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Universidade adota nova divisão de matérias e segunda fase no vestibular


Uma das surpresas no vestibular da Unesp será a nova divisão de conteúdo, que não vai mais seguir o modelo usual de disciplinas do ensino médio.

As questões - tanto na primeira quanto na segunda fase - serão separadas em três eixos temáticos: ciências humanas, linguagens e ciências da natureza e matemática.

A razão, explica Tânia Azevedo, diretora acadêmica da Vunesp (fundação para o vestibular da Unesp), é tornar o exame ainda mais interdisciplinar.

Cada eixo trará noções das matérias comuns: o primeiro abarcará história, geografia e filosofia; o segundo, literatura, inglês, português, arte e educação física; e o último eixo, biologia, química, física e matemática. "A proposta é facilitar, e não dificultar para os alunos. As disciplinas tradicionais, como biologia e física, não serão excluídas, mas sim inseridas nos eixos temáticos", diz Azevedo.

"Vai ser diferente, mas acho que essa nova divisão de questões não vai prejudicar. A prova da Unesp já mistura as áreas há algum tempo", afirma a estudante Laís Seriacopi, 20, que está prestando medicina.

Duas fases

Outra novidade é que o vestibular da Unesp passará a ter duas fases. Serão 90 testes na primeira, 30 para cada eixo - a etapa dura um dia, com um formato que lembra a Fuvest. Os candidatos que forem aprovados irão para a segunda fase, com dois dias de duração.

No primeiro dia serão 24 questões abertas, metade de ciências humanas e metade de ciências da natureza e matemática.

O candidato, no segundo dia, fará uma redação e vai responder a 12 perguntas discursivas do eixo de linguagens. "O recado que queremos dar com as mudanças é que o aluno não deve estudar apenas as matérias de sua área para o vestibular. Ele tem que saber humanas mesmo que esteja prestando engenharia", diz Azevedo.

Para a diretora acadêmica, a nova divisão em fases ajuda a aperfeiçoar a correção das provas, que vai ficar mais rigorosa. "Antes, apenas uma banca avaliava a prova dos alunos. Agora, duas bancas vão corrigir cada um dos exames."

Na opinião de Nicolau Marmo, coordenador do Anglo, a Unesp avançou em dividir a prova em duas fases. "Mas é um retrocesso deixar de ter um dia em que são cobradas questões específicas da carreira", diz.

Edmilson Motta, do Etapa, avalia que o vestibular ficará mais rico, e que a primeira fase deve trazer muito mais textos do que as edições anteriores. "Vai ficar cansativo, mas quem for bom aluno não vai ter problemas. Eu fico mais preocupado é com a confusão que tantas mudanças criam na cabeça do estudante."

Segundo Motta, os cursinhos, em geral, dão aulas e orientam sobre as alterações nos vestibulares.

Mais peso

Com a mudança, a primeira fase terá peso de 50% na nota final do vestibular, mais do que o primeiro dia no formato anterior, que valia apenas 20%.

O Enem também valerá mais - em vez dos 4% de antes, pode chegar a 10% da nota total. "Outro efeito que esperamos com essas alterações no vestibular é diminuir o índice de abstenção, que costumava ser alto no antigo formato, principalmente nos dois últimos dias de prova", afirma Azevedo.

Segundo ela, se constatasse um mau desempenho logo no primeiro dia do exame, no antigo formato, o candidato ficava desestimulado a fazer toda a prova. "Com a convocação para a segunda fase, o aluno sentirá que ainda está na disputa. Ele também vai ter um "respiro", já que a primeira e segunda fase não serão em dias seguidos."


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