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Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto

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1.

(UEL) Leia o trecho abaixo.

Para um artista militante, sua função não é exclusivamente produzir uma obra de arte esteticamente
válida, mas, e sobretudo, realizar uma obra que contenha um sentido revolucionário do ponto de vista
social. Sua posição consiste em afirmar não unicamente o caráter ideológico da obra literária, mas, e
principalmente, em afirmar a necessidade de que ela atue como veículo de conscientização e de
esclarecimento do público.

(FANTINATI, Carlos Erivany. O profeta e o escrivão: estudo sobre Lima
Barreto
. São Paulo: Hucitec, 1978. p. 3.)

Com base no comentário transcrito acima, quanto ao romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha,
de Lima Barreto, é correto afirmar:

a) Enquanto escritor militante, que via na literatura um meio de levar à mudança social, Lima Barreto
narra sua história pessoal no romance Recordações do escrivão Isaías Caminha, no sentido de
mostrar que toda literatura engajada deve partir de fatos reais, que podem ser comprovados
historicamente, e não de fatos fictícios.
b) Visando o engajamento social, Lima Barreto, na obra Recordações do escrivão Isaías Caminha,
utiliza-se de referências históricas retiradas de livros de História do Brasil e de crônicas
jornalísticas da segunda metade do século XX, sendo seu livro considerado uma obra essencialmente
sociológica.
c) Em Recordações do escrivão Isaías Caminha, a conscientização e o esclarecimento do
público quanto à arte e sua finalidade, quanto à posição do artista e ao dever do crítico, são
resultados da postura militante de Lima Barreto e encontram -se nas reflexões e nas críticas feitas por
ele à ditadura exercida pela imprensa da época, começo do século XX. Nesse contexto, o modelo de
jornalismo pautava-se pela crítica elogiosa aos escritores apadrinhados, mantendo no anonimato ou mesmo
descompondo aqueles que não o eram, como ocorre no jornal em que trabalha o protagonista Isaías.

d) O aspecto revolucionário do romance Recordações do escrivão Isaías Caminha encontra-se, sobretudo, no
trabalho dispensado à linguagem, devido às influências de princípios estéticos das vanguardas européias
do início do século XX, como o Futurismo e o Cubismo. Nesse romance Lima Barreto rompe com as normas da
sintaxe tradicional, quebra a linearidade do enredo, passando a utilizar-se de um vocabulário pouco
erudito, próximo ao falar cotidiano do homem comum, conforme se observa nos artigos de jornal escritos
pela personagem Isaías Caminha.
e) O romance Recordações do escrivão Isaías Caminha, ao discutir a posição do negro, Isaías
Caminha, dentro da sociedade carioca do começo do século XX, resgata o tema da escravidão, bastante
discutido pelos escritores românticos, sobretudo por José de Alencar, o que revela o caráter social da
literatura de Lima Barreto e a postura engajada do escritor.

2. (UFLA) No romance Recordações do Escrivão Isaías
Caminha
, de Lima Barreto, Isaías Caminha procura estudar na capital
porque:
a) pretende casar-se com uma moça que tenha instrução.
b) quer ter as regalias e prestígios que só um diploma pode
fornecer.

c) seu tio Valentim não suporta mais sua presença.
d) quer fugir da extrema miséria vivenciada por todos os seus parentes.
e) acredita que só será completo com um diploma nas mãos.

3. (UFLA) Em um determinado momento da narrativa, Isaías Caminha,
o protagonista do romance de Lima Barreto, diz que “fosse qual fosse
o fim da minha vida os esforços haviam de ser titânicos.”

O personagem quis dizer que:

a) sem violência não é possível controlar o preconceito
da sociedade.
b) somente com muita força de vontade é possível conviver
com a hipocrisia da sociedade capitalista.
c) sem diploma é quase impossível sobreviver no Rio de Janeiro.
d) por ser pobre e negro teria que fazer grandes esforços na vida
para provar sua identidade.

e) a miséria é um grande empecilho para o sucesso.

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