Questões: Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa

  • Data de publicação

1. (UEL) A questo a seguir refere-se passagem transcrita do conto Famigerado (PrimeirasEstrias, 1962), de Joo Guimares Rosa (1908-1967)

[...] Vosmec agora me faa a boa obra de querer me ensinar o que mesmo que : fasmisgerado... faz-megerado... falmisgeraldo... familhas-gerado...?
Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presena dilatada. Detinha minha resposta, no queria que eu a desse de imediato. E j a outro susto vertiginoso suspendia-me: algum podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de ofensa quele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigir-me, rosto a rosto, o fatal, a vexatria satisfao?
- Saiba vosmec que sa indhoje da Serra, que vim, sem parar, essas seis lguas, expresso direto pra mor de lhe preguntar a pregunta, pelo claro...
Se srio, se era. Transiu-se-me.
L, e por estes meios de caminho, tem nenhum ningum ciente, nem tem o legtimo o livro que aprende as palavras... gente pra informao torta, por se fingirem de menos ignorncias... S se o padre, no So o, capaz, mas com padres no me dou: eles logo engambelam... A bem. Agora, se me faz merc, vosmec me fale, no pau da peroba, no aperfeioado: o que que , o que j lhe perguntei?
Se simples. Se digo. Transfoi-se-me. Esses trizes:
Famigerado?
Sim senhor... e, alto, repetiu, vezes, o termo, enfim nos vermelhes da raiva, sua voz fora de foco. E j me olhava, interpelador, intimativo apertava-me. Tinha eu que descobrir a cara. Famigerado? Habitei prembulos. Bem que eu me carecia noutro nterim, em indcias. Como por socorro, espiei os trs outros, em seus cavalos, intugidosat ento, mumumudos. Mas, Damzio:
Vosmec declare. Estes a so de nada no. So da Serra. S vieram comigo, pra testemunho...
S tinha de desentalar-me. O homem queria estrito o caroo: o verivrbio.
Famigerado inxio, clebre, notrio, notvel...
Vosmec mal no veja em minha grossaria no no entender. Mais me diga: desaforado? caovel? dearrenegar? Farsncia? Nome de ofensa?
Vilta nenhuma, nenhum doesto. So expresses neutras, de outros usos...
Pois... e o que que , em fala de pobre, linguagem de em dia-de-semana?
Famigerado? Bem. : importante, que merece louvor, respeito...
Vosmec agarante, pra a paz das mes, mo na Escritura?
Se certo! Era para se empenhar a barba. Do que o diabo, ento eu sincero disse:
Olhe: eu, como o sr. me v, com vantagens, hum, o que eu queria uma hora destas era ser famigerado bemfamigerado, o mais que pudesse!...
Ah, bem!... soltou, exultante.

(ROSA, Joo Guimares. Primeiras Estrias. 14. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 15-16.)

De acordo com o Novo Dicionrio Aurlio da Lngua Portuguesa, o adjetivo famigerado significa que tem fama; muito notvel; clebre; famoso; famgero. Acontece que, tendo sido utilizado inmeras vezes associado palavra malfeitor, famigerado malfeitor, acabou por adquirir o significado negativo do substantivo ao qual esteve reiteradamente ligado. Da resultou uma segunda acepo: mal afamado, perverso. O segundo significado resultante de desvio em relao ao significado primeiro.

Com base nessa elucidao, na passagem do conto rosiano transcrita e no conto como um todo, considere as afirmativas a seguir.

I. Damazio, o jaguno, procura o mdico no arraial para esclarecimento a respeito da palavra famigerado porque acha que foi ofendido pelo moo do Governo que assim o denominou.
II. A resposta oferecida pelo mdico questo levantada pelo jaguno no foi motivada pelo medo de possvel violncia por parte do jaguno, mas antes pelo seu conhecimento da lngua portuguesa restrito aos registros da norma culta.
III. Damazio s foi procurar pelo mdico no arraial porque no serto, embora existam dicionrios disponveis, o legtimo o livro que aprende as palavras, no h quem possa resolver questes desta espcie.
IV. Quando questionado pelo jaguno, o mdico, para evitar maiores problemas, oferece-lhe o primeiro significado da palavra, engambelando, desta forma, o homem do serto e evitando possvel violncia.

Esto corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.
b) I e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.


2. (UEL) A questo a seguir refere-se passagem transcrita do conto Famigerado (PrimeirasEstrias, 1962), de Joo Guimares Rosa (1908-1967)

[...] Vosmec agora me faa a boa obra de querer me ensinar o que mesmo que : fasmisgerado... faz-megerado... falmisgeraldo... familhas-gerado...?
Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presena dilatada. Detinha minha resposta, no queria que eu a desse de imediato. E j a outro susto vertiginoso suspendia-me: algum podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de ofensa quele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigir-me, rosto a rosto, o fatal, a vexatria satisfao?
- Saiba vosmec que sa indhoje da Serra, que vim, sem parar, essas seis lguas, expresso direto pra mor de lhe preguntar a pregunta, pelo claro...
Se srio, se era. Transiu-se-me.
L, e por estes meios de caminho, tem nenhum ningum ciente, nem tem o legtimo o livro que aprende as palavras... gente pra informao torta, por se fingirem de menos ignorncias... S se o padre, no So o, capaz, mas com padres no me dou: eles logo engambelam... A bem. Agora, se me faz merc, vosmec me fale, no pau da peroba, no aperfeioado: o que que , o que j lhe perguntei?
Se simples. Se digo. Transfoi-se-me. Esses trizes:
Famigerado?
Sim senhor... e, alto, repetiu, vezes, o termo, enfim nos vermelhes da raiva, sua voz fora de foco. E j me olhava, interpelador, intimativo apertava-me. Tinha eu que descobrir a cara. Famigerado? Habitei prembulos. Bem que eu me carecia noutro nterim, em indcias. Como por socorro, espiei os trs outros, em seus cavalos, intugidosat ento, mumumudos. Mas, Damzio:
Vosmec declare. Estes a so de nada no. So da Serra. S vieram comigo, pra testemunho...
S tinha de desentalar-me. O homem queria estrito o caroo: o verivrbio.
Famigerado inxio, clebre, notrio, notvel...
Vosmec mal no veja em minha grossaria no no entender. Mais me diga: desaforado? caovel? dearrenegar? Farsncia? Nome de ofensa?
Vilta nenhuma, nenhum doesto. So expresses neutras, de outros usos...
Pois... e o que que , em fala de pobre, linguagem de em dia-de-semana?
Famigerado? Bem. : importante, que merece louvor, respeito...
Vosmec agarante, pra a paz das mes, mo na Escritura?
Se certo! Era para se empenhar a barba. Do que o diabo, ento eu sincero disse:
Olhe: eu, como o sr. me v, com vantagens, hum, o que eu queria uma hora destas era ser famigerado bemfamigerado, o mais que pudesse!...
Ah, bem!... soltou, exultante.
(ROSA, Joo Guimares. Primeiras Estrias. 14. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 15-16.)

As palavras de Damzio so registradas de maneira condizente com sua origem sertaneja. Assim, l-se,no texto, entre muitas outras expresses similares, pra mor de lhe preguntar a pregunta. Tal fato revela:

a) Preconceito do autor com relao ao sertanejo iletrado, marginalizando-o atravs da fiel transcrio de sua fala em desacordo com a norma lingstica vigente e incompreensvel para o homem culto da cidade.
b) Descaso do autor com o registro da fala do homem do serto, somando-se, desta forma, com a poltica brasileira dominante em 1962, quando seu livro foi escrito, que pouco se ateve problemtica destes seres marginalizados.
c) Conscincia poltica do autor que, atravs do registro da fala arcaica de seus sertanejos, objetiva trazer tona problemas concernentes marginalidade e subservincia experimentadas por esses homens incapazes de ostentar alguma forma de poder.
d) Vnculo da obra rosiana com obras regionalistas brasileiras que a antecederam nas quais h o registro concomitante de duas falas muito diferentes entre si, a do sertanejo e a do homem da cidade, como o caso, por exemplo, de So Bernardo, de Graciliano Ramos.
e) Conhecimento, por parte do autor, da existncia de um ser outro, ainda que tambm brasileiro, distinto daquele que se faz presente na cidade, sendo que sua especificidade registra-se de diferentes maneiras, inclusive na maneira como fala.


3. (UEL) A questo a seguir refere-se passagem transcrita do conto Famigerado (PrimeirasEstrias, 1962), de Joo Guimares Rosa (1908-1967)

[...] Vosmec agora me faa a boa obra de querer me ensinar o que mesmo que : fasmisgerado... faz-megerado... falmisgeraldo... familhas-gerado...?
Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presena dilatada. Detinha minha resposta, no queria que eu a desse de imediato. E j a outro susto vertiginoso suspendia-me: algum podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de ofensa quele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigir-me, rosto a rosto, o fatal, a vexatria satisfao?
- Saiba vosmec que sa indhoje da Serra, que vim, sem parar, essas seis lguas, expresso direto pra mor de lhe preguntar a pregunta, pelo claro...
Se srio, se era. Transiu-se-me.
L, e por estes meios de caminho, tem nenhum ningum ciente, nem tem o legtimo o livro que aprende as palavras... gente pra informao torta, por se fingirem de menos ignorncias... S se o padre, no So o, capaz, mas com padres no me dou: eles logo engambelam... A bem. Agora, se me faz merc, vosmec me fale, no pau da peroba, no aperfeioado: o que que , o que j lhe perguntei?
Se simples. Se digo. Transfoi-se-me. Esses trizes:
Famigerado?
Sim senhor... e, alto, repetiu, vezes, o termo, enfim nos vermelhes da raiva, sua voz fora de foco. E j me olhava, interpelador, intimativo apertava-me. Tinha eu que descobrir a cara. Famigerado? Habitei prembulos. Bem que eu me carecia noutro nterim, em indcias. Como por socorro, espiei os trs outros, em seus cavalos, intugidos at ento, mumumudos. Mas, Damzio:
Vosmec declare. Estes a so de nada no. So da Serra. S vieram comigo, pra testemunho...
S tinha de desentalar-me. O homem queria estrito o caroo: o verivrbio.
Famigerado inxio, clebre, notrio, notvel...
Vosmec mal no veja em minha grossaria no no entender. Mais me diga: desaforado? caovel? dearrenegar? Farsncia? Nome de ofensa?
Vilta nenhuma, nenhum doesto. So expresses neutras, de outros usos...
Pois... e o que que , em fala de pobre, linguagem de em dia-de-semana?
Famigerado? Bem. : importante, que merece louvor, respeito...
Vosmec agarante, pra a paz das mes, mo na Escritura?
Se certo! Era para se empenhar a barba. Do que o diabo, ento eu sincero disse:
Olhe: eu, como o sr. me v, com vantagens, hum, o que eu queria uma hora destas era ser famigerado bemfamigerado, o mais que pudesse!...
Ah, bem!... soltou, exultante.
(ROSA, Joo Guimares. Primeiras Estrias. 14. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 15-16.)

Assinale a alternativa em que os termos substituem, respectivamente, os neologismos se famanasse e verivrbio, sem alterar o sentido das frases no texto transcrito.

a) Ficasse contente; a viso clara da verdade.
b) Se sentisse enaltecido; a etimologia da palavra.
c) Estivesse saciado; a opinio sincera do narrador.
d) Ficasse famoso; a necessidade da palavra.
e) Agisse como valento; o sentido preciso da palavra.


4. (UEL) A questo a seguir refere-se passagem transcrita do conto Famigerado (PrimeirasEstrias, 1962), de Joo Guimares Rosa (1908-1967)

[...] Vosmec agora me faa a boa obra de querer me ensinar o que mesmo que : fasmisgerado... faz-megerado... falmisgeraldo... familhas-gerado...?
Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presena dilatada. Detinha minha resposta, no queria que eu a desse de imediato. E j a outro susto vertiginoso suspendia-me: algum podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de ofensa quele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigir-me, rosto a rosto, o fatal, a vexatria satisfao?
- Saiba vosmec que sa indhoje da Serra, que vim, sem parar, essas seis lguas, expresso direto pra mor de lhe preguntar a pregunta, pelo claro...
Se srio, se era. Transiu-se-me.
L, e por estes meios de caminho, tem nenhum ningum ciente, nem tem o legtimo o livro que aprende as palavras... gente pra informao torta, por se fingirem de menos ignorncias... S se o padre, no So o, capaz, mas com padres no me dou: eles logo engambelam... A bem. Agora, se me faz merc, vosmec me fale, no pau da peroba, no aperfeioado: o que que , o que j lhe perguntei?
Se simples. Se digo. Transfoi-se-me. Esses trizes:
Famigerado?
Sim senhor... e, alto, repetiu, vezes, o termo, enfim nos vermelhes da raiva, sua voz fora de foco. E j me olhava, interpelador, intimativo apertava-me. Tinha eu que descobrir a cara. Famigerado? Habitei prembulos. Bem que eu me carecia noutro nterim, em indcias. Como por socorro, espiei os trs outros, em seus cavalos, intugidos at ento, mumumudos. Mas, Damzio:
Vosmec declare. Estes a so de nada no. So da Serra. S vieram comigo, pra testemunho...
S tinha de desentalar-me. O homem queria estrito o caroo: o verivrbio.
Famigerado inxio, clebre, notrio, notvel...
Vosmec mal no veja em minha grossaria no no entender. Mais me diga: desaforado? caovel? dearrenegar? Farsncia? Nome de ofensa?
Vilta nenhuma, nenhum doesto. So expresses neutras, de outros usos...
Pois... e o que que , em fala de pobre, linguagem de em dia-de-semana?
Famigerado? Bem. : importante, que merece louvor, respeito...
Vosmec agarante, pra a paz das mes, mo na Escritura?
Se certo! Era para se empenhar a barba. Do que o diabo, ento eu sincero disse:
Olhe: eu, como o sr. me v, com vantagens, hum, o que eu queria uma hora destas era ser famigerado bemfamigerado, o mais que pudesse!...
Ah, bem!... soltou, exultante.
(ROSA, Joo Guimares. Primeiras Estrias. 14. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 15-16.)

Sobre os contos presentes em Primeiras Estrias (1962), de Joo Guimares Rosa (1908-1967), considere as afirmativas a seguir.

I. Em Os Irmos Dagob, a norma, considerando-se os valores do serto, seria o assassinato de Liojorge, uma vez que a a vingana a lei. Acontece que Liojorge no assassinado, pois os irmos sertanejosresolvem mudar de vida, optando pelos valores da cidade.
II. Em Fatalidade, a norma seria o assassinato de Herculio Soc, uma vez que a estria se passa no serto. Z Centeralfe prefere, no entanto, esquecer o acontecido, no chegando sequer a dirigir-se delegacia de Amparo, onde certamente contaria com o auxlio da polcia.
III. No final do conto Sorco, sua me, sua filha, a comunidade acompanha Sorco a sua casa, assumindo o canto de loucura dele, canto este que foi por ele tomado da me louca, que, por sua vez, em ato desolidariedade, tomou-o da neta em estado de completo delrio. O canto une a comunidade.
IV. Em A terceira margem do rio, o sentimento de fracasso do filho deriva do fato de no ter amparado sua me no momento de infortnio, deixando-a, juntamente com seus irmos, merc do destino e de um padrasto cruel.

Esto corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.


5. (UFRN-RN) O fragmento textual que segue, retirado da narrativa A terceira margem do rio, de João Guimarães Rosa, servirá de base para esta questão..

Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio — o rio — pondo perpé tuo [grifo nosso]. Eu sofria já o começo da velhice — esta vida era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais.
De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar o vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranqüilidade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse — se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.

ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1976.

No quadro do Modernismo literário no Brasil, a obra de Guimarães Rosa destaca-se pela inventividade da criação estética.
Considerando-se o fragmento em análise, essa inventividade da narrativa roseana pode ser constatada através do(a):

a) recriação do mundo sertanejo pela linguagem, a partir da apropriação de recursos da oralidade.
b) aproveitamento de elementos pitorescos da cultura regional que tematizam a visão de mundo simplista do homem sertanejo.
c) resgate de histórias que procedem do universo popular, contadas de modo original, opondo realidade e fantasia.
d) sondagem da natureza universal da existência humana, através de referência a aspectos da religiosidade popular.
e) Todas as afirmativas são corretas.

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