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Após escolher a carreira, o que é melhor: curso técnico ou faculdade?

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Se você não sabe se investe em um curso técnico
ou encara uma faculdade, veja a opinião de especialistas e decida qual
o melhor caminho. Tanto os cursos técnicos, quanto a graduação
tem vantagens e desvantagens, depende do objetivo de cada um.

Depois de escolher a carreira, vem a dúvida: curso técnico profissionalizante
ou ensino médio seguido de graduação? Essa resposta é
tão importante quanto saber sua vocação. Para especialistas,
ela faz toda a diferença na hora de arranjar trabalho. Se você
quer entrar logo no mercado, opte pelo técnico, recomenda Sebastião
Campos, consultor de empresas, de São Paulo.

“A pessoa faz estágio, chega à empresa preparada e passa
a ser disputada.” Gláucia Santos, consultora de Recursos Humanos
da Catho, de São Paulo, faz coro: “A empregabilidade no técnico
é alta porque faltam profissionais. Informática, construção
civil, logística e mecânica são áreas a investir”.

É bem verdade que a graduação tradicional pode render
salários mais altos. Mas há sempre a possibilidade de cursá-la
depois do técnico, já com emprego garantido e recursos para se
manter.

Curso técnico x faculdade

• Na dúvida do que fazer, por que não investir em um curso
técnico profissionalizante? Pode ser uma forma de garantir emprego e
logo começar a trabalhar enquanto não decide se quer ou não
fazer faculdade e qual curso pretende.

• Como, no técnico, o estágio é obrigatório
para a conclusão do curso, os alunos desde cedo têm contato com
a realidade do mercado de trabalho, suas exigências e demandas. Em algumas
empresas, o estágio é remunerado, mas não há regra.

• O investimento na faculdade é mais longo – dura cerca
de quatro anos, enquanto o técnico gira em torno de três. Em compensação,
o salário de uma pessoa com ensino superior tende a ser maior.

• Com uma graduação no currículo, seu leque de possibilidades
se amplia: você pode investir até mesmo numa pós-graduação
ou aperfeiçoamento mais tarde.

Tudo sobre o profissionalizante

Há 12 grandes áreas e 185 cursos técnicos no país,
como informática, turismo e secretariado. No site do Ministério
da Educação (www.mec.gov.br) você encontra a lista completa.
Basta clicar em Catálogo Nacional de Cursos Técnicos.

É possível escolher entre escolas públicas e particulares.
Nas primeiras, não há cobrança de mensalidade, como nas
particulares, mas o ingresso é feito por concurso. Existem três
possibilidades de cursá-lo: fazendo o integrado, o concomitante ou o
subseqüente. Entenda:

Integrado O aluno faz as disciplinas gerais do ensino médio com as do técnico,
na mesma escola e na mesma época.
Concomitante Os alunos cursam o ensino médio em um turno e o técnico
em outro. Não pode ser feito em escolas federais, apenas estaduais
e/ou particulares.
Subseqüente (ou pós-médio): Já formado no ensino médio, o aluno inicia o profissionalizante,
cursando apenas as matérias técnicas. Esse complemento dura
até dois anos.

 

“Acertei em cheio!”

A carioca Cátia Regina de Castro e Costa, 34 anos, acredita ter tomado
a decisão certa quando escolheu fazer o curso técnico em edificações
no Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro.
“Comecei a trabalhar logo, e hoje, mais certa do que quero profissionalmente,
pago eu mesma minha faculdade”, comemora.

Gláucia, da Catho, concorda. “Com o curso técnico, o jovem
vai à procura de emprego com algo definido, com uma especialização”,
considera. Sem falar nos salários. De acordo com a consultora, um técnico
em início de carreira ganha entre R$ 1 000 e R$ 1 200. “Que profissional
começa a trabalhar recebendo isso? É difícil”, avalia.

Fonte: Educar para Crescer (Abril)

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