dcsimg

À procura da escola perfeita


Com alguns cuidados básicos, fica mais fácil encontrar a instituição que melhor atende às suas exigências

Vida de vestibulando não é mole, não. Além de se dedicar com afinco para os exames e de passar pelo árduo processo que envolve a escolha da carreira, você precisa ficar muito atento ainda a um outro fator: a qualidade da instituição onde você irá estudar. Afinal, ela será responsável por sua formação universitária e iniciação no mercado de trabalho. Está certo que o seu sucesso profissional não dependerá exclusivamente da faculdade que você irá freqüentar, mas um diploma bem-visto pelo mercado de trabalho sempre abre portas. No final das contas, o nome da escola acabará se tornando seu sobrenome no mundo profissional.

Por tudo isso, uma decisão tão importante como essa não pode ser tomada de maneira precipitada. Antes de fazer a inscrição para o vestibular, fique atento aos aspectos relacionados abaixo para fazer uma escolha segura.

Visite o campus
Na hora de optar pela escola onde irá estudar, não se contente apenas com a opinião daquele seu amigo ou com uma rápida conferida no site da universidade. Nada substitui uma visita à faculdade. Dessa forma, você pode conhecer de perto as qualidades e os defeitos da instituição e sentir melhor o astral do lugar. Converse com alunos veteranos e saiba se eles estão satisfeitos com o nível dos professores e do curso. Veja também se as instalações estão bem conservadas, especialmente as salas de aula, os laboratórios e as bibliotecas. Como a maioria das universidades conta com programas de visita para os candidatos, tente agendar uma excursão antes de fazer a inscrição para o vestibular.

Verifique a qualidade do corpo docente
Uma boa maneira de conferir se os professores estão, de fato, preparados para dar aulas de alto nível é por meio de sua titulação. Docentes com título de doutor ou pós-doutor sempre desenvolvem pesquisas e mantêm-se em dia com os avanços de sua área. Em determinados cursos, como Engenharia de Materiais, Ciência da Computação e Ciências Biomédicas, essa exigência é ainda maior, pois o conhecimento se renova com tal rapidez que os professores precisam passar por constantes atualizações. Por outro lado, cursos como Administração, Ciências Contábeis e os da área de comunicação em geral exigem professores que tenham uma vivência profissional até maior do que a acadêmica. Isso acontece porque nessas graduações é importante que os alunos tenham contato com professores que atuam no mercado para trazer uma visão mais realista da profissão para a sala de aula.

Confira as instalações
Embora alguns dependam mais e outros menos de suas instalações, nenhum curso pode prescindir de uma boa infra-estrutura. Nos cursos de Engenharia, por exemplo, não podem faltar laboratórios equipados com os mesmos aparelhos utilizados pelas empresas do setor. Da mesma forma, nos cursos de biológicas, onde as pesquisas predominam, é impossível a escola formar um bom cientista sem contar com laboratórios efi cazes. O setor de saúde, em especial, exige ainda mais em termos de instalações, já que as faculdades precisam dispor de clínicas e hospitais-escola para que seus alunos possam praticar os atendimentos. Já em humanas, pesa muito a qualidade das bibliotecas, que devem dispor de um rico acervo. Em cursos de comunicação e artes, é imprescindível a existência de estúdios e ateliês que dêem suporte à criação dos alunos. Em algumas graduações específicas, como Administração, Direito e as Engenharias, é importante também que haja uma empresa júnior bastante ativa.

Fique atento ao projeto pedagógico
A qualidade de uma faculdade também pode ser medida por seu projeto pedagógico. O incentivo ao estágio, por meio de convênios firmados com as principais empresas do setor, é um bom indicativo de que a conexão com o mundo profissional está sendo bem feita. Visitas a empresas e encontros com profissionais renomados permitem que os alunos tenham um contato maior com a carreira. Já cursos que têm um perfil mais acadêmico, como Ciências Biológicas ou Física, devem oferecer ao graduando a possibilidade de realizar projetos de pesquisa e participar de programas de iniciação científica. Quanto ao currículo, é fundamental que ele acompanhe as tendências da carreira, sempre agregando as novidades da área. Para isso, ajuda o fato de a faculdade dispor de um programa flexível, que incorpore novas disciplinas quando houver uma demanda específica do mercado. Em cursos que estão sempre se relacionando com outras áreas, como Arquitetura e Urbanismo, é importante que o estudante tenha acesso às outras faculdades dentro da universidade, como as de Engenharia ou Comunicação, para que ele possa expandir ainda mais a sua formação.

A avaliação do MEC

Saiba como funciona o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes)
Com o objetivo de avaliar de forma integrada e em igual proporção o desempenho dos alunos, dos cursos e das instituições, foi criado em 2004 o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Cada um desses aspectos conta com um instrumento de avaliação próprio, por meio do qual o Ministério da Educação (MEC) espera saber a quantas anda o ensino superior no Brasil. Veja cada uma das avaliações que compõem o Sinaes: Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade)
O MEC sorteia os alunos que estão concluindo o primeiro e o último ano para fazer a prova, composta por dez questões de formação geral e 30 específicas, conforme a área. A cada ano um grupo de cursos é avaliado. Para conferir os resultados dos exames já realizados, acesse o site www.inep.gov.br/superior/enade/default.asp.

Avaliação dos Cursos de Graduação
É a avaliação em que o MEC reconhece os cursos superiores, autorizando-os a emitir diplomas. A instituição preenche um formulário eletrônico com as informações sobre o curso e aguarda a visita da comissão de avaliadores que analisam aspectos como corpo docente, instalações físicas e organização didático-pedagógica.

Avaliação Institucional
Por meio dessa avaliação o MEC autoriza o funcionamento das instituições. Ela é dividida em auto-avaliação e avaliação externa. Na primeira, as próprias instituições analisam a qualidade do ensino por meio de comissões formadas por representantes da comunidade acadêmica e da sociedade civil. Na segunda, uma comissão do MEC vai até às faculdades observar aspectos como política para o ensino, pesquisa, pós-graduação e extensão e responsabilidade social.

Fonte: GE

Quer mais uma dica para passar no vestibular? Então, clique aqui.


Comentários

Veja mais artigos de Vestibular

<< Outros artigos de profissoes

Comentários

Siga-nos:

Instituições em Destaque

 
 

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e receba as últimas notícias do Vestibular além de dicas de estudo: