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UFJF fará vestibular em julho para três cursos


A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) volta, neste ano, com o chamado vestibular de inverno, com provas dos dias 17 a 19 de julho, para selecionar 90 vagas divididas igualmente entre três cursos de licenciatura: Física, Matemática e Química.

A publicação do edital, que está sendo elaborado, está prevista para maio, e as inscrições devem ser abertas em junho, contando com programa de isenção da taxa de participação na seleção.

No dia 17 de julho, será aplicada a prova objetiva com 50 questões de língua portuguesa (10 enunciados), matemática (10), literaturas (5), biologia (5), física (5), geografia (5), história (5) e química (5). Nos dois dias seguintes, todos os candidatos farão provas discursivas de Língua Portuguesa e Matemática e de Química e Física, com cinco questões de cada conteúdo.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não será empregado neste concurso, como foi feito em 2010 e 2009, pois, conforme o pró-reitor de Graduação “tudo indica que não haverá edição do Enem no meio do ano”.

A edição excepcional do Vestibular em julho se deve à tramitação do processo de criação dos cursos, que “exigiu um período de tempo maior do que os prazos editalícios para a oferta desses cursos no último concurso vestibular”, justifica Magrone.  Pelo menos desde 2002, não havia seleção nesse período.

Os candidatos aprovados iniciarão as aulas no dia 8 de agosto. Outras informações serão publicadas no edital.

Novas oportunidades

As três graduações serão oferecidas, pela primeira vez, no período noturno, como parte das metas pactuadas no Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

“A ideia das licenciaturas noturnas é oferecer uma alternativa de formação pedagógica para pessoas que tenham interesse em atuar no ensino básico na área de ciência”, ressalta o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone. A Universidade, acrescenta, está percebendo uma procura cada vez mais intensa por um público social, econômico e racialmente diversificado.

Para o diretor do ICE, Rubens de Oliveira, a implantação dessas licenciaturas à noite tem como objetivo “atingir um público mais específico, principalmente aqueles professores que não têm habilitação específica do curso que ministra.”

A criação das novas licenciaturas obteve aprovação nos conselhos Superior, de Graduação e de Unidade.

Déficit de profissionais

A criação de turmas em Química, Física e Matemática em novos horários é de grande importância, pois “faltam muitos professores nessas três áreas no Brasil”, ressalta Rubens.

Magrone, reforça que há uma diferença muito grande entre a demanda hipotética de profissionais de várias áreas da licenciatura, e a atuação destes em salas de aula da educação básica no país.

O pró-reitor de Graduação destacou alguns dados de uma pesquisa feita pela Divisão de Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), conduzida pelo professor Dilvo Ristoff, divulgada em 2008, com resultado dos 25 anos antecedentes.

Por meio desse estudo, constatou-se que, na maioria das áreas de licenciatura no Brasil, existem mais profissionais formados do que a quantidade de atuantes no ensino básico brasileiro.

As áreas de Língua Portuguesa e Matemática são exemplos claros desses resultados. Em Matemática, foram licenciados 192.986 profissionais, sendo que apenas 108.884 estavam em exercício. A demanda hipotética para atender às necessidades da educação básica era de 145.198 professores.

Em Língua Portuguesa, quando eram necessários 145.198 profissionais em sala de aula, apenas 108.884 eram atuantes, mesmo que as universidades brasileiras tenham formado 192.986 profissionais.

Magrone ressalta que a situação se agrava ainda mais em relação às licenciaturas em Física e Química, porque a formação para professores nessas áreas é insuficiente. Na área de Física, verificou-se que 18.158 profissionais eram licenciados, e menos da metade (6.196) estava como professor. No entanto, a demanda hipotética para formados em física era ainda maior: 56.602.

Caso semelhante ocorre com a licenciatura em Química, que formava 33.361 professores e apenas 8.466 estava em exercício, sendo que seriam necessários 56.602 profissionais atendendo o ensino básico.

“Há realmente que se fazer um movimento radical em relação às políticas públicas voltadas para essas e várias outras áreas da ciência que se enquadram nesse quadro geral de formação de professores”, ressalta Magrone.

Com a ampliação de vagas e a possibilidade de formação acadêmica em horários diferenciados, Magorne acredita que a UFJF esteja fazendo sua parte na tentativa de reverter esta situação de déficit na formação de professores do ensino básico no Brasil. No entanto, ele reforça que cabe também aos governos oferecerem condições atrativas para que esses profissionais permaneçam atuantes no mercado de trabalho.

Fonte: Diretoria de Comunicação - UFJF


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