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Saiba como aproveitar melhor a nota do ENEM


Eficiente, justo e democrático. Treze anos após ser criado no Brasil, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o Exame Nacional de Cursos (Enem) virou peça importante para aumentar o acesso de estudantes mais pobres a cursos de nível superior. "Se o Enem deixar de existir, volta todo mundo à estaca zero, tamanha a importância que o exame tem hoje", diz o assessor pedagógico da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) Airton Pozzo.

O resultado do Enem hoje é usado para compor a nota em centenas de vestibulares e o exame tem a participação maciça (mesmo não sendo obrigatória) de estudantes que concluem o ensino médio. Ano passado, conforme o Ministério da Educação, foram mais três milhões de brasileiros. "Um grande número de escolas, aliás, já prepara seus alunos durante a formação", diz.

Além disso, somente quem fez o teste pode ser inscrever no Programa Universidade Para Todos (ProUni) e concorrer às bolsas de estudos parciais ou integrais para estudantes de baixa renda. E esse é o objetivo da maioria dos inscritos. Em 2007, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a meta de 72,23% dos participantes do Enem era ingressar em um curso superior, seguido de testar conhecimentos e capacidade de raciocínio (16,72%) e conseguir um bom emprego ou saber se está preparado para o futuro profissional (10,61%).

A principal vantagem do exame é que a nota só será usada se for para beneficiar o candidato, sendo somada ao desempenho no vestibular. Caso o resultado do Enem seja baixo, ele é descartado. Não há uma regra específica para que as faculdades aproveitem a nota do exame. Algumas reservam vagas para aluno com média maior ou igual a determinada nota, enquanto que em outras o resultado Enem é somado à primeira ou à segunda fase do vestibular. Por isso, os professores recomendam sempre que os candidatos se informem sobre as faculdades que utilizam o exame.

Embora, a grosso modo, o exame possa ser considerado um vestibular, a formatação das questões é peculiar. Além de não constar língua estrangeira, a prova não é dividida por disciplinas como nos concursos comuns. "São questões interdisciplinares, avaliando competências e habilidades do candidato", explica o professor Alberto Francisco do Nascimento, coordenador de vestibulares do curso Anglo.

Assim como os pré-vestibulares, existem hoje cursos preparatórios para o Enem. Entretanto, o professor Nascimento explica que o melhor para o candidato é se preparar durante os anos de Ensino Médio, desenvolvendo o domínio da linguagem e a argumentação. "Fazer as provas anteriores é uma ótima forma de se preparar", destaca.


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