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A partir deste ano, Fuvest vai exigir mais do candidato


A partir deste ano, a Fuvest vai exigir mais do candidato, tanto em interpretação de texto quanto na capacidade de escrever, afirma o professor Quirino Carmello, pró-reitor substituto de graduação da USP. "Uma dica é começar já a responder mais questões dissertativas do que testes na hora de estudar. Isso vai fazer diferença", diz o professor.

A razão é que o vestibular vai adotar todas as disciplinas na segunda fase a partir do final deste ano. A etapa, que poderia ter até quatro dias de prova no formato anterior, ficará com três - o primeiro continua igual, com redação e dez questões abertas de português.

O segundo dia surpreenderá quem está acostumado com a Fuvest: serão 20 perguntas discursivas abordando física, química, história, geografia, biologia, matemática e inglês - independentemente da carreira.

Ainda na segunda fase, o último dia é o que mais se assemelha a uma prova específica: 12 perguntas que podem abranger até três disciplinas, dependendo do curso em disputa. Os três dias terão peso igual.

A mudança deve causar uma reviravolta na maneira como os candidatos se preparam para a Fuvest, diz Alessandra Venturi, do Cursinho da Poli. "É normal que o aluno que esteja prestando um curso de humanas, por exemplo, foque [os estudos] na sua área. Agora, ele vai ter que se preparar para todas as matérias", afirma ela.

Os cursinhos já começaram a se adaptar. No Etapa, todos os simulados serão adequados ao novo estilo dos vestibulares. "Também estamos fazendo ajustes nas aulas, para incluir mais questões dissertativas", afirma Edmilson Motta, coordenador-geral do cursinho.

"Veterano" em vestibulares, o estudante Leonardo Carbonieri, 18, que está prestando engenharia civil pela terceira vez, não tem medo das novidades. "Se muda para todos, é justo. O que ficar difícil para mim vale para o meu concorrente", diz.

Outra alteração na Fuvest é que a primeira fase deixa de contar pontos para se tornar apenas eliminatória. Com isso, os candidatos saem do mesmo "ponto de largada" na hora de fazer a segunda fase.

Essa mudança é a que mais preocupa Adriana Ferreira, 19, candidata a uma vaga em engenharia de produção na USP. "Costumo ir bem na primeira fase, e agora vou perder a vantagem", diz. "Acho que estão fazendo as alterações às pressas."

Motta sugere que os alunos deixem de lado a ansiedade. "Não são mudanças abruptas, elas vêm de um processo de preparar exames mais interdisciplinares. Estudar com afinco é a fórmula certa", afirma.

A nota do Enem continuará sendo usada pela Fuvest, assim como os bônus do Inclusp (que adiciona até 3% na nota de alunos vindos de escola pública) e do Pasusp (prova seriada para estudantes da rede pública que também dá até 3% de bônus). "As novidades estarão só no formato da prova. O conteúdo será o mesmo", afirma Quirino. Ele ressalta que a Fuvest não vai ser mais fácil nem mais difícil que nos anos anteriores.


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