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Saiba mais sobre a super bactéria KPC

by Lucas Gomes

A superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase),
que pode ter causado 18 mortes no Distrito Federal neste ano, já circula
por UTIs de grandes hospitais de São Paulo desde 2008. A informação
é do jornal Folha de S. Paulo.

Só no Hospital das Clínicas, foram 70 casos no período.
A situação preocupa porque não há antibiótico
capaz de contê-la. Ao mesmo tempo, ela encontra terreno fértil
para a proliferação nos hospitais por falta de higiene. O alerta
é de Artur Timerman, 57, um dos infectologistas mais conceituados no
país.

“Se você vai a qualquer um dos grandes hospitais de São Paulo,
público ou privado, vai ver que o índice de lavagem de mãos
não chega a 40%”, diz o chefe do serviço de controle de infecções
hospitalares do hospital Edmundo Vasconcelos. Timerman também atua no
Dante Pazzanese e no Albert Einstein. No Brasil, os primeiros registros de KPC
são de 2005, em São Paulo.

A KPC surgiu em 2000 nos Estados Unidos depois de uma mutação
genética. No Brasil, já foram registrados seis casos desde 2006.
A bactéria pode causar infecções urinária e intestinal
e pneumonia. Há risco de morte principalmente porque a maioria das pessoas
infectadas já está doente. Ela é muito resistente, mas
três antibióticos têm sucesso no tratamento.

Transmissão, sintmas e cuidados – Não
existem sintomas característicos da infecção pela KPC.
Ela se manifesta com os sintomas normais de uma infecção: febre,
dores na bexiga (se for o caso de uma infecção urinária),
tosse (se for uma infecção respiratória).

A bactéria KPC propaga-se pelo contato intra-hospitalar. Essa bactéria
não voa, não passa pelo ar. Um médico que manipula a saliva
de um paciente e não higieniza bem as mãos pode passar essa bactéria
para outra pessoa com um simples aperto de mão. Outra possibilidade de
contágio é a má higienização de equipamentos
que podem ser usados por outros pacientes.

Lavar as mãos com água e sabão ou álcool gel e
usar aventais e máscaras ao examinar o paciente são medidas simples
e eficazes para evitar a disseminação da bactéria. Visitantes
também devem lavar as mãos antes de entrar nos leitos e evitar
circular pelas dependências da unidade de saúde. Existe uma diferença
entre estar colonizado e estar infectado.

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