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Questões: Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida - 6


26. (PUC-SP) Em Memórias de um sargento de milícias, considerado como um todo, há uma forte caracterização dos tipos populares entre os quais destaca-se a figura de Leonardo filho. Indique a alternativa que contém dados que caracterizam essa personagem:

a) Narrador das peripécias relatadas em forma de memórias, conforme vem sugerido no título do livro, torna-se exemplo de ascensão das camadas sociais menos privilegiadas.
b) Anti-herói, malandro e oportunista, espécie de pícaro pela bastardia e ausência de uma linha ética de conduta.
c) Herói de um romance sem culpa, representa as camadas populares privilegiadas dentro do mundo da ordem.
d) Representante típico da fina flor da malandragem, ajeita-se na vida, porque protegido do Vidigal, permanece imune às sanções sociais e em momento algum é recolhido à cadeia.
e) Herói às avessas que incorpora a exclusão social, porque, não tendo recebido amparo de nenhuma espécie, não alcança a patente das milícias e se priva de qualquer tipo de herança.


27. (UFLA) Relacione personagens de “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, e características a que se referem:

(1) A cigana ( ) Detesta Leonardo Filho.
(2) O Major Vidigal ( ) Desperta paixões em Leonardo pai e no mestre de rezas.
(3) A vizinha do barbeiro ( ) Adora demandas judiciais.
(4) O mestre de rezas ( ) É ridicularizado por Leonardo numa das estrepolias de sua infância.
(5) D. Maria ( ) É o único personagem histórico do livro.

A relação CORRETA é:

a) 3 – 1 – 5 – 4 – 2
b) 3 – 5 – 1 – 2 – 4
c) 3 – 4 – 5 – 1 – 2
d) 3 – 1 – 2 – 4 – 5
e) 3 – 5 – 4 – 2 –1


28. (EFOA) A respeito de Memórias de um Sargento de Milícias, assinale a afirmativa INCORRETA:

a) A narrativa opõe-se ao modelo do romance romântico, sobretudo pela figura de seu protagonista, um herói-malandro que não pertence à “classe dominante”.
b) A obra é considerada um romance de costumes por descrever, com fidelidade, os hábitos, as cenas e os lugares pitorescos do Rio de Janeiro da época de D. João VI.
c) Luisinha, o eterno amor de Leonardo Filho, possui dotes físicos, morais e culturais que a identificam como uma autêntica heroína romântica.
d) Manoel Antônio de Almeida satiriza neste livro a sociedade carioca dos tempos joaninos, sem, contudo, utilizar um vocabulário baixo e de expressões censuráveis.
e) A significativa presença de personagens populares, e pertencentes às classes intermediárias da sociedade, transforma a obra de Manoel Antônio de Almeida em precursora da estética realista.


29. (UEL) O trecho transcrito abaixo pertence à obra Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, escrito em 1936, e se constitui em uma análise histórico-sociológica da organização da sociedade brasileira.

“À frouxidão da estrutura social, à falta de hierarquia organizada devem-se alguns dos episódios mais singulares da história das nações hispânicas, incluindo-se nelas Portugal e Brasil. Os elementos anárquicos sempre frutificaram aqui facilmente, com a cumplicidade ou a indolência displicente das instituições e costumes.” (HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 8. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. p. 5.)

Com base nas afirmações de Holanda, assinale a alternativa que estabelece a melhor correspondência com o romance Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, escrito em 1853.

a) Escrito no momento em que movimentos em prol da República cresciam no Brasil, o romance faz uma crítica à estrutura social monárquica e desorganizada e vê no regime republicano um modelo ideal a ser adotado no país.
b) Juntamente com a obra As minas de prata, de José de Alencar, também um autor romântico, o romance de Manuel Antônio de Almeida pode ser considerado um romance histórico, na medida em que faz um traçado da história do Brasil imperial, cuja desorganização social mostrava-se um reflexo da incapacidade político-administrativa da época.
c) Embora escrito durante o Romantismo, marcado pelas idealizações e pela visão eufórica da pátria, o romance de Manuel Antônio de Almeida apresenta um retrato fiel da elite dirigente brasileira do século XIX, cuja falta de estratégia na administração pública levava à anarquia social e de valores, aspecto que o romance retrata com clareza na descrição das
festas e no comportamento imoral das personagens.
d) Sendo uma obra de engajamento social, o romance critica a sociedade escravocrata brasileira do século XIX, ao mostrar o autoritarismo e a crueldade da personagem D. Maria no tratamento rigoroso que dispensava às suas escravas.
e) Ao narrar as peripécias do jovem Leonardo, o romance apresenta, com olhar crítico e bem humorado, os costumes da sociedade brasileira da época de D. João VI, marcada por uma certa lassidão de valores, o que permitia às personagens transitar pelo universo da ordem e da desordem, de acordo com as conveniências, o que reflete a falta de estruturação social do Brasil no século XIX.


30. (UERJ) Vidinha Vidinha era uma rapariga que tinha tanto de bonita como de movediça e leve: um soprozinho, por brando que fosse, a fazia voar, outro de igual natureza a fazia revoar, e voava e revoava na direção de quantos sopros por ela passassem; isto quer dizer, em linguagem chã e despida dos trejeitos da retórica, que ela era uma formidável namoradeira, como hoje se diz, para não dizer lambeta, como se dizia naquele tempo. Portanto não foram de modo algum mal recebidas as primeiras finezas do Leonardo, que desta vez se tornou muito mais desembaraçado, quer porque já o negócio com Luisinha o tivesse desasnado, quer porque agora fosse a paixão mais forte, embora esta última hipótese vá de encontro à opinião dos ultra- românticos, que põem todos os bofes pela boca, pelo tal – primeiro amor: – no exemplo que nos dá o Leonardo aprendem o quanto ele tem de duradouro. Se um dos primos de Vidinha, que dissemos ser o atendido naquela ocasião, teve motivo para levantar-se contra o Leonardo como seu rival, o outro primo, que dissemos ser o desatendido, teve dobrada razão para isso, porque além do irmão apresentava-se o Leonardo como segundo concorrente, e o furor de quem se defende contra dois é, ou deve ser sem dúvida, muito maior do que o de quem se defende contra um. Declarou-se portanto, desde que começaram a aparecer os sintomas do que quer que fosse entre Vidinha e o nosso hóspede, guerra de dois contra um, ou de um contra dois. A princípio foi ela surda e muda; era guerra de olhares, de gestos, de desfeitas, de más caras, de maus modos de uns para com os outros; depois, seguindo o adiantamento do Leonardo, passou a ditérios, a chascos, a remoques. Um dia finalmente desandou em descompostura cerrada, em ameaças do tamanho da torre de babel, e foi causa disto ter um dos primos pilhado o feliz Leonardo em flagrante gozo de uma primícia amorosa, um abraço que no quintal trocava ele com Vidinha.
– Aí está, minha tia, dissera enfurecido o rapaz dirigindo-se à mãe de Vidinha; aí está o lucro que se tira de meter-se para dentro de casa um par de pernas que não pertence à família...
– Onde é, onde é que está pegando fogo? disse a velha em tom de escárnio, supondo ser alguma asneira do rapaz, que era em tudo muito exagerado.
– Fogo, replicou este; se ali pegar fogo não haverá água que o apague... e olhe o que lhe digo, se não está pegando fogo... está-se ajuntando lenha para isso.
(Manuel Antônio de Almeida. Memórias de um Sargento de Milícias. São Paulo, Melhoramentos, 1964. pp. 158-9)

Vocabulário:
ditérios, chascos, remoques = zombarias.
primícia = iniciação.

O narrador desse texto vê na inconstância amorosa a refutação do seguinte mito romântico:

a) Amor com amor se paga.
b) Amor com amor se paga.
c) Amor eterno enquanto dura.
d) Amor primeiro, amor verdadeiro.
e) Amor derradeiro, amor verdadeiro.

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