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Crise aérea – Entenda o caos aéreo no Brasil

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O caos aéreo no Brasil começou a ter repercussão em 26
de setembro de 2006, quando um Boeing 737 da Gol e um Embraer Legacy se chocaram
a uma altitude de 37 mil pés (cerca de 11km), onde as 154 pessoas a bordo
do avião da Gol morreram. O Legacy, mesmo avariado na colisão,
conseguiu pousar em uma base militar na Serra do Cachimbo, no sul do Pará.


Destroços do Boeing da Gol

O desastre chamou a atenção
para a precariedade no setor do transporte aéreo no país, instaurando
a CPI do Apagão Aéreo.

O problema começou porque o ritmo de aumento no setor aéreo não
foi proporcional ao investimento na infra-estrutura dos aeroportos. A demanda
cresceu muito nos últimos anos e não houve capacidade para planejamento
de uma estratégia que atendesse este crescimento. Considerado vilão
na crise do setor aéreo, o Aeroporto de Congonhas, o mais movimentado
do Brasil, sofre as conseqüências da ineficiência de coordenação
nas atividades do setor, operando acima do limite de sua capacidade, para tentar
contornar o fluxo de passageiros.


Saguão lotado do Aeroporto de Congonhas

A partir de então, o caos tomou
conta dos aeroportos brasileiros: controladores chamando a atenção
para péssimas condições de trabalho (tanto por excesso de
vôos controlados, como falhas nos equipamentos), detecção
de problemas nos radares (os chamados “buracos negros”, ou seja, locais
onde o sistema de controle e a comunicação são precários),
diminuição no número de vôos por hora, passageiros
dormindo em bancos ou no chão dos aeroportos, vôos muito atrasados
ou cancelados, filas enormes nos balcões de check-in, gerando revolta entre
os passageiros.

A greve dos Controladores

Em 30 de março houve uma paralisação nas atividades dos
Controladores de Tráfego Aéreo, que se recusaram a deixar o prédio
do Cindacta I, em Brasília, e pararam as decolagens no país por
três horas. O motivo da greve foi a insatisfação dos Controladores,
em relação ao comando da Aeronáutica e a falta de confiança
nos equipamentos. Na época, o presidente Lula impediu a prisão
dos amotinados pela Aeronáutica e indicou o Ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, para negociar com os operadores do tráfego aéreo,
que reivindicavam melhores condições de trabalho. Apesar dos controladores
terem retornado ao trabalho, o Governo voltou atrás no acordo e passou
o caso para o Comando da Aeronáutica.

As obras em Congonhas

Em maio deste ano, devido ao histórico de derrapagens, a pista principal
de Congonhas foi fechada para obras. Elas deveriam durar 90 dias, porém
na metade deste prazo, foi reaberta, mesmo sem o serviço de Grooving
(sistema de ranhuras que facilita o escoamento de água na pista e aumenta
a aderência dos pneus durante o pouso em caso de chuva). A pista reabriu
no dia 29 de junho e a Infraero havia afirmado que, por ser o período
de inverno e tempo seco, não haveria problemas com a falta do grooving,
que só deveria ficar pronto no fim de setembro. Antes da reforma, a pista
principal de Congonhas era fechada sempre que chovia e a água na pista
acumulava mais de 3 mm.

O Acidente com o Airbus da TAM


Destroços do Airbus da TAM

Mais um episódio trágico neste momento de crise aérea. Em
17 de julho deste ano, um Airbus A320 da TAM, se chocou contra um depósito
de cargas da própria empresa e um posto de gasolina, próximo ao
Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, provocando um incêndio. Clique
aqui
para mais informações sobre este acidente.

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