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Projeto britânico quer produzir comida e energia no deserto

by Lucas Gomes

Uma equipe de engenheiros e arquitetos baseados em Londres está combinando
tecnologias para transformar imensas áreas desérticas em terrenos
férteis com capacidade de produzir comida, água limpa e fontes
alternativas de energia.
O Sahara Forest Project (Projeto Floresta Sahara) consiste em construir lado
a lado estufas onde seria possível obter água limpa e cultivar
alimentos, e painéis espelhados gigantes que captariam raios solares
para gerar eletricidade.


Na simulação, estufas e painéis solares instalados no deserto
produzem alimentos e geram energia.

 

 

 

 

 

 

A iniciativa combina tecnologias criadas pela empresa Seawater Greenhouse,
que cultiva plantações em estufas instaladas em áreas áridas,
e por arquitetos e engenheiros que desenvolveram uma técnica conhecida
como Concentrated Solar Power (Energia Solar Concentrada, em tradução
livre).

O criador da Seawater Greenhouse, Charlie Paton, explica que a técnica
consiste em instalar evaporadores na entrada da estufa que convertem a água
do mar em vapor. O vapor resfria a temperatura dentro do local em até
15 graus e favorece o crescimento da lavoura.

Do outro lado da estufa o vapor é condensado, transformando-se em água
limpa que serve para regar as plantações.

Segundo Paton, a quantidade de água obtida é cinco vezes maior
do que a necessária para molhar as plantas, produzindo um excedente que
pode ser usado para mover turbinas acopladas aos painéis que captam a
energia solar, gerando energia.

Biodiesel

De acordo com os criadores do Sahara Forest Project, em fase de testes em Tenerife,
Omã e Emirados Árabes Unidos, a iniciativa terá potencial
para produzir comida e eletricidade que serão consumidas por moradores
locais.

A energia também poderia ser enviada para a Europa por meio de um conversor.

Com o excedente de água ainda seria possível cultivar pinhão
manso, uma planta que serve de base para produzir biodiesel e que se adapta
bem às terras desérticas.

Os criadores do projeto dizem que a iniciativa poderá ser uma ferramenta
importante para combater a desertificação e trará múltiplos
benefícios, como “grandes quantidades de energia renovável,
comida e água”.

Fonte: BBC Brasil

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