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Vestibular: chegou a hora de decidir a profissão


dicas-para-uma-boaAntes de enfrentar o vestibular, o primeiro desafio é escolher a carreira. A maioria dos estudantes ainda tem a mesma dúvida: que profissão escolher? A dúvida procede: são mais de 569 carreiras regulamentadas pelo Ministério da Educação, e novos cursos surgem a cada ano. — Direito ou comunicação social? É complicado escolher o que vou cursar na universidade, pois estou decidindo uma coisa que vou fazer para o resto da vida. Eu fico na dúvida sobre o que realmente quero ser. Algumas carreiras só vou conhecer na faculdade — explica o aluno Ricardo Alves, 16 anos, que por enquanto prefere estudar por conta própria.

Para suprir essa falta de conhecimento sobre as profissões, universidades e cursos preparatórios investem em parcerias para apresentar aos jovens vestibulandos as profissões mais procuradas ou que surgem como promissores. O Colégio e Curso QI, no Rio realiza a Feira de Profissões, que acontece no mês de agosto. No evento, os estudantes assistem a palestras sobre diversas carreiras e são orientados sobre a remuneração de cada uma delas, além de explicações sobre sua aceitação no mercado de trabalho.

— Atualmente a maior preocupação do jovem é como o mercado de trabalho está absorvendo e remunerando a profissão que ele pretende escolher. Na maioria das vezes os estudantes optam pela profissão de maior remuneração — diz a coordenadora da Feira de Profissões, Sueli Portugal.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também realiza uma ação semelhante, a "Mostra das Profissões". A edição desse ano acontece de 28 a 30 de abril, em Belo Horizonte. A feira é voltada para alunos do ensino médio que queiram saber mais sobre as diferentes opções de cursos oferecidos pela universidade. De acordo com a organização, a idéia é contribuir para que a escolha do curso, na hora do vestibular, seja mais consciente e segura, além de ampliar sua visão e perspectivas em relação à universidade e aos diversos campos profissionais.

Para a psicóloga Melisa Leal, é importante que as instituições de ensino ajudem na orientação dos alunos durante a escolha profissional.

— O trabalho para revelar o que pode ser a futura profissão dos estudantes deve começar no ensino médio. As escolas devem realizar feiras e palestras apresentado aos futuros universitários as mais variadas carreiras, auxiliando os alunos a desenvolver a escolha certa — diz Melisa.

Força de vontade foi o que levou Adriana Mendonça, 18 anos, a freqüentar o curso pré-vestibular NPS pela segunda vez. A estudante já passou em direito na PUC do Rio, mas desistiu, e agora pretende cursar administração na UERJ.

— Meu sonho sempre foi ser advogada. Antes de fazer a matrícula na faculdade resolvi fazer um teste vocacional e fui numa feira de profissões. Depois disso, resolvi optar por administração.

A psicóloga e supervisora do setor de orientação vocacional da UERJ, professora Mariene Cardoso, aconselha que o estudante primeiro se informe bastante sobre as profissões existentes e analise as perspectiva dessa profissão no mercado de trabalho. Se ainda restarem dúvidas, fazer uma orientação vocacional pode ser uma opção.

— Hoje os testes vocacionais estão bastante avançados. Os programas levam de 8 a 15 sessões, cada uma custa em média R$ 100,00. O trabalho abrange duas etapas. Primeiro o estudante tem que aprender a praticar o auto-conhecimento e depois ir a campo conhecer a profissão que escolheu — diz a psicóloga.

Segundo Mariene, somente na UERJ o percentual de indecisos durante o curso varia de 30% a 40%. Já o índice de evasão chega aos 20%. Para ela, o universitário que descobre o curso errado já na faculdade que escolheu não precisa, necessariamente, desistir de tudo. O curso errado, algumas vezes segundo ela, pode ser o certo.

— Posso estar ligado à medicina sem estar dentro da medicina. Os alunos se esquecem que existem várias especialidades dentro de uma profissão. Só a engenharia, por exemplo, chega a ter 50 especializações — explica.

Segundo a especialista Célia Dacal, psicóloga e orientadora vocacional, o serviço de avaliação profissional, vai além de um simples questionário. São várias consultas, entrevistas, testes e outras atividades realizadas, ao longo de até 10 sessões, para chegar numa direção, num diagnóstico de orientação.

— Atualmente trabalhamos primeiro o auto-conhecimento do estudante. Somente depois fazemos uma análise das profissões existentes e as mudanças no mercado de trabalho. Num terceiro momento mostramos a amplitude dos cursos e suas especializações. Nessa fase o estudante já sabe relacionar a sua aptidão profissional — diz Célia Dacal, afirmando que o desemprego leva os jovens a optar por curso que estão na moda saturando o mercado.

Para a maioria dos especialistas em avaliação vocacional, todos os estudantes deveriam buscar orientação antes da escolha da carreira. Para eles o mais importante na hora de fazer uma avaliação profissional, dizem os especialistas, é que o aluno em dúvida procure um profissional habilitado ou escolas e universidades que oferecem o serviço.

Além da dúvida sobre a carreira, os vestibulandos ainda têm que lidar com a pressão dos pais, que muitas vezes querem que os filhos sigam seus passos. A conversa em casa, de acordo com a psicóloga Melisa Leal, é muito importante na definição do futuro profissional. Os pais devem buscar o equilíbrio: orientar sem impor a escolha.

— Meu pai é engenheiro mecânico. Ele fez de tudo para eu seguir o mesmo (caminho), mas não desisti do meu sonho. Estou cursando direito — afirma a estudante Tereza Alves

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