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UnB abre curso de graduação em Biotecnologia


A Universidade de Brasília inaugura mais uma nova graduação no primeiro semestre de 2011: o curso de Biotecnologia. Os biotecnólogos transformam organismos vivos em produtos e serviços. Eles atuam em indústrias farmacêuticas, de materiais de limpeza, de papel, de biocombustíveis, entre outras. “É um curso que vai colocar no mercado não apenas o cientista, mas pessoas que possuem essa qualificação e pensam em desenvolver produtos”, diz Andrea Maranhão, do departamento de Biologia Celular.

Lídia Maria de Moraes, coordenadora do curso, afirma que apesar de ser uma área ligada à Biologia, é necessária formação específica para se atuar profissionalmente. “Não dá para simplesmente treinar um aluno formado em Biologia”, afirma. Para a professora, é importante que a formação seja diferenciada, voltada para uma visão empreendedora. “No mercado atual, há demanda por profissionais que entendam da parte biológica, de computador, que saibam dialogar com empresários e tenham ideia de gestão”.

O professor Fernando Araripe explica que não é comum que biólogos transformem o conhecimento científico em produtos para o mercado empresarial. “Professores não são empreendedores”, diz. “A UnB tem várias ideias e produtos que acabam não indo para as prateleiras”. Segundo Araripe, a profissão é promissora. “A biodiversidade brasileira talvez seja a maior do mundo, mas pouquíssimas vezes se conseguiu transformar isso em produto”, diz.
O curso tem formação básica em Biologia, Matemática, Química, Física e Informática. Disciplinas de empreendedorismo fazem parte dos semestres finais. “Os alunos sairão com mentalidade empresarial”, afirma Araripe. “O que a gente espera é que o aluno possa até montar um negócio ou incubar uma empresa na UnB”.

São 40 vagas divididas entre o vestibular tradicional e o Programa de Avaliação Seriada (PAS). As inscrições terminam no dia 19 de outubro e podem ser feitas pelo site do Cespe.

PESQUISA – A UnB deve inaugurar um Centro de Pesquisas em Biotecnologia em 2013 (leia mais aqui). A proposta é que estudantes da nova graduação participar dos projetos. “Eles com certeza poderão fazer estágio lá”, garante Araripe, que também é responsável pela comissão de criação do Centro.
Alguns aparelhos necessários para o centro já foram comprados, mas o recurso para a compra da planta piloto, conjunto de equipamentos que aumenta a produção de biofármacos, ainda não saiu. “Participamos de alguns editais do CNPq e da FAP/DF, mas é muito caro e ainda não temos o dinheiro”, conta Araripe. Segundo o professor, o equipamento é fundamental para o funcionamento pleno do Centro. Ele estima que para montar toda a estrutura precisará de R$ 600 mil a R$ 1 milhão.

“Para instalar a planta de acordo com o certificado de boas práticas de fabricação, precisamos de um ambiente especial. O centro foi idealizado pensando nisso”, conta. A planta piloto serve para organizar e armazenar a produção de biofármacos. Atualmente, a UnB produz até 10 litros de biofármacos. Com a planta piloto será possível aumentar a produção para 150 litros.

O Centro de Planejamento Oscar Niemeyer (Ceplan/UnB), responsável pelo projeto executivo, está trabalhando para concluir a primeira parte do projeto em 31 de outubro. “Quando terminarmos o projeto vamos começar as licitações para fazer a fundação e a estrutura do centro”, explica Alberto de Faria, diretor do Ceplan. A segunda etapa do projeto, que define o acabamento do Centro, está prevista para ser terminada em 31 de janeiro de 2011. Depois da data, haverá licitação para janelas, pisos e acabamento. A UnB recebeu R$ 6,9 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia para a obra.

Fonte: UnB


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