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Economia – Saiba como o mundo está reagindo à crise econômica mundial

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A economia mundial “está entrando em uma severa recessão”,
afirmou a agência de classificação Fitch, que prevê
uma forte contração das economias avançadas, uma desaceleração
brutal das economias emergentes e um crescimento mundial de apenas 1% em 2009.

A recuperação só deve acontecer em 2010, e mesmo assim
“em um ritmo muito menos intenso que o dos cinco últimos anos, quando
o acesso ao crédito era bem mais fácil”, antecipou a Fitch
em nota. “A produção está caindo nos Estados Unidos,
no Japão, na Alemanha, na França e na Grã-Bretanha, e as
perspectivas são de intensificação da contração
da atividade nos 12 próximos meses”, acrescentou.

Para as economias avançadas, a Fitch previu o maior declínio
do Produto Interno Bruto (PIB) desde a Segunda Guerra Mundial, com um crescimento
de -0,8% em 2009.

A agência também antecipou um crescimento de “somente 1%
para todo o planeta no próximo ano”, o que seria “o pior resultado
desde o início dos anos 90”.

Segundo a Fitch, as economias emergentes deverão lidar com “uma
desaceleração brutal do crescimento”, mas serão poupadas
da recessão. A agência previu um crescimento de 7% na China em
2009, “o mais fraco em quase 20 anos”.

> Entenda
a evolução da crise que atingiu a economia dos EUA

> Emprego
deve ter pior primeiro trimestre desde 2003

Conheça as medidas adotadas pelos países atingidos pela
turbulência econômica

  MEDIDAS CONTRA A CRISE
CANADÁ
O Banco Central canadense,
em ação conjunta com outros BCs, anunciou um corte emergencial
na taxa de juros no país, para 2,5%. Depois disso, reduziu a taxa
por mais duas vezes, fazendo com que ela atingisse o nível mais baixo
desde 31 de julho de 1958, em 1,5%.
EFEITOS NA ECONOMIA
A inflação subiu 3,4% em setembro, pressionada pela alta nos
produtores energéticos e alimentícios.
ESTADOS UNIDOS
– O Congresso aprovou um pacote de resgate
às instituições financeiras, que foi sancionado pelo
presidente George W. Bush. O plano prevê US$ 700 bilhões para
comprar ativos podres vinculados a hipotecas de bancos.
– Fundos de curto prazo: o Tesouro vai garantir o pagamento de títulos
de curto prazo que compõem os chamados fundos mútuos de mercados
monetários – formados por papéis da dívida pública
norte-americana, títulos de empresas e outros instrumentos financeiro
negociáveis. Estes títulos são ativos historicamente
seguros, mas, com o crescimento da aversão ao risco, muitos investidores
deixaram de negociar estes papéis. O resultado foi um aumento da
demanda por papéis de prazo mais longo, o que provocou escassez de
liquidez (volume de recursos) no curto prazo. Para participar do programa,
os fundos deverão pagar uma tarifa. O programa de garantia do Tesouro
será financiado por até US$ 50 bilhões do Fundo de
Estabilização Cambial do Tesouro.
– Commercial paper: O Fed anunciou que irá estender os empréstimos
sem obrigação de pagamento (empréstimos cujo pagamento
vem com o lucro proveniente da aplicação dos recursos) aos
bancos norte-americanos para financiar suas compras de ativos de alta qualidade.
A medida vai valer para a compra de commercial paper, que são títulos
emitidos por empresas com uma taxa de juros negociada entre investidor e
empresa.
– A taxa de juros norte-americana já caiu duas vezes desde o agravamento
da crise e está atualmente em 1% ao ano.
– O Federal Reserve anunciou um programa de US$ 600 bilhões para
comprar dívidas relacionadas a hipotecas e ativos e US$ 200 bilhões
para ajudar o crédito aos consumidores.
– A Casa Branca dará às montadoras US$ 17,4 bilhões
em empréstimos de emergência do Programa de Alívio para
Ativos Problemáticos (Tarp), do Tesouro.
EFEITOS NA ECONOMIA
– As vendas da Chrysler já caíram 25% no ano e a empresa vai
cortar 25% de seus funcionários administrativos.
– O preço médio da habitação caiu 9% em setembro,
o que aumentou em 5,5% as vendas de casas usadas.
– Os gastos com consumo pessoal caíram 0,3% em setembro na comparação
com agosto.
– As encomendas à indústria recuaram 2,5% em setembro, depois
de uma queda revisada de 4,3% em agosto.
– Os cortes de emprego nas empresas dos EUA aumentaram 19% em outubro e
atingiram o maior nível desde janeiro de 2004.
– O mercado de trabalho norte-americano eliminou 240 mil vagas em outubro.
É o 10º mês seguido de cortes, que, no acumulado do ano,
já somam 1,2 milhão de postos.
– Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram em 58 mil na semana
encerrada em 6 de dezembro, para 573 mil, o maior nível em 26 anos.
– As vendas no varejo caíram 1,8% em novembro – a quinta desaceleração
seguida -, pressionadas pela demanda fraca por automóveis e pela
queda nos preços da gasolina
– A produção industrial caiu 0,6% em novembro.
MÉXICO
O Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID) vai emprestar ao México até US$ 2,8 bilhões para
dar apoio a um crescimento continuado no mercado de moradia de baixa renda
do país.
BRASIL
– Determinou a ampliação
do desconto usado no cálculo do compulsório adicional sobre
depósitos à vista, a prazo e de poupança e adiou a
implementação do recolhimento. sobre depósitos de empresas
de leasing. As medidas permitiram a liberação de R$ 13,2 bilhões.
– Liberou R$ 7 bilhões do FGTS para capitalizar o BNDES e garantir
a manutenção do crédito.
– Autorizou bancos que comprarem carteiras de crédito de instituições
menores a terem redução do compulsório. A medida libera
R$ 23,5 bilhões.
– Deu autorização a bancos que operam no exterior a emprestar
dólares das reservas internacionais para financiar exportações.
– Liberou R$ 5 bilhões para linhas de pré-embarque de mercadorias
ao exterior.
– Antecipou o vencimento de R$ 1,5 bilhão em contratos de swap cambial,
para injetar dólares no mercado.
– Elevou o abatimento usado no cálculo do compulsório sobre
depósitos a prazo, liberando ao mercado R$ 23,2 bilhões.
– Novas regras do BC prevêem a liberação de compulsórios
num total de até R$ 100 bilhões. No curto prazo, devem ser
injetados no mercado R$ 47 bilhões.
– Mudança de regras do Conselho Monetário Nacional (CMN) injetou
mais R$ 5,5 bilhões no crédito rural para garantir o plantio.
O Banco do Brasil já havia decidido antecipar a liberação
de R$ 5 bilhões para a agricultura previstos para esta safra.
– Governo anunciou um programa de financiamento de capital de giro para
as construtoras que pode chegar a R$ 11 bilhões.
– Manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano pela primeira vez
desde abril
– Banco do Brasil vai fornecer empréstimos de R$ 4 bilhões
aos bancos das montadoras e outros R$ 5 bilhões para capital de giro
de médias e pequenas empresas.
– BNDES terá linha de financiamentos de R$ 10 bilhões para
capital de giro de médias e grandes empresas, empréstimos
de pré-embarque e empréstimos-pontes.
– O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou
a liberação de R$ 5,25 bilhões do FAT para crédito
a micro e pequenos empresários e agricultura familiar.
– Ampliou o prazo de pagamento de alguns impostos federais, o que deve significar
um alívio de R$ 21 bilhões para as empresas.
– Fechou, por meio da Caixa Econômica Federal, parceria com redes
varejistas para financiar R$ 2 bilhões em bens de consumo para a
população.
– Vai oferecer, por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal,
R$ 8 bilhões em financiamento imobiliário para servidores
públicos.
– Autorizou os bancos a direcionar parte do compulsório sobre depósitos
a prazo para certificados de depósitos interfinanceiros do BNDES.
A medida permitirá a liberação de cerca de R$ 6,2 bilhões.
– O governo anunciou mudanças na alíquota do Imposto de Renda
para a Pessoa Física e do IOF para estimular o consumo. Além
disso, reduziu o IPI para automóveis, para diminuir os preços
ao consumidor.
EFEITOS NA ECONOMIA
– A venda de veículos novos caiu 6,63% no Brasil na primeira quinzena
de outubro e montadoras deram férias coletivas a seus funcionários.
A projeção de crescimento do consumo de energia no País
em 2009 foi revista para 54.995 MW, com redução de 1,6% ante
a estimativa anterior.
– A Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior
reduziu as projeções para o superávit comercial neste
ano em R$ 1 bilhão.
– A Confiança da indústria (FGV) caiu 11,7% em outubro ante
setembro, puxado pelo pessimismo dos empresários em relação
ao nível da demanda no País. Entre julho e este mês,
alcançou o pior índice desde janeiro de 2006 – 105,3 pontos.
– O fluxo cambial – entrada e saída de dólares do País
– ficou negativo em R$ 4,639 bilhões em outubro.
– O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,30%
em outubro, ante 0,26% em setembro.
– O superávit comercial de outubro ficou em US$ 1,207 bilhão,
o pior resultado em sete meses, registrado em meio a uma disparada do dólar.
– A conta corrente do balanço de pagamentos do País teve saldo
negativo de US$ 2,769 bilhões em setembro.
COLÔMBIA
A diretoria do Banco Central
da Colômbia votou, por unanimidade, reduzir sua taxa de juro básica
de 10% para 9,5%, citando uma desaceleração na economia do
país e na de seus principais parceiros comerciais.
CHILE
– A presidente, Michelle Bachelet,
uma injeção de US$ 500 milhões na instituição
financeira estatal BancoEstado, para aumentar a concessão de hipotecas
para famílias de renda baixa ou média. O governo também
contribuirá com cerca de US$ 800 milhões para diversos de
seus programas, a maior parte dos quais por meio de sua agência de
desenvolvimento Corfo, com o objetivo de facilitar o crédito para
empresas pequenas e médias.
– O Ministério de Finanças do Chile anunciou que vai oferecer
US$ 700 milhões em certificados de depósito bancário
em outubro. Em setembro, foi colocado US$ 1 bilhão em certificados
de depósito nos quatro maiores bancos do Chile.
ARGENTINA
– O Banco Central da Argentina baixou norma
para evitar a saída de capitais e limitar operações
especulativas. Ao comprar ativos, sejam eles ações ou bônus,
os compradores deverão mantê-los em suas carteiras por um prazo
mínimo de três dias antes de revendê-los. Caso contrário,
a norma baixada diz que a operação terá que ser autorizada
pelo BC.
– Além disso, o BC limitou o volume de remessas diárias de
dólares para as corretoras argentinas. Para evitar fugas de divisas,
o BC emitiu uma norma que baixa de US$ 600 mil para US$ 100 mil o volume
permitido de remessas por parte das corretoras. O limite mensal não
mudou e as empresas e as pessoas físicas poderão retirar até
US$ 2 milhões do país por mês. Volumes acima deste limite
terão que ser autorizados pelo BC.
– O BC também liberou 10,5 bilhões de pesos (R$ 7,3 bilhões)
em depósitos compulsórios, com o objetivo de desenvolver mecanismos
que aumentem a disponibilidade de recursos para o sistema financeiro e reduzir
gradualmente as taxas de juros cobradas nos empréstimos.
– Com o objetivo de repatriar os fundos que estão no exterior e estimular
o investimento e a produção, Cristina anunciou uma reforma
tributária. Aqueles que declararem seus capitais sem trazê-los
para o país pagarão (uma taxa de) 8% de imposto; os que trouxerem,
pagarão 6%; quem investir em títulos da dívida vai
pagar 3% e quem investir em infra-estrutura, imóveis e atividade
agropecuária, pagará 1%.
– Além disso, Cristina divulgou que os empregadores terão
certas dívidas tributárias do passado perdoadas se eles formalizarem
os trabalhadores que atualmente recebem fora da folha de pagamento.
– O governo também liberou um plano de estímulo para as montadoras,
que envolve US$ 911 milhões. A intenção é estimular
a venda de 100 mil carros em 2009. As montadoras escolherão dois
modelos, os mais baratos de cada marca, para serem vendidos com benefícios.
EFEITOS NA ECONOMIA
A General Motors anunciou que vai demitir 500 empregados de sua unidade
da província de Santa Fé, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos
da Argentina.
ISLÂNDIA
– O banco central anunciou
que a Rússia iria conceder-lhe um empréstimo de 4 bilhões
de euros (US$ 5,4 bilhões) para elevar as reservas em moeda estrangeira
do país, num momento em que a Islândia luta por sua sobrevivência
econômica. – Além disso, o Fundo Monetário Internacional
aprovou um pacote de resgate de US$ 2,1 bilhões para a Islândia,
que assegurou mais US$ 3 bilhões em ajuda adicional vinda da Dinamarca,
Finlândia, Noruega, Suécia, Rússia, Polônia,
Ilhas Faroe e Holanda. O pacote de ajuda para a Islândia deve contar
ainda com contribuições do Reino Unido e da Alemanha, podendo
chegar a US$ 10,2 bilhões no total.
– O governo islandês assumiu o controle do primeiro e segundo maiores
bancos do país e afirmou que vai atrelar a moeda local a uma cesta
de moedas. O órgão regulador do setor financeiro da Islândia
criou um novo banco que ficará com todos os ativos domésticos
e a carteira de crédito do Landsbanki Island.
– Na política monetária, o Banco Central da Islândia
tomou duas decisões contraditórias: primeiro, cortou a taxa
básica de juros de 15,5% para 12% – a primeira redução
desde 2003. Depois, anunciou uma elevação de 12% para 18%,
como parte do acordo com o FMI.

IRLANDA
– A Irlanda foi o primeiro
país a garantir todas os depósitos, papéis e dívidas
dos bancos do país, numa tentativa de amenizar os efeitos da crise
econômica global sobre o sistema financeiro local. De acordo com o
Departamento de Finanças irlandês, a garantia valerá
por dois anos e beneficia seis bancos da Irlanda: Allied Irish, Bank of
Ireland, Anglo Irish Bank, Irish Life and Permanent, Irish Nationwide Building
Society e Educational Building Society.
– O governo anunciou um plano de 10 bilhões de euros (US$ 13,54 bilhões)
para recapitalizar suas instituições financeiras por meio
de medidas como a compra de ações dos bancos do país.
A maior parte dos recursos, de acordo com um comunicado do governo, deve
vir de um fundo de pensão estatal, mas o programa também prevê
a participação de investidores privados.
– O Ministério das Finanças da Irlanda irá injetar
5,5 bilhões de euros (US$ 7,66 bilhões) nos três maiores
bancos do país e assumirá participações neles.
PORTUGAL
– A economia estagnou no terceiro
trimestre, com o PIB estável em relação ao segundo
trimestre.
– O governo aprovou a criação de um fundo de até 20
bilhões de euros (US$ 27 bilhões) para garantir a liquidez
aos bancos do país. Em comunicado, o governo disse que a linha de
financiamento temporário, que poderá ser utilizada por todas
as instituições de crédito sediadas em Portugal, estará
disponível apenas até 31 de dezembro de 2009.
– O governo anunciou também que vai garantir todos os depósitos
bancários do país.
REINO UNIDO
– O governo anunciou um plano de resgate
de 50 bilhões de libras (€ 62 bilhões) para estabilizar
o sistema financeiro, o que supõe uma nacionalização
parcial. O dinheiro servirá para comprar ações dos
principais bancos do país. Confirmaram participação
no programa de recapitalização até o momento as instituições
Abbey, Barclays, HBOS, HSBC, Lloyds TSB, Nationwide, RBS e Standard Chartered.
Segundo o governo, outros bancos também podem optar pelo plano.
– Estas instituições se comprometeram a aumentar seu capital
antes do fim do ano por um total de 25 bilhões de libras (cerca de
32,34 bilhões de euros), embora este crescimento varie de acordo
com cada caso.
– O governo ainda pode fornecer um mínimo de 25 bilhões de
libras adicionais às entidades que reúnam os requisitos necessários
para a aquisição de ações preferenciais ou nos
casos nos quais os bancos o solicitem expressamente também para a
compra de títulos ordinários.
– O Banco da Inglaterra fornecerá outros 200 bilhões de libras
(aproximadamente 258,864 bilhões de euros) em forma de créditos
a curto prazo a fim de fornecer liquidez aos bancos e entidades hipotecárias.
– O governo anunciou também a nacionalização dos ativos
de mais alto risco do Banco Bradford e Bingley, uma operação
de 51,45 bilhões. A carteira de depósitos e 200 agências
do grupo serão absorvidas pelo banco espanhol Santander, que pagará
773 milhões.
– O governo está estabelecendo um novo painel para monitorar os empréstimos
dos bancos as pequenas empresas. Funcionários seniores do Departamento
de Negócios, Empresas e Reforma Regulatória, o Tesouro e o
Banco da Inglaterra vão integrar o painel.
– Além disso, o Banco Central inglês cortou sua taxa de juros
para 3% ao ano.
– Em novembro, mais um pacote: desta vez, de 20 bilhões de libras
(US$ 30,24 bilhões), na tentativa de amenizar a severa desaceleração
econômica. Ao anunciar o pacote, o ministro das Finanças, Alistair
Darling, disse que irá cortar o imposto sobre valor agregado de 17,5%
para 15% a partir de 1 de dezembro, até o final de 2009.
– O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra
(BoE) reduziu a taxa de juro em 1 ponto porcentual, para 2%. O corte colocou
a taxa no menor nível desde outubro de 1939.
EFEITOS NA ECONOMIA
– O PIB do Reino Unido caiu 0,5% no terceiro trimestre ante o trimestre
anterior, quando já havia ficado estagnado, com variação
zero.
– O número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou 36.500
em outubro, na maior alta desde dezembro de 1992.
– As vendas no varejo em lojas abertas há mais de um ano caíram
2,2% em outubro, a maior queda desde maio de 2005.
– A produção industrial despencou pata -42 em novembro, de
-31 em outubro, o nível mais baixo em 28 anos.
– O volume de vendas entre os varejistas registrou o maior recuo 25 anos
durante novembro.
– Os preços de moradias caíram 1,1% em novembro ante outubro
e recuaram 8,1% frente a novembro do ano passado, o maior recuo em base
anual já registrado.
– A produção de manufaturas no Reino Unido caiu 1,4% em outubro
ante setembro, pelo oitavo mês consecutivo, a mais longa contração
seguida desde 1980.
ESPANHA
– O governo criará um novo fundo
de 30 bilhões de euros (US$ 41 bilhões) para dar suporte aos
empréstimos bancários.
– O país também que irá elevar o nível de garantia
dos depósitos bancários no país para 100 mil euros
por correntista. Atualmente, a garantia é de 20 mil euros.
– O governo espanhol aprovou ainda a criação de linhas para
garantir até 100 bilhões de euros (US$ 135,2 bilhões)
em emissão de bônus bancários em 2008 e para comprar
ações de bancos. A linha é uma medida ‘preventiva’
que o governo não tem intenção de usar neste momento.
EFEITOS NA ECONOMIA
– O índice de desemprego chegou a 11,3% no terceiro trimestre, ante
10,4% no segundo. A população desempregada no país
soma 2.598.800 pessoas, a maior desde 2000.
– O Banco Central informou que o PIB do país sofreu uma contração
de 0,2% no terceiro trimestre, em relação ao segundo. É
a primeira contração desde a recessão de 1992/93.
FRANÇA
– O governo destinará no máximo
320 bilhões de euros para garantir os empréstimos entre entidades
e fomentar o mercado creditício.
– Outros 40 bilhões de euros serão usados para impedir a quebra
dos bancos mais afetados pela crise financeira. Com a verba, o Estado francês
poderia entrar no capital das entidades à beira da falência.
– O presidente, Nicolas Sarkozy, anunciou medidas no valor de 175 bilhões
de euros (US$ 223,4 bilhões) entre descontos fiscais e a criação,
até o final do ano, de um fundo de investimento soberano para injetar
capital em companhias francesas em dificuldade.
– A França vai investir 20 bilhões de euros (US$ 25 bilhões)
em um fundo destinado a ajudar pequenas e médias empresas debilitadas
pela crise econômica e protegê-las de aquisições
por parte de grupos estrangeiros.
– Sarkozy anunciou um plano de estímulo econômico de 26 bilhões
de euros (US$ 32,77 bilhões). O pacote, que equivale a 1,3% do Produto
Interno Bruto (PIB), irá se concentrar em ajuda ao setor de construção
e o automotivo, mas irá afetar o restante da economia. O plano terá
um orçamento específico e um ministro responsável.
EFEITOS NA ECONOMIA
– À beira da recessão, o país enfrenta problemas no
setor automobilístico. As montadoras Peugeot-Citroën e Renault
estão reduzindo sua produção em 30% e 20%, respectivamente.
– A Air France-KLM disse que dificilmente vai alcançar a meta de
lucro operacional de € 1 bilhão.
– O índice de preços ao produtor (PPI) caiu 1,9% em novembro
ante outubro, na maior queda mensal já registrada.
– O número de desempregados no país cresceu 0,4% em setembro,
em relação a agosto.
– O índice de sentimento empresarial caiu para 80 em novembro, o
menor nível desde setembro de 1993.
– O PIB registrou crescimento de 0,1% no terceiro trimestre. A expansão
confirma que a segunda maior economia da zona do euro escapou por pouco
de entrar em recessão em 2008.
HOLANDA
– O governo holandês
irá garantir até 200 bilhões de euros (US$ 270 bilhões)
em empréstimos interbancários.
– O governo da Holanda anunciou também que vai adquirir as operações
do grupo financeiro belgo-holandês Fortis no país por 16,8
bilhões de euros.
– O governo injetará ainda 10 bilhões de euros (US$ 13,47
bilhões) no ING Groep NV. Em troca, o governo holandês terá
dois assentos no corpo de dirigentes do ING e receberá juros anuais
de 8,5% do grupo. O ING também foi obrigado a reduzir o pagamento
de dividendos neste ano e seus diretores e executivos não receberão
bônus em 2008.
BÉLGICA
– O governo decidiu elevar o nível
de garantia mínima para depósitos bancários no país
de 20 mil euros para 100 mil euros.
– Os governos da Bélgica, da França e de Luxemburgo mobilizaram-se
para amparar o banco belgo-francês Dexia. Junto com os atuais acionistas,
eles vão investir 6,4 bilhões de euros (US$ 9,194 bilhões)
no banco. Além disso, o governo da Bélgica decidiu alocar
1,5 bilhão de euros (US$ 2 bilhões) na companhia de seguro
mútuo Ethias, um dos principais acionistas do Dexia.
EFEITOS NA ECONOMIA
A ArcelorMittal vai fechar usinas na Bélgica, na França e
na Alemanha, segundo sindicato de funcionários belgas.
ALEMANHA
– O governo alemão aprovou um pacote
de resgate de 500 bilhões de euros (cerca de US$ 671 bilhões)
para ajudar as instituições financeiras. A ajuda, porém,
será limitada a no máximo 10 bilhões de euros (cerca
de US$ 13,4 bilhões) para fins de recapitalização e
o governo alemão assumirá até 5 bilhões de euros
(US$ 6,7 bilhões) em passivos de cada instituição.
– O governo poderá vender participações e quaisquer
outros ativos adquiridos como parte da recapitalização, levando
em consideração as condições de mercado.
– A lei também estabelece um teto de 500 mil euros por ano (US$ 670,7
mil) para os salários de executivos e pede uma remuneração
“adequada” para gerentes. As companhias que aceitarem os recursos
do governo não terão permissão para pagar bônus
ou dividendos.
– As garantias oferecidas pelo pacote devem durar no máximo até
31 de dezembro de 2012, enquanto o prazo de vencimento dos passivos amparados
pelo governo será limitado a 36 meses.
EFEITOS NA ECONOMIA
– O governo projeta que a economia do país vai ficar estagnada em
2009 – o crescimento não deve passar de 0,2%.
– A taxa de desemprego em setembro caiu para 7,1%, de 7,2% em agosto.
– A produção industrial caiu 3,6% em setembro, a maior queda
desde janeiro de 1995, e 2,1% em outubro.
– As encomendas à indústria caíram 8,0% em setembro,
na maior queda desde que os registros começaram, em 1991.
– O governo confirmou a entrada em recessão técnica – dois
trimestres consecutivos de estagnação ou crescimento negativo.
Conforme o Ofício Federal de Estatísticas, a contração
no terceiro trimestre foi de 0,5%, depois de um recuo de 0,4% no segundo.
– O índice de clima empresarial do Instituto Ifo caiu pelo sexto
mês consecutivo em novembro para 85,8, de 90,2 no mês anterior,
atingindo o menor nível desde fevereiro de 1993.
– As vendas no varejo alemão caíram inesperadamente em outubro,
em 1,6% na comparação com setembro. Em relação
a outubro do ano passado, as vendas caíram 1,5%, contrariando estimativa
de alta de 0,7%.
– As encomendas à indústria caíram 6,1% em outubro
ante setembro, em dados sazonalmente ajustados, bem pior do que a expectativa
de economistas de aumento de 0,4%.
NORUEGA
– O governo anunciou que irá
oferecer a seus bancos comerciais até US$ 55,4 bilhões em
bônus.
– Além disso, o banco central cortou a taxa básica de juros
da economia do país pela primeira vez desde março de 2004,
em 0,50 ponto porcentual, para 5,25%. Um segundo corte levou a taxa a 3%.
SUIÇA
– O Banco Central suíço,
em ação conjunta com outros BCs, anunciou um corte emergencial
na taxa de juros no país, para a margem de 2,5%. A taxa foi cortada
mais uma vez, desta para 2,5%.
– O governo anunciou novas e mais rígidas medidas para o setor bancário,
incluindo exigências de capital mais rígidas aos dois maiores
bancos do país, o UBS e o Credit Suisse, durante novembro. Entre
as medidas está também o aumento no teto da garantia aos depósitos
bancários.
ITÁLIA
– O governo da Itália aprovou um
pacote de estímulo econômico que transferirá cerca de
80 bilhões de euros (US$ 103,20 bilhões) do setor público
para o privado. Entre as medidas do plano, estão o auxílio
financeiro a famílias de baixa renda, isenção de impostos
a empresas e uma ajuda de até 12 bilhões de euros para os
bancos italianos, que será distribuída por meio da compra
de dívidas híbridas das instituições financeiras
pelo governo.
– Além disso, o governo da Itália aprovou uma lei de emergência
que cria um fundo de estabilização e dará garantias
a depósitos de até 103 mil euros, medida que tem como objetivo
restaurar a confiança no sistema financeiro em meio à crescente
crise financeira global.
– O governo italiano e o Banco da Itália aprovaram ainda novas medidas
para aumentar a confiança no sistema financeiro, em linha com outros
países integrantes da zona do euro. As medidas incluem a garantia
estatal de novas dívidas bancárias de até cinco anos
emitidas até o final de 2009; um swap do banco central da Itália
para ajudar os bancos a se refinanciarem; e o apoio estatal aos financiamentos
de bancos para companhias privadas.
EFEITOS NA ECONOMIA
– O PIB diminuiu 0,5% no terceiro trimestre em comparação
com o segundo trimestre, o maior declínio desde 1998, depois de contrair-se
0,4% no segundo trimestre. Dessa forma, o país entra em recessão
pela primeira vez desde o início de 2005.
– O índice de confiança do empresariado da Itália caiu
de 71,6 em novembro para 66,6 em dezembro, o menor nível desde o
início da série, em 1991.
HUNGRIA
– O Banco Nacional da Hungria surpreendeu
o mercado elevando a taxa básica de juro em 300 pontos-base para
11,5%, de 8,5%. A inesperada elevação pretendia defender a
moeda húngara das massivas vendas que vem sofrendo, em conseqüência
do forte movimento de desalavancagem de ativos de risco e que tem atingido
as moedas emergentes. Nos meses seguintes, porém, a taxa voltou a
cair, para 10%.
– O Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Européia
(UE) e o Banco Mundial vão conceder ao país um pacote financeiro
em conjunto de cerca de US$ 25,1 bilhões. O fundo vai oferecer uma
“linha de crédito stand-by de 17 meses” de US$ 15,7 bilhões
à Hungria, enquanto a UE ajudaria o país com US$ 8,1 bilhões.
EFEITOS NA ECONOMIA
– O PIB registrou contração de 0,1% no terceiro trimestre,
em comparação a um crescimento de 0,4% no segundo trimestre.
– O governo anunciou que irá oferecer a seus bancos comerciais até
US$ 55,4 bilhões em bônus.
– Além disso, o banco central cortou a taxa básica de juros
da economia do país pela primeira vez desde março de 2004,
em 0,50 ponto porcentual, para 5,25%. No mesmo mês, um segundo corte
foi anunciado. A taxa está, atualmente, em 4,75%.
DINAMARCA
– Governo garantiu todos os
depósitos no país, como parte de um acordo com os bancos para
criar um fundo de liquidação de 35 bilhões de coroas
dinamarquesas (US$ 6,50 bilhões).
– Além disso, o Banco de Roskilde foi absorvido pelo sueco Nordea
AB e pelos dinamarqueses Spar Nord e Arbejdernes Landsbank, após
intervenção do Banco Central local.
UNIÃO EUROPEIA
– Os líderes da União Europeia
concordaram com um pacote de estímulo econômico calculado em
cerca de 200 bilhões de euros (US$ 266,5 bilhões) para desviar
da ameaça de uma “espiral recessionária”. Os países-membros
do bloco concordaram em injetar nas suas economias o equivalente a 1,5%
do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco.
– O bloco elevou as garantias aos correntistas em todos os 27 países.
A garantia, que era de 20 mil euros, passa a pelo menos 50 mil dos depósitos
nos bancos do bloco. O objetivo é evitar uma corrida para saques,
por temor da piora da crise, e afetar a saúde dos bancos.
– O Banco Central Europeu realizou dois cortes na taxa de juros da zona
do euro desde o agravamento da crise. Os cortes colocaram a taxa de juro
em 3,25%.
EFEITOS NA ECONOMIA
– A taxa de desemprego na zona do euro em setembro ficou estável
em 7,5% em setembro.
– O índice de confiança do consumidor nos 15 países
da zona do euro caiu para -24 em outubro, nível mais baixo em 15
anos.

– O PIB da zona do euro encolheu 0,2% no terceiro trimestre deste
ano em comparação com o segundo, depois de ter contraído
também 0,2% no segundo trimestre frente ao primeiro. Com isso, a
região de moeda comum entra em recessão pela primeira desde
que foi formada, em 1999.
– As encomendas à indústria caíram 3,9% em setembro
ante agosto e recuaram 1,1% frente ao mesmo mês do ano passado.
– O índice de sentimento econômico na zona do euro caiu para
74,9 em novembro, de 80,0 em outubro, no menor nível desde agosto
de 1993.

REP. CHECA
O Banco Nacional reduziu sua
taxa básica de juros em 75 pontos-base, para 2,75%.
ÁUSTRIA
– O governo apresentou um pacote
de medidas no valor de 100 bilhões de euros (US$ 136 bilhões),
que inclui garantias do governo para transações de refinanciamento
e possíveis injeções de recursos para os bancos por
meio da participação estatal em aumentos de capital.
– As medidas incluem também garantia completa para os depósitos
nos bancos austríacos para pessoas físicas e a suspensão
de vendas a descoberto.
– O governo concordou também em aumentar as garantias para os depósitos
bancários para 100%, portanto, abrangendo o total de 187 bilhões
de euros que estão nos bancos. A medida visa minimizar a insegurança
causada pela crise financeira global e evitar que os depositantes migrem
para os bancos alemães.
POLÔNIA
O Comitê de Política
Monetária do Banco Nacional da Polônia (NBP) reduziu sua taxa
básica de juros em 25 pontos-base, para 5,75%. A taxa de redesconto
foi reduzida de 6,25% para 6,00%, a Lombarda de 7,50% para 7,25% e a de
depósitos de 4,50% para 4,25%.
LETÔNIA
O governo decidiu estatizar
a segunda maior instituição financeira do país depois
de o banco entrar em crise de liquidez.
GRÉCIA
– O governo anunciou um pacote
de 28 bilhões de euros (US$ 38 bilhões) para ajudar os bancos
do país. O plano consiste de três medidas específicas
e de curto prazo que se estenderão apenas até 2009: o compromisso
de garantir até 15 bilhões de euros em emissões de
bônus novos de três a cinco anos por parte dos bancos locais;
a injeção de até 8 bilhões de euros nos bancos
por meio de bônus do governo para ajudar a aumentar a base de capital
do setor bancário; e a disponibilidade do governo para comprar até
5 bilhões de euros em títulos híbridos de bancos.
SUÉCIA
– O governo sueco propôs um plano
de estabilidade financeira, que inclui 1,5 trilhão de coroas suecas
(US$ 206 bilhões) em garantias bancárias. O plano prevê
ainda a criação de um fundo para administrar problemas futuros
de solvência, no qual o governo irá colocar 15 bilhões
de coroas suecas (US$ 2,06 bilhões) e com o qual todas as instituições
financeiras serão obrigados a contribuir.
– O governo dobrou também a garantia para os depósitos bancários
para 500 mil coroas suecas (US$ 70 mil), das atuais 250 mil coroas suecas.
– Além disso, o Banco Central sueco, em ação conjunta
com outros BCs, anunciou um corte emergencial na taxa de juros no país,
para 4,25%.
– O Banco Central cortou sua principal taxa de juro em 1,75 ponto percentual,
para 2%, numa drástica tentativa de conter os efeitos da severa crise
econômica.
EFEITOS NA ECONOMIA
A fábrica de caminhões Volvo informou que o lucro da companhia
no terceiro trimestre caiu 37% e rebaixou sua previsão de vendas
na Europa, América do Norte e Japão.
UCRÂNIA
O país receberá
um empréstimo de US$ 16,4 bilhões do FMI, com o objetivo de
manter a confiança e a estabilidade econômica e financeira.
RÚSSIA
– O governo russo aprovou uma lei para
dar assistência financeira ao governo russo, que prevê até
US$ 200 bilhões ao mercado. A lei autoriza o governo a refinanciar
até US$ 50 bilhões em dívida estrangeira, com alguns
bancos podendo assumir empréstimos durante seis meses sem garantias.
– O governo irá adquirir papéis de empresas russas e pretende
utilizar recursos das reservas estrangeiras para dar suporte ao mercado
acionário, que já perdeu 70% de seu valor desde a máxima
atingida em maio.
– O Banco Central aumentou uma série de taxas de juros, incluindo
a taxa básica, numa tentativa de evitar a fuga de capitais do país
e reduzir a pressão inflacionária. A maioria das taxas foi
aumentada em 1 ponto percentual. O aumento inclui um incremento na taxa
da principal linha de refinanciamento de curto prazo usada pelos bancos:
a taxa repo de um dia, que agora está em 9%.
EFEITOS NA ECONOMIA
– As reservas externas já perderam US$ 81,8 bilhões desde
agosto com as intervenções para tentar conter a queda da moeda
local. O governo injetou US$ 200 bilhões no mercado.
– A economia da Rússia cresceu 6,2% no terceiro trimestre em relação
ao mesmo período do ano passado, abaixo da expansão de 7,5%
no segundo trimestre.
– A produção industrial caiu 8,7% em novembro em relação
a novembro de 2007.
TURQUIA
O Comitê de Política
Monetária do Banco Central reduziu a taxa de juros para concessão
de crédito no overnight em 0,5 ponto porcentual, para 19,75%.
ÁFRICA DO SUL
O banco central reduziu sua
taxa básica de juros em 50 pontos-base, para 11,50%. É a primeira
redução em mais de três anos, depois de o SARB elevar
a taxa básica em 5 pontos porcentuais no período entre junho
de 2006 e junho deste ano.
ISRAEL
O Banco Central de Israel já
promoveu quatro cortes na taxa de juros do país, dos quais dois inesperados.
Atualmente, a taxa está em 2,5%.
IRAQUE
O Banco Central do Iraque reduziu
sua taxa básica de juros em 1 ponto porcentual, para 15%.
KUWAIT
O Kuwait lançou uma
força-tarefa para conter os efeitos da crise financeira mundial e
estuda garantir os depósitos bancários em bancos locais após
a divulgação de problemas com o Gulf Bank, segundo maior banco
do país. O Gulf Bank teve prejuízo após alguns clientes
que negociavam derivativos sofrerem perdas e se recusarem a honrar compromissos
junto ao banco. O CBK informou que vai auxiliar o Gulf Bank e garantir os
depósitos do banco.
CATAR
O governo lançou um
plano de US$ 5,3 bilhões para comprar ações de bancos
listados na bolsa de valores local.
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
– Vão garantir os depósitos
e a poupança nos bancos nacionais.
– O governo também deu garantias de que nenhum banco local irá
ficar exposto aos riscos de crédito e informou que dará garantias
às operações no mercado interbancário de qualquer
banco situado no país.

ARÁBIA SAUDITA
– O governo colocou US$ 40
bilhões à disposição dos bancos do país,
que poderão requisitar os recursos, mas que nenhum banco acessou
a linha.
– A Agência Monetária da Arábia Saudita, o banco central
do país, cortou a taxa de juro de recompra (repo) duas vezes, para
2,5%, e reduziu o compulsório de 10% para 7%.
PAQUISTÃO
– O Banco do Estado do Paquistão
cortou o compulsório em quatro pontos porcentuais para 5% desde 11
de outubro. As reservas estrangeiras do Paquistão caíram com
força desde novembro de 2007, com estrangeiros retirando recursos
diante do aumento da incerteza política e do enfraquecimento da economia.
– O país deverá receber US$ 7,6 bilhões em recursos
do Fundo Monetário Internacional por meio de um pacote de estabilização
financeira.
– O Banco do Estado do Paquistão cortou o compulsório em quatro
pontos porcentuais para 5% desde 11 de outubro. As reservas estrangeiras
do Paquistão caíram com força desde novembro de 2007,
com estrangeiros retirando recursos diante do aumento da incerteza política
e do enfraquecimento da economia.
ÍNDIA
– O governo dobrou o limite para investimento
estrangeiro em bônus corporativos do país, para US$ 6 bilhões,
e também pediu que o banco central libere imediatamente 250 bilhões
de rupias (US$ 5 bilhões) para instituições de crédito
sob um plano de incentivo agrícola, com o objetivo de ampliar a liquidez
no país. Os bancos comerciais ficarão com 75 bilhões
de rupias e o Banco Nacional para Agricultura e Desenvolvimento Rural receberão
os 175 bilhões de rupias restantes.
– O Banco da Reserva da Índia (RBI) cortou a taxa básica de
juros do país por três vezes desde outubro, para 6,5%. A taxa
de tomada de empréstimos pelo banco central indiano, ou taxa de recompra
reversa, também foi reduzida pela primeira vez em mais de cinco anos,
em 1 ponto porcentual, para 5,0%.
EFEITOS NA ECONOMIA
– A siderúrgica Ispat Industries cortou sua produção
em 30%. A Essar Steel antecipou a manutenção e fechou parcialmente
sua usina.
– A produção industrial da Índia caiu 0,4% em outubro,
a primeira queda em 14 anos, em conseqüência do declínio
da atividade manufatureira.

TAILÂNDIA
O Comitê de Política
Monetária do Banco da Tailândia reduziu em 1 ponto porcentual
a taxa básica de juros do país, para 2,75%, num corte muito
maior do que o previsto pelo mercado.
CHINA
– Desde o início do agravamento
da crise, a China já anunciou cinco cortes na taxa de juros do país,
com o objetivo de aumentar a quantidade de dinheiro que os bancos têm
à disposição para emprestar a seus clientes. A taxa
está, atualmente, em 5,31%.
– O governo anunciou a criação de um fundo de 1 trilhão
de yuans (US$ 146 milhões) para oferecer recursos às pequenas
e médias empresas.
– O banco central da China anunciou que não mais limitará
o montante de empréstimos que os bancos comerciais podem conceder,
com o objetivo de ampliar a oferta de crédito em meio à crise
financeira mundial.
– O governo decidiu aumentar os empréstimos concedidos pelos chamados
bancos de desenvolvimento em 100 bilhões de yuans (US$ 14,52 bilhões)
este ano, como parte de medidas anunciadas com o intuito de encorajar o
crédito e estimular o consumo.
– O órgão regulador bancário da China liberou os bancos
comerciais para conceder empréstimos para operações
de fusão e aquisição, dando suporte às empresas
domésticas durante a crise econômica global.
EFEITOS NA ECONOMIA
– O crescimento do PIB desacelerou de 11% para 9% no terceiro trimestre.
– O CEO da Vale, Roger Agneli, informou que a demanda chinesa por ferro
caiu significativamente e só deve se recuperar no primeiro semestre
de 2009. A companhia já reduziu a produção de níquel
na China e na Indonésia.
– Os dois principais índices de atividade da indústria chinesa
caíram para mínimas recorde em novembro, sinalizando que o
crescimento do país deve desacelerar-se mais nos próximos
meses.
HONG KONG
– O governo anunciou que vai
garantir o total dos depósitos em bancos e que irá formular
uma nova linha de crédito para oferecer capital às instituições
financeiras. As reservas de um fundo da autoridade monetária local
(HKMA), que somavam 1,4 trilhão de dólares de Hong Kong em
31 de agosto, poderiam ser utilizadas para garantir os depósitos
caso fosse necessário. As novas medidas devem vigorar até
2010.
– A Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA, em inglês) reduziu
a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 1,50%.
VIETNÃ
O Banco do Estado do Vietnã
anunciou dois cortes em sua taxa básica de juros, para 12%. A taxa
para empréstimos interbancários foi reduzida de 14% para 12%
e a de redesconto de 12% para 11%.
MALÁSIA
Em decisão surpreendente,
o banco central da Malásia cortou a taxa básica de juro em
0,25 ponto porcentual, para 3,25%, e reduziu o compulsório de 4%
para 3,5%. É o primeiro corte de juro desde abril de 2006 e a primeira
redução no compulsório desde setembro de 1998.
TAIWAN
O Banco Central de Taiwan pôs fim
a um período de quatro anos de aperto monetário e reduziu,
no período de um mês e meio, sua taxa de juros por quatro vezes.
Atualmente, a taxa de redesconto está em 2,75%, o menor nível
desde março de 2007.
EFEITOS NA ECONOMIA
O PIB encolheu 1,02% no terceiro trimestre, o primeiro declínio nessa
base de comparação desde o registrado

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