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Cursinhos divergem sobre novo modelo da Fuvest

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O novo projeto de processo seletivo de ingresso na USP (Universidade de São
Paulo) provocou discordância entre grandes cursinhos do estado. Os coordenadores
de pré-vestibulares emitiram opiniões controversas sobre a as
alterações pretendidas no maior vestibular do país.

O novo projeto é ruim

Para o coordenador-geral do Anglo, Nicolau Marmo, a mudança é
negativa. “É equivocado não selecionar os melhores para ir
para a faculdade. Falta vontade política para fazer melhoria na educação
pública”, afirma.

Se a tentativa de alterar o processo seletivo é incluir mais estudantes
da rede pública, Marmo profetiza: “Não vai dar certo. Se
o aluno da rede pública não sabe enfrentar questões objetivas,
também não vai saber enfrentar questões dissertativas”.
“Consideramos a Fuvest o melhor vestibular do país. Não há
motivo para fazer essa reviravolta”, acrescenta.

O novo modelo não muda nada

“Esta mudança é um retorno ao formato anterior da Fuvest,
em que a primeira fase não era classificatória, mas só
eliminatória. Não muda muito para o estudante, porque não
alterou a necessidade de ter uma boa formação”, avalia o
coordenador do Etapa, Carlos Eduardo Bindi.

Para o professor, se a intenção é incluir mais estudantes
da rede pública na universidade, “é difícil de avaliar”
se o projeto terá sucesso. “O vestibular vai continuar cobrando
boa performance nos conhecimentos pedidos”, diz.

Mesmo para quem já está no meio da preparação,
Bindi avalia que não haverá problemas. “Não acho que
o estudante vai ter de mudar a forma de estudar. Não há qualquer
risco para o bom aluno.”

As mudanças são favoráveis

De acordo com o coordenador do curso Poliedro, Henrique Ferreira Villares,
se as mudanças no vestibular ocorrerem, serão benéficas.
“A Fuvest está facilitando a vida de aluno paraquedista. Aluno que
estuda muito fica mais prejudicado, principalmente para cursos como medicina”,
diz. “Para mim, há uma vontade de fazer o chamado ‘peneirão’,
em que o aluno se classificava para a segunda fase. Isso, para o bom aluno é
excelente, porque a segunda fase começa do zero e ninguém sai
com vantagem.”

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