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Mudança em exames diminui decoreba, mas é preciso memorizar


Cada vez mais, os vestibulares cobram interpretação de texto e raciocínio lógico - regras que também valem para o Enem. Mas memorizar alguns conteúdos ainda é necessário e inclusive faz parte do aprendizado. A memorização não foi eliminada dos vestibulares nos últimos dez anos. Ela só não é mais a prioridade. Nenhuma prova vai cobrar decoreba em si, como o nome de um rio.

Os nomes de um rio ou de uma capital, por exemplo, estarão dentro de um contexto maior, relacionados a duas ou três disciplinas. A melhor forma de se preparar para o vestibular é ler e estudar muito. Dessa maneira, o aluno memoriza os conteúdos por repetição.

Quanto mais estuda, mais o candidato assimila informação e a relaciona com outros assuntos. Assim se dá o processo de aprendizagem. A memorização faz parte do dia a dia, faz parte de exercitar e armazenar os conteúdos. Sem esse "armazenamento" fica difícil entender o que está sendo pedido em questões interdisciplinares, por exemplo.

Alguns vestibulares, como a Unesp e Unicamp, fornecem a tabela periódica e a maioria das fórmulas e equações para os estudantes. A universidade quer o aluno crítico, que raciocine e saiba tirar suas próprias conclusões sobre os assuntos da atualidade. Memorizar é importante, mas o que conta é entender.

Nem o Enem

Apesar de o ministro da Educação Fernando Haddad afirmar que o novo Enem não vai exigir que se decore fórmulas, nem essa prova vai deixar de cobrar um pouco de memorização.

O aluno pode esperar o mesmo nível de cobrança de uma Fuvest ou Unesp. Em termos de conteúdo, o programa do novo Enem está muito similar a vestibulares já consagrados. Criam-se vários jargões, como "análise de competências", "interdisciplinaridade", mas no fundo os bons vestibulares, o Enem incluído, não podem deixar de cobrar conteúdo ou vão acabar não selecionando bem os alunos.

Como vai ficar?

Até agora ninguém sabe exatamente como ficarão os vestibulares e o novo Enem.

Decorar o conteúdo de algumas aulas é o que preocupa o estudante Giovanni Barrachi, 18, que está prestando engenharia mecânica na USP pela segunda vez. "Uso frases e músicas para gravar principalmente matéria de química e física. Acho que memorizar ainda faz diferença", diz ele. Barranchi estuda até seis horas por dia fora do horário de aula.

Banheiro

Desenhar mapas da China, colar cartazes com equações no quarto, deixar post-its com recadinhos pela casa. Vale tudo isso na luta por uma vaga no vestibular, até apelar para o banheiro na hora dos estudos. "Eu preencho fichas com fórmulas de exatas e prego pelas paredes, inclusive no banheiro. É uma forma de estudar, acho que me concentro quando escrevo", conta Daphne Andrade, 18, candidata a uma vaga em veterinária na USP. "A gente é obrigado a decorar algumas coisas, não tem jeito. Essa é a maneira como eu me saio bem", diz a aluna.

A forma de estudar varia de aluno para aluno. Cada um deve procurar o que funciona melhor para si.

Fazer mapas é um dos meios que Bruno Martins, 18, encontrou para estudar. Ele está tentando uma vaga em economia na Unicamp. Sua última empreitada cartográfica foi o Oriente Médio. "Desenho as fronteiras, faço a parte do relevo, coloco dados do países. Isso me faz ver melhor as coisas."

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo

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