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Veja 8 dicas de Física para o vestibular e o ENEM


É preciso ter nervos de aço para encarar uma prova de Física sem tremer na base.

A disciplina é super complexa, cheia de detalhes, fórmulas e variáveis que podem, facilmente, dar um nó na cabeça até do estudante mais preparado.

 

Por isso é bom chegar aos exames com tudo na ponta da língua. Os vestibulares, em geral, pedem conhecimento dos três anos do ensino médio – o que é bom, já que não há nada que você provavelmente não tenha visto em algum momento.

 

No Enem, por exemplo, Física divide espaço com outras duas disciplinas: Química e Biologia. Esse trio é o que o Exame chama de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. São mais ou menos 15 questões de cada.

 

Já nos vestibulares tradicionais o formato pode variar bastante, além de ter questões objetivas e dissertativas.

 

Para que você se saia bem em Física, preparamos alguns macetes que vão ajudar a fazer bonito tanto no vestibular quanto no Enem. Confira!

 

 

1. Prepare-se com bastante antecedência

Não se aprende Física do dia para a noite. É preciso muita leitura, reflexão e cálculo para entender as leis e princípios que regem os movimentos e a matéria. Portanto, planeje-se. Quem começa a estudar dois ou três anos antes do exames tem chance de acertar um número maior de questões.

 

Se der para iniciar a preparação já no primeiro ano do ensino médio, melhor.

 

Quem já terminou os estudos deve focar na revisão de todas as matérias de Física já no começo do ano.

 

 

2. Física é muito mais que decoreba

Tenha sempre isso em mente: os exames que dão acesso ao ensino superior, seja vestibular ou Enem, estão buscando avaliar a capacidade do aluno de relacionar a Física com os fenômenos do dia a dia.

 

Veja, por exemplo, se você é capaz de responder às seguintes questões:

 

Que tipo de fenômeno ocorre quando acendo uma luz? Qual é a pressão da água na tubulação do meu prédio? Que forças estão agindo no momento em que um prato cai no chão e quebra? O que é uma reação físico-química e como podemos usá-la para criar soluções que beneficiem nosso dia a dia?

 

Fique de olho: é preciso mudar a maneira de estudar. Ficar martelando a cabeça para decorar fórmulas e mais fórmulas pode se converter em completa perda de tempo.

 

Fora isso, as questões estão ficando cada vez mais transdisciplinares, envolvendo tópicos de outras áreas do conhecimento – especialmente Biologia, Química e interpretação de texto.

 

 

3. Inscreva-se como treineiro

Se você ainda não terminou o ensino médio pode fazer vestibular como treineiro – nome dado àqueles que fazem as provas só para praticar.

 

Essa é uma boa ideia por dois motivos:

 

1.     Prepara o estudante para o formato e o grau de dificuldade das provas.

2.     Dá uma resposta real sobre o desempenho do estudante – se foi bem, se foi mal, onde errou, onde acertou.

 

Tudo isso vai ajudar a dar mais segurança quando chegar a hora de fazer as provas para valer. Afinal, o vestibular não é apenas pôr à prova o que foi aprendido ao longo de três anos de estudos. É também uma forma de testar rapidez de raciocínio, capacidade de interpretação e de gerenciamento de tempo.

 

A maioria dos vestibulares tem regras para o treineiros que podem se diferenciar entre si, mas em todos algo é comum: quem se inscreve nessa modalidade não pode ocupar vaga no ensino superior, mesmo que gabarite todas as provas. Por determinação do Ministério da Educação (MEC), só pode entrar na faculdade quem já concluiu o ensino médio.

 

 

4. Faça as provas anteriores

Estudar com base nas provas anteriores é a melhor maneira de se dar bem em Física. Tanto no Enem quanto nos vestibulares, as edições passadas dão a dica de como serão as próximas: o grau de dificuldade, os assuntos mais comuns, o formato das questões, etc.

 

Para isso, basta acessar o site do processo seletivo desejado e buscar as provas de anos anteriores. A maioria disponibiliza, inclusive, os gabaritos correspondentes.

 

 

5. Vá treinando ritmo

Outro fator fundamental para se dar bem na prova de Física (e em qualquer outra) é pegar ritmo. Isso você só vai conseguir com treino e dedicação.

 

Veja nossas dicas de como virar um expert em vestibulares e Enem:

1.     Baixe a prova de uma das edições anteriores e imprima.

2.     Arranje um local tranquilo para fazer a prova, sem celular, internet e trânsito de pessoas.

3.     Pegue um relógio e marque o tempo de prova (a maioria dos processos seletivos dão um prazo de quatro a cinco horas por dia de exame).

4.     Vá resolvendo as questões mais fáceis primeiro, deixando as difíceis para o final.

5.     Ao final, revise a prova e preencha o gabarito como se estivesse num vestibular de verdade – esse passo é importante para treinar o preenchimento da folha de respostas, que pode ser mais complicado do que a gente imagina.

 

Depois de terminar a prova, anote:

1.     O tempo total que você levou do momento em que abriu o caderno até o preenchimento do cartão-resposta. Veja se bate com o estabelecido na prova “de verdade”.

2.     Na prova de Física, assinale as questões que você teve mais dificuldade e coloque-as na lista de prioridades de estudos.

3.     Veja quantas questões você errou e quantas acertou, para ter uma ideia de desempenho. Veja também quais você chutou (é preciso ser honesto consigo mesmo, né?).

4.     Estabeleça uma rotina de “simulados” (uma vez por mês é um ritmo legal).

 

 

6. Leia o edital do processo seletivo do começo ao fim

Você só vai ter uma ideia mais concreta do que estudar em Física depois que ler e entender todo o edital do vestibular ou do Enem.

 

Ali está tudo o que os concursos pedem – nem todos exigem tudo o que foi visto ao longo do ensino médio. O Enem, por exemplo, foca em temas mais abrangentes. Já a Fuvest – o vestibular da USP – tem uma lista mais específica.

 

Não precisa gastar tempo e energia estudando assuntos que não estão no edital.

 

Se você vai fazer o Enem, preste bastante atenção ao tópico que trata das competências pedidas em cada área do conhecimento. Ali você tem pistas interessantes do que o Exame levará em conta em seu complexo sistema de correção.

 

 

7. Relacione Física a outras disciplinas

Como já dissemos no começo do texto, não adianta estudar Física isoladamente. É preciso relacionar a disciplina a todas as outras, aplicando seus conceitos ao que acontece em nosso dia a dia.

 

Claro, isso não é algo tão simples de fazer. Por isso preparamos mais algumas pequenas dicas:

  • Não tente estudar tudo de uma vez. Distribua os conteúdos em uma tabela ao longo do ano e dê foco naqueles assuntos que são mais difíceis
  • Quando já tiver estudado tudo e chegar o momento de revisão, dê foco às matérias que aparecem com maior frequência.
  • Não precisa decorar todas as fórmulas da Física. Basta conhecer as mais básicas.
  • Estar bem informado ajuda a resolver as questões, especialmente as do Enem.
  • Não vire noites estudando. Seu cérebro não é uma máquina!

     

    8. Não desista!

    Física não é moleza. É preciso persistir no assunto e revirá-lo de ponta cabeça até aprender.

     

    Nesse meio tempo, muita gente costuma deixar a matéria de lado ou simplesmente tirá-la da frente. Não se deixe levar para essa armadilha, especialmente se você vai tentar um curso em que a Física é fundamental, como Engenharia.

     

    Lembre-se de que alguns vestibulares têm também a etapa dissertativa – e aqui, só consegue passar quem consegue mostrar que conhece bem do assunto.

     

    Resolva os problemas de Física, leve para professores e especialistas, pesquise na internet, estude pelo YouTube ou pela TV, só não desista! Você vai ver que a recompensa virá mais adiante!

     

     

    Veja também:

    Como estudar para o Vestibular

     

    Tem dificuldades em Física ou está tudo tranquilo? Conte para a gente!


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