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MEC propõe novo Enem com 200 questões para substituir vestibular das federais


O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que espera que o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) represente "o fim do vestibular tradicional". "Será uma prova que combina as virtudes do Enem com as virtudes do vestibular criando um novo conceito", disse.

Novo Enem terá 200 questões

Pelo projeto, a avaliação substituiria os vestibulares das universidades federais do país e passaria a ter 200 questões de múltipla escolha - atualmente a prova é composta por 63 - além da redação que já é aplicada.

O conteúdo da prova ainda não foi definido e, segundo o MEC, terá de ser construído em parceria com as universidades federais. O que já se sabe é que a prova deverá ser baseada em habilidades e competências e terá quatro eixos: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

O ministério afirma que os novos eixos aproximariam o Enem das Diretrizes Curriculares Nacionais e do que já é ensinado na escola - mas sem abandonar as questões contextualizadas, que exigem a solução de problemas com as habilidades dos estudantes. A ideia seria seguir os temas que já são avaliados no Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), o supletivo do MEC.

Maior nível de dificuldade

Como a ideia é que o Enem sirva como vestibular, o MEC afirma que a prova terá itens mais complexos. Assim, as perguntas mais difíceis seriam capazes de selecionar os candidatos com melhor preparo. Proposta é que Enem consiga substituir o processo seletivo por meio do vestibular.

As perguntas serão elaboradas de acordo com os conteúdos definidos pelas federais com o ministério; com base na literatura e na prática de realização de provas. Os itens serão pré-testados, para identificar o nível de dificuldade e a probabilidade de acerto com o chute dos alunos.

Segundo o Inep, os testes terão diferentes níveis de dificuldade que permitirão identificar as habilidades dos estudantes.

Segundo o ministro, a prova permitirá mobilidade em todo o território para os candidatos que pretendem prestar vestibular nas universidades federais. A aplicação do novo modelo do exame não necessita, de acordo com Haddad de 100% da adesão das faculdades. "Talvez possamos dar o passo inicial ainda este ano", afirmou.

O novo Enem pretende avaliar habilidades e competências dos estudantes. "O que queremos é que o aluno saiba o que está por trás dos fenômenos da química, da física. Queremos caminhar para uma capacidade analítica mais apurada. Não tenho dúvidas de que esse é o caminho.

Mais chances de ingresso na universidade

A adoção do novo modelo de Enem pode significar mais chances de ingresso na faculdade para os vestibulandos. Até mesmo para quem busca vagas no Prouni (Programa Universidade para Todos).

Isso porque, atualmente, duas edições da avaliação não podem ser comparadas entre si. Não é possível, por exemplo, saber se quem acertou 45 questões no Enem 2007 é melhor ou pior do que outro estudante que fez 50 pontos no Enem 2008.

Hoje, para entrada no Prouni, apenas a nota do último Enem é levada em conta. Já com a implantação da nova prova, será possível a comparação de diversas edições do exame. O candidato poderá pleitear vagas mais de uma vez, tendo realizado apenas um exame.

Independência das federais

As universidades federais que quiserem adotar a proposta de seleção não precisam abrir mão de outros critérios de ingresso de candidatos, explicou o ministro. Assim, cursos que aplicam provas de habilidades específicas, como o de arquitetura, poderão mantê-las.

O mesmo acontece para processos seletivos seriados, como o PAS (Programa de Avaliação Seriada) da UnB (Universidade de Brasília) ou para políticas de ação afirmativa - eles podem ser mantidos pelas federais que adotarem o novo Enem. "A adesão não é impeditivo para outras iniciativas de seleção nem de outras formas de ingresso", atestou Haddad.

Menos provas para os candidatos

Se as federais aderirem, o estudante poderá pleitear vagas em mais de uma federal tendo realizado apenas uma prova - o que diminui a bateria de exames vestibulares a que os alunos são submetidos.

O MEC pretende ainda eliminar a realização do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) para os ingressantes nas universidades e poderá até mesmo extinguir a prova do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), o supletivo do ministério.


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