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Até o ano passado, o candidato que fizesse o vestibular para a USP,
Unesp ou Unicamp poderia escolher entre usar a nota das questões objetivas
de uma das duas últimas edições do Enem para compor 20%
do desempenho da primeira fase - no caso da Unesp, com as atuais mudanças
do exame, 10% da nota final.
Agora, se quiser a ajuda do Enem na primeira etapa do vestibular, o aluno vai
ter que fazer a nova edição da prova.
A primeira decisão partiu da USP. Depois as outras duas estaduais também
afirmaram que não aceitarão a pontuação das provas
anteriores do Enem no vestibular de fim de ano.
A prova do novo Enem acontece nos dias 3 e 4 de outubro. As
inscrições vão até 17 de julho,
pelo site www.enem.inep. gov.br/inscricao.
Quase um milhão
Até as 18h da última sexta, 932 mil estudantes já haviam
se inscrito para o novo Enem. A prova, realizada pelo Ministério da Educação,
é gratuita para alunos da rede pública e tem taxa de R$ 35,00
para quem estuda em escola particular.
O uso do Enem no vestibular é opcional. A decisão das instituições
estaduais paulistas se deve às mudanças que serão aplicadas
no exame do MEC - ele vai passar a ter 180 questões de caráter
mais aprofundado e será usado por várias universidades federais
como etapa do processo seletivo.
Candidatos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas
também terão de fazer o novo Enem se quiserem a bonificação
dada pela Fuvest. O bônus é de até 6% a mais, de acordo
com a nota, em ambas as fases do vestibular da USP.
As três instituições estaduais de ensino afirmam que a
decisão de não usar as notas das provas anteriores do Enem pode
ser revista no próximo ano.