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Confira a resolução das provas da 2ª fase, aplicadas até esta 3ª feira


A Unicamp aplicou no último domingo, 10/01, provas de português e biologia, cada uma com 12 questões dissertativas. E nesta segunda-feira foram aplicadas as provas de química e história. O grau de dificuldade da prova do primeiro dia foi considerado médio para difícil por professores de cursinhos. A prova de química foi considerada difícil pela maioria dos professores de cursinho. No caso de história, as questões tinham grau de dificuldade de médio para difícil. Quanto à prova de física, apesar de considerar bem elaborada, o supervisor de física do curso Anglo, Ronaldo Moura de Sá, aponta um erro no enunciado da questão 6 da matéria. "A fórmula dada foi Fn= N(v/L), mas a correta é Fn= N(v/2L)", diz. Segundo ele, a hipótese mais provável é que a banca aceita que tiver usado a fórmula dada e também a resolução de quem tiver feito com a fórmula correta, já que o aluno estudioso deve conhecê-la.

Segundo o professor do curso Etapa, Marcelo Monte Forte da Fonseca, não se trata de um caso para anulação. "Acredito que os examinadores vão considerar as duas respostas”, disse.

A coordenação da Comvest, que realiza o vestibular, informou na noite desta terça que já entrou em contato com a banca examinadora de física para analisar se há alguma inconsistência na questão 6. No entanto, a resposta sobre a decisão tomada só deve ser divulgada nesta quarta-feira.

> Veja a correção: 1º dia | 2º dia | 3º dia

> Confira errata relacionada à questão de Física (nº 6)

Veja os comentários por matéria:

Biologia

“A prova foi bem feita e teve nível de dificuldade entre médio e difícil, como é a tradição da Unicamp”, opinou o professor do curso Objetivo, Constantino Carnelos. O defeito da prova foi ter sido longa, em sua opinião. “As 12 questões tiveram dois subitens. Dessa forma, na realidade, a prova a teve 24 perguntas. O tempo talvez tenha sido o maior problema para o aluno”. Ainda segundo ele, o exame foi abrangente, objetiva e sem pegadinhas.

O professor Edson Futema, do curso da Poli, concorda em relação ao grau de dificuldade e com o fato de a prova ter sido longa, abrangente e objetiva. “Como o exame cobrou os principais assuntos, foi possível avaliar bem os alunos”.

“Foi uma das únicas provas, entre os vestibulares, muito bem feita. Não teve nada de difícil, a maioria das questões foram tradicionais. Certamente vai selecionar bem os candidatos”, opinou Ângelo Pavone, professor do curso Etapa. O professor disse, ainda, que a presença de muitos gráficos foi um fator que ajudou os candidatos a interpretar as questões. Assim como seus colegas, ele também considerou o exame longo. “Mas provas longas são tradição da Unicamp. Já houve provas anteriores com três ou quatro subitens em cada questão”.

Armênio Uzunian, do Anglo, também avaliou a prova como exigente e bastante complexa. De acordo com ele, o conteúdo foi abrangente e foram cobradas botânica, ecologia, biologia celular, genética e evolução, zoologia e fisiologia animal.

Português

O professor Roberto Gonçalves Juliano, do curso da Poli, disse que havia um certo grau de dificuldade no vocabulário utilizado nos enunciados das questões da prova de português. “O aluno precisava dominar bem a língua e ter bagagem cultural. Caso contrário, não conseguiria responder a algumas das questões, como a de número 7”, avaliou.

Para a professora do Etapa, Célia Passoni, a prova foi semelhante à do ano passado. “É um exame que trabalha com gêneros diferentes: propaganda, quadrinhos, linguagem metafórica. Fez, inclusive, uma crítica interessante ao acordo ortográfico em uma das questões”, disse. Em sua opinião, a prova foi clara, objetiva e relativamente fácil. “Como a prova estava longa, o tempo para uma leitura ideal talvez não tenha sido suficiente”.

“Estava bem elaborada e dentro do padrão da Unicamp. Acredito que duas horas seriam suficientes para responder a parte de português”, opina Nelson Dutra, professor do curso Objetivo. Para ele, o grau de dificuldade foi de médio para difícil. Segundo o professor, neste ano, os textos apresentados foram um pouco mais curtos do que em vestibulares anteriores.

Para Eduardo Lopes, professor de gramática, texto e redação do Curso Anglo, as seis questões de gramática tiveram nível de dificuldade de médio para alto. “Foi um grau habitual ao da Unicamp de anos anteriores”, avalia. Na opinião dele, porém, houve uma sobrevalorização do texto publicitário, presente em três questões. “Outras duas tinham tiras de história em quadrinhos. Faltou pluralidade dos gêneros textuais.”

História

Nessa prova, a parte de história geral dominou: foram 7 das 12 questões. Entre elas, predominaram as da parte contemporânea, segundo Lucas Kodama Secco, professor do Anglo. “Foram cobradas três dessa fase, uma de história antiga, duas de média e uma de moderna. Os temas também eram clássicos”, diz. Ele ressalta que o exame exigiu muita interpretação de texto.

Fábio de Sá Cavalcanti, do Cursinho da Poli, ressalta que a prova foi clássica e abordou aspectos da história geralmente aprendidos em qualquer curso de história. História moderna e contemporânea. “Para aqueles que não têm conhecimento específico, o tempo foi curto para a prova, que teve nível de médio para alto.”

Para Antônio Carlos da Costa Ramos, professor do curso Etapa, a prova de história teve nível médio de complexidade, foi bem elaborada, porém, trabalhosa. “Exceto nas questões 16 e 17, não era preciso ter conhecimento histórico para responder os primeiros itens das questões. Bastava ler o texto apresentado”, avalia. Ainda segundo Ramos, o exame cobrou conteúdo de todos os períodos históricos.

Na opinião do professor Daily de Matos Oliveira, do Objetivo, a prova foi complicada pela extensão e quanto ao conteúdo exigido. “Todos os itens ‘a’ eram bastante simples, basicamente bastava reproduzir informações do texto. O problema estava nos itens ‘b’. Praticamente todos tinham grau de dificuldade elevado”, opina. Em algumas questões, como na 16, o conteúdo exigido não é discutido no ensino médio. “Além de muito conteúdo, a prova exigiu habilidade redacional”, finaliza. Daily também considerou que o tempo dado aos candidatos para resolver a prova foi "apertado".

Química

Para o professor João Usberco, do Anglo, a prova foi bem abrangente e contextualizada, só que muito trabalhosa e com bastante cálculo. “Para o pessoal de humanas, foi uma prova muito difícil. Para quem é de exatas, o nível foi de médio para alto.” Na opinião dele, a prova, que cobrou questões de radioatividade, pH, eletroquímica, química orgânica (polímeros) e aquecimento global, estava mais difícil do que em anos anteriores.

Marcio Ferreira de Novaes, professor de química do Cursinho da Poli, discorda. Segundo ele, a prova foi mais simples do que em anos anteriores. “As respostas de alguns itens estavam no próprio enunciado.”

Édison Camargo, professor do curso Etapa, considerou que 75% das questões eram difíceis. “Não foi uma prova de química tradicional. Baseada em artigos da revista Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo], se tratou de uma prova moderna e que ajuda o indivíduo a entender a química usada na indústria, no meio ambiente e na saúde”, avaliou.

O professor do curso Objetivo, Alessandro Nery, considerou o exame difícil e trabalhoso. As questões tinham partes de textos da revista da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), lembrou, e então os candidatos precisavam interpretar os enunciados. “Não se tratou de uma prova de química de laboratório”, disse. “Em duas questões, quem não resolvesse o item ‘a’ não conseguiria fazer o ‘b’”, acrescentou. Ainda conforme o professor, o enunciado da questão 4 tinha um problema de interpretação.

Física
Na opinião de Ronaldo Moura de Sá, supervisor de física do Anglo, a prova foi bem abrangente e abarcou praticamente todos os temas da disciplina. Ele ressalta, porém, o erro na questão 6, que trouxe uma fórmula errada.

“A prova foi fácil, o tempo era suficiente e cobriu todo o conteúdo. Não havia contas horrorosas”, avalia o professor do curso Objetivo, Caio Sérgio Calçada. Ele também apontou o erro na questão 6. “No lugar do ‘L’ teria de estar ‘2L’”, disse. “Evidentemente o aluno vai usar a fórmula e sua resposta vai ser o dobro do que teria que dar fisicamente. O examinador vai ter que aceitar essa resposta, já que foi ele quem errou”. Ainda de acordo com o professor, é possível que alguns alunos tenham percebido o engano e utilizado a fórmula correta. “Ou então o examinador anulará a questão”, avalia. Em sua opinião, a questão 10 apresentava dificuldade de interpretação.

Para o professor do curso Etapa, Marcelo Monte Forte da Fonseca, o grau de dificuldade do vestibular foi igual ao do ano anterior. “Não foi uma prova fácil, só não apresentou surpresas”, disse. “Os enunciados longos e contextualizados exigiam capacidade de interpretação. É o perfil de aluno que a Unicamp busca. As soluções em si eram relativamente simples”. Fonseca também comenta sobre o erro na fórmula da questão 6: “acredito que os examinadores vão considerar as duas respostas”, disse.

Fonseca fez mais uma observação: na questão 3, duas constantes físicas diferentes foram ‘batizadas’ com o mesmo nome, o que poderia levar algum aluno mais desatento a cometer alguma confusão. “Não é nada grave, porém foi uma imperfeição”, avaliou.

Geografia

Para Reinaldo Scalzaretto, do Anglo, a prova de geografia foi muito boa e exigente. “O grau de dificuldade foi mais alto do que o do processo seletivo anterior”, disse. De acordo com ele, o conteúdo foi abrangente e ficou equilibrado entre geografia do Brasil, geografia geral e geopolítica.

Diferentemente de outros anos, a prova de geografia foi direta e exigia respostas curtas. “Não foi trabalhosa e exigiu domínio de conceitos bem tradicionais. Achei bem elaborada”, opina Vera Lúcia da Costa Antunes, professora do curso Objetivo. Ainda segundo a professora, o exame teve grau de dificuldade médio porque exigia muita capacidade de interpretação. O tempo não foi problema. “Era possível fazer essa prova em duas horas”, disse.

“Acho que a Unicamp manteve seu padrão de provas: inteligente, versátil e explorou o uso de mapas, gráficos, imagens e textos em prosa e poesia. Em algumas questões a resposta estava, inclusive, na própria pergunta”, disse o coordenador de geografia do curso Etapa, Omar Fadil. As questões 19 e 22 são exemplos do que ele falou. De modo geral, em sua opinião, a prova teve grau médio para baixo em relação à complexidade. “Houve apenas um ponto fora da curva: a questão 21 abordou um tema que não é comum de ser discutido em sala de aula”. Para o professor, o tempo dado também era suficiente para responder as perguntas.

Vagas

Neste ano, o vestibular da Unicamp teve número recorde de inscritos: 55.484 candidatos, que vão disputar 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).


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