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A Proclamação da República de PortugalÚltima atualização em 18/07/2007 01:29:10
Durante o breve reinado de D. Manuel II - que ascendeu ao trono logo após o atentado a D. Carlos, donde resultou também a morte do seu filho herdeiro Luís Filipe, Duque de Bragança -, o movimento republicano acentuou-se, chegando mesmo a ridicularizar a monarquia.
O eminente republicano Miguel Bombarda foi assassinado e com isso desencadeou-se uma insurreição violenta entre os republicanos e as forças fiéis.
A 5 de outubro de 1910 estourou a revolta republicana que já se avizinhava no contexto da instabilidade política. Embora muitos envolvidos se tenham esquivado à participação - chegando mesmo a parecer que a revolta tinha falhado - foi também graças à incapacidade de resposta do Governo em reunir tropas que dominassem os cerca de duzentos revolucionários que resistiam de armas na mão. Com a adesão de alguns navios de guerra, o Governo rendia-se, os republicanos proclamavam a República, e D. Manuel II era exilado.
Com a proclamação da república são escolhidos os novos símbolos nacionais e foi aprovada, em 1911, a nova Constituição. Estavam reunidas as condições para a eleição do primeiro Presidente da República portuguesa, Manuel de Arriaga, inaugurando-se o primeiro ciclo institucional da República portuguesa: a Primeira República.
A Proclamação da República (05 de outubro de 1910), associada a instabilidade político-social e à emergência de forças cosmopolitas progressistas, marcou o Primeiro Tempo Modernista português - o Orfismo.
O governo republicano, com apoio popular, e para garantir as possessões africanas, envolveu o país na Primeira Grande Guerra, aliando-se aos vitoriosos. Em 1917, Sidônio Pais restabelece a ditadura. Seu assassinato, no ano seguinte, mergulha Portugal na instabilidade, que só se interromperá em 1926, com um movimento militar que traz a tona a figura de Antônio de Oliveira Salazar, mentor de uma das mais persistentes ditaduras de que se tem notícia - o Estado Novo -, de 1933 a 1974, alinhando Portugal numa perspectiva ideológica semelhante à da Itália e da Alemanha.>> Confira também em Geral
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