ANP - Autoridade Nacional Palestina
Última atualização: 18/10/2007 16:47:51
A Autoridade Nacional Palestina (ANP) é uma organização concebida para ser um governo de transição até o estabelecimento do Estado palestino independente.
Criada por meio do Acordo de Oslo (1993-95), firmado entre Israel e a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), com mediação dos EUA, a ANP administra nominalmente partes da Cisjordânia e da faixa de Gaza.
Pelo acordo, a ANP deveria existir até maio de 1999. No final desse período, o status final dos territórios da faixa de Gaza e da Cisjordânia, ocupados por Israel desde a Guerra dos Seis Dias (1967), já deveria estar resolvido.
Porém, isso não aconteceu. Embora Israel tenha retirado seus colonos e forças militares da faixa de Gaza e quatro assentamentos da Cisjordânia em 2005, ainda controla os acessos, incluindo marítimo e aéreo, à faixa de Gaza.
O primeiro presidente da ANP - o líder palestino Yasser Arafat, morto em 2004 - e o atual, Mahmoud Abbas, são do partido Fatah, que esteve à frente da causa palestina por quatro décadas.
Mahmoud Abbas, do partido Fatah, atual
presidente da Autoridade Nacional Palestina
Em janeiro de 2006, eleições palestinas deram vitória ao grupo islâmico Hamas, organização que é considerada um grupo terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Européia (UE), conhecido por diversos ataques suicidas que causaram a morte de muitos civis israelenses. Sua carta de fundação, de 1988, prega a destruição do Estado de Israel.
O presidente da ANP, porém, continua sendo Mahmoud Abbas. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, é do Hamas.
Assim que foi eleito, o Hamas passou a sofrer fortes pressões internacionais. Israel, os EUA e a União Européia congelaram a ajuda financeira da qual os palestinos dependiam. As condições para a suspensão do boicote são o reconhecimento do direito de existência do Estado de Israel, aceitação de acordos de paz já firmados pela ANP e a renúncia à violência. O Hamas não aceitou essas exigências.
Enquanto isso, a tensão entre Hamas e Fatah geraram inúmeros confrontos.
A saída negociada entre os dois grupos rivais foi um governo de união nacional, na tentativa de pôr fim à crise interna e ao isolamento internacional. O novo governo seria submetido ao voto de confiança do Parlamento palestino em 17 de março de 2007.
Fonte: Folha de S. Paulo>> Veja também