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Capa Biografias
Joana d'Arc (francês Jeanne
d'Arc) nasceu no dia 6 de janeiro de 1412 na aldeia lorenense de Domrémy.
Por vezes chamada donzela de Orléans, foi heroína da Guerra dos Cem Anos.
Durante a guerra, tomou partido pelos Armagnacs na longa luta contra os borgonheses
e seus aliados ingleses. Descendente de uma família modesta de Domrémy e analfabeta,
foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase 5 séculos depois de ser queimada
viva. Segundo a escritora Irène Kuhn, Joana d'Arc foi esquecida pela história
até ao século XIX (o século do nacionalismo), o que parece confirmar as teorias
sobre o nacionalismo de Ernest Gellner. Irène Kuhn escreveu: "Foi apenas
no século XIX que a França redescobriu esta personagem trágica".
Joana d'Arc afirmava aos 13 anos que ouvia vozes divinas que identificava como
ordens dos santos Miguel, Margarida e Catarina. As vozes insistiam para que ela
salvasse a França do domínio inglês, porém ,durante cinco anos, manteve essas
mensagens em segredo, apenas em 1429 deixa sua casa na região de Champagne e viaja
em destino à Corte do rei francês Carlos VII. Joana convence o rei Carlos VII
a colocar tropas em seu comando e segue rumo a libertação da cidade de Orléans,
que havia sido invadida e tomada pelos ingleses havia oito meses.
Em maio de 1429, com um pequeno exército, Joana consegue a vitória sobre os invasores
em apenas oito dias. Cerca de um mês após sua vitória sobre os ingleses em Orléans,
ela conduziu o rei Carlos VII à cidade de Reims, onde Carlos VII é coroado em
17 de julho. A vitória de Joana d'Arc e a coroação do rei acabaram por reacender
as esperanças dos franceses de se libertarem do domínio inglês e representaram
a virada da guerra. A inveja dos conselheiros rivais e as dúvidas sobre suas habilidades
militares reduziram a influência de Joana d'Arc. Na primavera de 1430, Joana d'Arc
retomou a campanha militar e passou a tentar libertar a cidade de Compiègne, onde
acabou sendo dominada e capturada pelos borgonheses, aliados dos ingleses, em
1430.
Foi presa a 23 de maio do mesmo ano e entregue aos ingleses,
que, interessados em desacreditá-la, a acusam de bruxaria e heresia. Submetida a
um tribunal católico em Rouen, Joana é condenada à morte após meses de
julgamento pela Igreja inglesa. É queimada viva em 30 de maio de 1431, com
apenas 19 anos.
A revisão do seu processo começou a partir de 1456, e em 1909 a Igreja Católica
a beatifica. Em 1920, Joana d'Arc é declarada santa pelo Papa Bento XV.
Antes do século XIX, Shakespeare tratou-a como uma bruxa;
Voltaire escreveu um poema satírico que a ridicularizava.