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Biotecnologia: 1. Células-tronco

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Células-tronco são células primitivas, produzidas durante
o desenvolvimento do organismo e que dão origem a outros tipos de células.
Existem vários tipos de células-tronco:

1. Totipotentes – podem produzir todas as células embrionárias
e extra embrionárias;
2. Pluripotentes – podem produzir todos os tipos celulares
do embrião;
3. Multipotentes – podem produzir células de várias
linhagens;
4. Oligopotentes – podem produzir células dentro de
uma única linhagem e
5. Unipotentes – produzem somente um único tipo celular
maduro.

As células embrionárias são consideradas pluripotentes
porque uma célula pode contribuir para formação de todas
as células e tecidos no organismo.


Embrião humano na fase de blastocisto, do qual se
extraem as células-tronco embrionárias

São encontradas em embriões recém-fecundados (blastocistos),
criados por fertilização in vitro – aqueles que não serão
utilizados no tratamento da infertilidade (chamados embriões disponíveis)
ou criados especificamente para pesquisa; embriões recém-fecundados
criados por inserção do núcleo celular de uma célula
adulta em um óvulo que teve seu núcleo removido – reposição
de núcleo celular (denominado clonagem); células germinativas ou
órgãos de fetos abortados; células sanguíneas de cordão
umbilical no momento do nascimento; alguns tecidos adultos (tais como a medula
óssea) e células maduras de tecido adulto reprogramadas para ter
comportamento de células-tronco.

As células-tronco podem ser utilizadas para substituir células
que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, ou em tecidos
lesionados ou doentes. As pesquisas com células-tronco sustentam a esperança
humana de encontrar tratamento, e talvez até mesmo cura, para doenças
que até pouco tempo eram consideradas incontornáveis, como diabetes,
esclerose, infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson. O princípio
é o mesmo, por exemplo, do transplante de medula óssea em pacientes
com leucemia, método comprovadamente eficiente. As células-tronco
da medula óssea do doador dão origem a novas células sanguíneas
sadias.

Atualmente,
as células-tronco podem ser mantidas em laboratório por meio de
culturas celulares, sendo utilizadas na pesquisa sobre o tratamento de doenças
como leucemia, diabete, infarto, entre outras. O objetivo desses tratamentos
é realizar a reposição de tecidos danificados, devido a
doenças ou acidentes, substituindo-os por células saudáveis.

A totipotência das células-tronco embrionárias desperta
grande interesse científico, uma vez que podem originar diversos tipos
celulares. O tratamento de algumas doenças – como, por exemplo, câncer,
mal de Alzheimer, osteoporose, problemas do coração e cegueira
– pode ser auxiliado pela terapia com essas células. As células-tronco
são formadas no embrião apenas até este atingir entre 32
e 64 células, ou seja, muito antes da formação de qualquer
tecido embrionário.

As células-tronco embrionárias geralmente são provenientes
de embriões não utilizados durante o processo de fertilização
artificial. Esses embriões excedentes são congelados e armazenados.
A lei brasileira diz que, após três anos, esses embriões,
se não utilizados e mediante autorização dos pais, podem
ser usados para pesquisa científica.

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