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Vestibular seriado começa em 2009, diz reitora da USP


A Universidade de São Paulo (USP) vai aplicar a avaliação seriada para ingresso na instituição a partir de 2009. Foi o que afirmou, nesta quinta-feira (20), a reitora Suely Vilela. Segundo ela, a implantação começará com os alunos do primeiro ano do ensino médio e, em 2011, atingirá todas as séries.

Entenda como funciona o vestibular seriado

A medida faz parte do Programa de Inclusão Social da USP, o Inclusp, cujo objetivo é aumentar o percentual de egressos da rede pública na universidade. “Nossa proposta, a médio prazo, é incorporar 50% dos alunos. Hoje temos uma proporção de 27,6%”, afirma Suely ao G1. O percentual deve ser aplicado em até dez anos.

Durante 12 minutos, Suely concedeu entrevista coletiva, após sua imersão no silêncio desde os tempos da desocupação da reitoria da universidade, finalizada em junho. Ela conta que as metas para o mandato, marcado pela invasão e pela greve, são a formação do aluno, a internacionalização da universidade e o modelo de gestão pública.

A reitora assinou nesta quinta-feira um convênio para a criação de 400 bolsas de pré-iniciação científica para alunos do ensino médio da rede pública, também parte do Inclusp; bolsas para graduandos, e um curso de espanhol gratuito, à distância, para mil alunos e funcionários da entidade. Projetos assinados em parceria com o banco Santander e a rede Universia. Leia abaixo a entrevista:

G1- Qual a importância da bolsa de pré-iniciação para a universidade?
A bolsa de pré-iniciação científica é um projeto inovador, diferenciado. O objetivo é despertar a curiosidade no aluno, trazendo ele para os nossos laboratórios. Vamos mostrar o que nós pesquisamos, como lidar com laboratório, o que é um instrumento de laboratório, o que é microscópio, pipeta, erlenmeyer. Vamos tentar mostrar algo voltado para a ciência e, com isso, despertar a possibilidade de ingressar na universidade. Temos dados que mostram que alguns alunos da rede pública desconhecem a USP e estão perdendo a capacidade de sonhar.
G1 - A idéia da pré-iniciação surgiu na reitoria?
É uma discussão que surgiu dentro do Programa Inclusp. Dentro do programa, o nosso foco são os alunos do ensino médio da rede pública. Temos ações antes do vestibular e após. Antes do vestibular, uma das ações é como atrair os alunos.

G1- Os alunos que vão fazer pré-iniciação vão conseguir entrar na USP?
Não há impacto de milagre. São várias ações que conjuntamente vão auxiliar. Não pode ser uma ação isolada: não é o fato de trazer no laboratório que vai garantir. É o fato de estimular. E depois a USP também vai auxiliar no conteúdo programático, com cursinhos, na formação dos professores. Não é curto prazo. É a médio e longo prazo que vamos fazer isso.

G1 – Vai haver discussão sobre o Inclusp? Esse foi um dos compromissos da senhora após a invasão da reitoria. Nosso projeto de inclusão social é um projeto em construção e é avaliado em cada etapa. Este ano estamos avaliando os resultados para estudarmos novas estratégias visando aumentar a inclusão dos alunos [do ensino público]. Nossa proposta é que ele chegue, a médio prazo, a incorporar 50% dos alunos. Hoje temos uma proporção de 27,6%.

G1- Quanto é médio prazo?
Eu acredito que, na hora que conseguirmos implantar todas as ações do Inclusp, em torno de cinco anos, terá efetivamente um impacto. O programa prevê também avaliação seriada, que vai trabalhar com o aluno no primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio.

G1 – E a avaliação seriada?
A avaliação seriada, em projeto-piloto, está prevista para 2009. Começa no primeiro ano, depois no segundo ano e depois para o terceiro. Não pode ter ação isolada com aluno. Vai acompanhar o aluno, terá 3% no vestibular e esse conjunto é que vai permitir ação efetiva e até melhoria da formação.

G1- Há um balanço depois da ocupação da USP?
O balanço não tem efetivamente números. O prejuízo ao patrimônio foi registrado em boletim de ocorrência. Os prejuízos foram significativos. Já instalamos sindicância administrativa e estamos na fase de instalação de sindicância dos prejuízos. São prejuízos descritos, como ausência de computadores, quebra de máquinas. Não temos em valores. Haverá uma comissão específica que vai quantificar o montante.

G1- Qual a marca, após a invasão, que a senhora espera deixar para a USP?
A minha gestão, sempre disse isso desde o início, quero deixar meu legado para a Universidade de São Paulo de modelo. Estamos implementando o modelo de gestão pública e desburocratização da universidade. Dentro desse projeto temos gestão da execução orçamentária, contratos e convênios e diplomas. Queremos também deixar marca da gestão que é a prioridade da formação do aluno. E a internacionalização que é outro grande objetivo.


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