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Bartolomé Esteban Murillo

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Bartolomé
Esteban Murillo é talvez o pintor que melhor define o barroco espanhol.
Nasceu em Sevilha, onde passou a maior parte da sua vida, em 1617. O dia exato
do seu nascimento é desconhecida, mas terá, provavelmente, nascido
nos últimos dias do ano, já que foi batizado a 1º de Janeiro
de 1618, na Igreja da Madalena. Era costume na Idade Moderna, batizar as crianças
somente alguns dias após o seu nascimento.

O seu pai chamava-se Gaspar Esteban e era barbeiro. A sua mãe chamava-se
Maria Pérez Murillo. Junto com Esteban Murillo integravam uma família
muito numerosa, sendo Murillo o 14º filho. Mesmo assim, a situação
econômica da família era bastante boa e, como tal, formavam uma
família feliz.

Porém, o seu pai morreu em 1627 e a sua mãe, poucos meses mais
tarde. Assim, Murillo ficou ao cuidado da sua irmã Ana, que era casada
com um barbeiro de nome Juan Agustín de Lagares. As relações
entre Murillo e o cunhado eram muito boas.

Murillo iniciou a sua aprendisagem artística com o seu (suposto) tio,
Juan del Castillo. Del Castillo não era um artiísta de primeira
linha, mas, os seus trabalhos eram respeitados no ambiente artístico
sevilhano.

Os primeiros quadros de Murillo são muito influenciados pelo estilo do
seu mestre, Del Castillo, como se pode apreciar no quadro A Virgem
do Rosário, com São Domingo
.

Em 1645 recebeu a sua primeira encomenda importante: treze quadros para um claustro
do Convento de São Francisco, em Sevilha. Nestas obras demonstrou uma
notável influência de Van Dyck, Ticiano e Peter Paul Rubens. Foi
também neste ano que Murillo casou, em 26 de fevereiro, com uma jovem
sevilhana de 22 anos, Beatriz Cabrera y Villalobos, na famosa Igreja da Madalena.
Durante os dezoito anos de duração do matrimônio tiveram
uma ampla descendência: nove filhos. O êxito alcançado com
as pinturas no claustro do Convento de São Francisco motivou o aumento
do número de encomendas.

Porém, em 1649 a peste asolou Sevilha, tendo morrido quatro dos filhos
de Esteban Murillo. Mesmo assim, as encomendas continuaram.

Em 1658 Murillo mudou-se para Madrid, onde teve contato com a pintura flamenga
e veneziana e, para além disso, conhece Velázquez, Francisco de
Zurbarán, Alonso Cano, entre outros artistas madrilhenos. Mas, no final
do mesmo ano, voltou para a sua cidade natal.

As encomendas continuram e o reconhecimento aumentou. Tal contribui para que
Murillo pudesse disfrutar de uma economia, complementada com as propriedades
de Murillo e da sua mulher e com uma escrava.

O ano de 1660 foi de grande importância para Murillo, quando fundou a
Academia de Desenho de Sevilha, em parceria com Francisco de Herrera el Mozo.
Porém, três anos mais tarde, a sua mulher Beatriz faleceu devido
ao seu último parto.

O período mais fecundo de Murillo se inicia em 1665, quando ele pintou
O sonho de Patrício e Patrício relatando o sonho
para o Papa
para a Igreja de Santa Maria Blanca. Foi nessa época
que fez a decoração do templo do Hospital da Caridade de Sevilha,
o que levou a ser conhecido em todo o país, principalmente na corte madrilenha.
O próprio rei Carlos II convidou o pintor para residir em Madri, oferta
que ele recusou, alegando idade avançada.

Em 1681, ele iniciou o seu último trabalho na Igreja Santa Catarina de
Cádiz. Quando trabalhava num andaime mais alto, sofreu uma queda e veio
a falecer três meses mais tarde, no dia 3 de abril de 1682. Segundo seu
biógrafo, ele foi enterrado na Igreja da Santa Cruz, posteriormente destruída
durante a ocupação dos franceses em 1811.

Dois elementos-chave na obra de Murillo são a luz e a cor. Em seus primeiros
trabalhos emprega uma luz uniforme, sem apenas recorrer aos contrastes. Este
estilo muda na década de 1640 quando trabalha no claustro de São
Francisco, influenciado pelo estilo dramático de Zurbarán e Ribera.
Este estilo se manterá até 1655, momento em que Murillo assimila
a maneira de trabalhar de Herrera e Mozo, com suas transparências e jogos
de contra-luzes, tomados de Van Dyck, Rubens e a escola veneziana.

As obras de Murillo alcançaram grande popularidade, tanto que durante
o Romantismo se fizeram inúmeras cópias que foram vendidas como
autênticos “Murillos” aos estrangeiros que visitaram a Espanha.

Conheça
as obras do artista

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