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Capa Biografias
Pablo
Ruiz Picasso nasceu em Málaga, no sul da Espanha, em 25 de outubro de 1881.
O pai era professor de desenho, portanto, aos quinze anos, tinha o seu próprio
ateliê.
Foi a Paris em 1900 e, durante este período, o trabalho
de Picasso era relativamente convencional, passando de uma Fase Azul, melancólica
(1901-1905) para a Fase Rosa, mais alegre e delicada (1905). A mudança
de estado de espírito pode ter se originado, em parte, pela sua ligação
com Fernande Oliver, seu primeiro grande amor. Na vida de Picasso as mulheres
e a arte estavam inexplicavelmente misturadas. O surgimento de uma nova mulher
freqüentemente sinalizava uma mudança de direção artística.
Embora os trabalhos de Picasso estivessem começando
a ter sucesso comercial, ele decidiu abandonar seu estilo Rosa. Em 1907, inspirado
pelas esculturas ibérica e africana, pintou Les Demoiselles d’Avignon,
um dos grandes trabalhos liberadores da arte moderna. Divertindo-se com uma
nova liberdade pictórica, Picasso, junto com o pintor francês Georges
Braque, criou o Cubismo, em que o mundo visível era desconstruído
em seus componentes geométricos. Este foi, comprovadamente, o momento
decisivo em que se estabeleceu um dogma fundamental da arte moderna: o de que
o trabalho de artista não é cópia nem ilustração
do mundo real, mas um acréscimo novo e autônomo. Graças
ao cubismo, a liberdade do artista estendeu-se também aos materiais,
de forma que os meios tradicionais como a pintura e a escultura puderam ser
suplementados ou substituídos por objetos coloridos nas telas, ou “montagens”
de itens construídos ou achados”.
Em 1925, Picasso começou a pintar formas deformadas,
violentamente expressivas, que eram em parte uma resposta às suas dificuldades
pessoais. A partir desta época seus trabalhos se tornaram cada vez mais
multiformes, empregando — e inventando — uma variedade de estilos
como nenhum outro artista havia tentado antes. Foi também um escultor
criativo, e mais tarde dedicou-se à cerâmica com grande entusiasmo.
No final da década de 30, criou o seu quadro mais famoso:
Guernica, e foi uma resposta direta aos horrores da Guerra Civil espanhola.
Os republicanos perderam a guerra civil, e Picasso ficou exilado de sua terra
natal para o resto de sua longa vida. Durante a Segunda Guerra Mundial ele ficou
na Paris ocupada pelos alemães, proibido de expôr, mas sem que
ninguém o molestasse seriamente.
Depois da libertação de Paris, Picasso ingressou
no Partido Comunista e, durante alguns anos, certas obras suas foram declaradamente
políticas. Em seguida a uma série de ligações amorosas,
ele casou-se pela segunda vez (Jaqueline Roque, 1961) e levou uma vida cada
vez mais retirada. Artisticamente prolífero até o fim da vida,
morreu aos 91 anos em 8 de abril de 1973.
Conheça
as obras do artista