Paulo e que passam alguns dias de descanso na Amazônia.
(C) Maanape e Jiguê, irmãos de Macunaíma.
(D) Piaimã, Oibê e os macumbeiros do Rio de Janeiro.
(E) Piaimã, Oibê, Maanape e Jiguê.

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