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Apenas 31% entram sem cursinho na Unesp



Apenas 31% dos ingressantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) conseguiram a aprovação no vestibular 2007 sem fazer cursinho. De acordo com os dados do questionário socioeconômico do processo seletivo, divulgado pela instituição, espanta o número dos que freqüentaram os pré-vestibulares: 20% dos matriculados fizeram mais de um ano de cursinho, 29% fizeram um ano, 9% fizeram um semestre e 5%, menos de um semestre. O restante não respondeu à questão.

No vestibular para o ano de 2006, as porcentagens foram bem semelhantes. Nesse processo seletivo, apenas 30% dos matriculados não fizeram cursinho. E 55% tinham feito pelo menos um ano de pré-vestibular.

As porcentagens são bem semelhantes às da Fuvest, o maior vestibular do país, que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP). Na Fuvest de 2007, apenas 30,9% dos candidatos não fizeram cursinho. No último processo seletivo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), 62,6% fizeram cursinho e 34,4% não fizeram.

“Infelizmente o vestibular ficou muito dependente de cursinho. Isso revela que o ensino médio está deixando a desejar. Mesmo os estudantes que fazem ensino médio de bom nível, ou vão fazer cursinho depois ou já tem o pré-vestibular mesclado com o terceiro ano”, afirma o diretor-presidente da Fundação Vunesp, que realiza o vestibular da Unesp, Benedito Antunes.

Segundo Antunes, o vestibular da instituição procura fugir do modelo que exige conhecimentos técnicos, e privilegia as potencialidades do candidato. “Mas quem tem mais informação e mais treino, se sai melhor”, diz Antunes. É por isso que a Unesp tem apoiado cursinhos comunitários com isenção na taxa do vestibular.

A porcentagem de alunos que cursaram o ensino médio em escola pública aumentou pouco, com relação ao vestibular 2006: passou de 35%, para 36%, em 2007. “Esse é um dado que oscila um pouco, mas já tivemos mais de 50% dos ingressantes de escola pública”, explica Antunes.

Apesar da queda, Antunes afirma que a porcentagem de estudantes com rendas familiares mais baixas vem subindo. No vestibular 2007, 39% dos matriculados têm renda familiar de até R$ 1.749.

De acordo com os dados do questionário socioeconômico, apenas 3% dos matriculados se autodeclaram negros. A grande maioria é branca, 75%; 13% são pardos, e 5% se diz amarelo. O restante não respondeu à questão.

As estatísticas praticamente repetem as do ano de 2006, quando 76% eram brancos, 14% eram pardos, 3% eram negros e 5% se declaravam amarelo.“Esse índice já é baixo no próprio ensino médio. É preciso tratar da exclusão, que talvez ocorra antes do vestibular”, afirma Antunes.


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